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O páter-famílias como vilão gótico em Úrsula, de Maria Firmina dos Reis (Ana Paula Santos e Júlio França)

Resultado de imagem para úrsula maria firmina dos reis“Publicado em 1859 pela escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, Úrsula pode ser considerado um dos primeiros romances escritos por uma mulher em nossa Literatura Brasileira. A obra, contudo, permaneceu por longo tempo longe de qualquer apreciação ou análise, e sua autora desapareceu dos nossos registros literários. O presente artigo propõe uma leitura desse romance que só recentemente têm despertado o interesse dos estudos literários brasileiros. Nele, são observáveis várias convenções narrativas góticas, principalmente no que se refere aos procedimentos de caracterização dos vilões, cujas ações transgressoras constituem-se como fonte de horror tanto para as demais personagens quanto para os próprios leitores. Pretendemos levar em conta a tradição a qual Úrsula está filiada: o Gótico, ou, mais especificamente, a vertente feminina do Gótico. Para tal feito, contamos com as proposições de David Punter (1996) e de Fred Botting (1996), e com as teorias a respeito do Gótico feminino de Gilbert & Gubar (1979), Diane Hoeveler (1998) e Anne Williams (1995). Nossa hipótese central é a de que Reis, tal como a de outras escritoras oitocentistas, tenha sido vítima do desprezo com que a historiografia brasileira tratou a poética gótica.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Soletras, nº 34. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos. 


Aspectos inovadores na escrita gótica: “O morro dos ventos uivantes” (Alessandro Yuri Alegrette)

Resultado de imagem para wuthering heights illustrationsO morro dos ventos uivantes, único romance da autora inglesa Emily Brontë tem gerado reações contraditórias que oscilam entre o fascínio e a repulsa entre os leitores, desde sua primeira publicação em 1847. Neste artigo, dois elementos peculiares em sua estrutura narrativa são analisados: o que chamamos de “espacialidade gótica”, que se evidencia nas descrições do cenário principal – Wuthering Heights, a antiga e sinistra casa que dá título ao romance –, e a composição de seu protagonista, Heathcliff, que reúne todas as características do vilão, cujas origens remetem ao contexto histórico da Inglaterra e criaturas monstruosas, destacando-se, dentre elas, o vampiro que aparece de forma recorrente em textos góticos publicados no século XIX”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na revista Scripta Uniandrade, v. 15, n. 2Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.