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Memento Mori: o zumbi no gótico americano (Daniel Serravalle de Sá)

zumbi“O presente artigo tem como objetivo debater o desenvolvimento da figura do zumbi dentro do contexto do Gótico americano com ênfase em produções cinematográficas dos séculos XX e XXI. Argumenta-se aqui que os zumbis funcionam como uma metáfora cultural de ampla maleabilidade, sendo capazes de refletir uma gama de questões sociopolíticas as quais respondem a conjunturas históricas específicas. De modo mais amplo, discute-se como o zumbi simboliza uma preocupação humana permanente com a decadência do corpo e com morte. Baseando-se em cineastas como Victor Halperin, George Romero, Joe Dante e teóricos como June Pulliam, Kyle Bishop e Elspeth Probyn, argumenta-se que o zumbi é um personagem singular do Gótico no continente americano, cujas raízes não fazem parte do Gótico europeu.”

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Eles são nós, e nós somos eles: as identidades dos zumbis de Romero (Claudio Vescia Zanini)

romero-zombie-hands“A ficção de zumbis está consolidada como uma das vertentes mais expressivas da produção cultural contemporânea, seja pela curiosidade sobre o que acontece conosco após a morte, ou pelos cenários distópicos apresentados. Um dos nomes de referência dentro do gênero é o do cineasta estadunidense George A. Romero, que produziu e dirigiu seu primeiro filme de zumbis, A Noite dos Mortos-Vivos, em 1968. Mais de quatro décadas depois, os mortos-vivos no panteão de Romero acompanharam as mudanças no mundo dos meramente vivos. Assim, esta comunicação pretende observar como lutas de classe social, o feminismo, o capitalismo, o declínio do império dos EUA e outros fenômenos históricos, sociais e culturais servem como acessórios importantes na forma de Romero contar suas histórias. Para isso, será observada a maneira como as identidades são construídas nessas narrativas, vendo de que modo a percepção das personagens não-zumbi (e dos espectadores) se altera à medida que as contaminações ocorrem, mostrando que, apesar de putrefatos e comedores de carne humana, os retornados não estão tão distantes dos meramente vivos. Afinal, eles são nós, e nós somos eles.”

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Zumbis, vampiros e alguns humanos: uma análise histórica e literária do corpo monstruoso (Elisa Mariana de Medeiros Nóbrega e Geralda Medeiros Nóbrega)

zombie-hands“Este trabalho pretende cartografar as representações culturais contemporâneas sobre os monstros presentes na literatura norte-americana de Charlaine Harris e na obra do escritor espanhol Manel Loureiro, para problematizar a corporeidade enquanto construto imagético-discursivo. A emergência cada vez maior de personagens na literatura como vampiros, zumbis, lobisomens, muito mais do que significar o corpo do outro enquanto experiência do extraordinário, permite dimensionar novas formas de subjetividade humana, produzindo múltiplos signos sobre o estar consigo e o viver em coletividade. Nessa perspectiva, propomos um olhar  sobre o monstruoso a partir  dos estudos literários e da histórica cultural.”

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O homem que matou um morto (Amândio Sobral)

“(…) Entretanto – veja o senhor o que são as coisas! – é justamente entre nós, profissionais, que se têm dado as mais fantásticas aventuras, os casos mais sinistros, macabros, capa­zes de enlouquecer para sempre qualquer pessoa que não tenha in totum alma de ‘Screen Shot 2015-03-28 at 11.54.19 AMaçougueiro do gênero humano’, como apelidou os médicos insensíveis um desses gigantes do mundo das letras… (…)”

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