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Diálogo entre H.P. Lovecraft e Arthur Machen: uma análise comparativa de The Dunwich Horror e The Great God Pan (Shirley de Souza Gomes Carreira)

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“Em seu ensaio sobre o horror sobrenatural na literatura, H. P. Lovecraft dedica parte de um capítulo à obra de Arthut Machen, por quem nutria admiração e a quem atribuía a capacidade de elaborar um “êxtase do medo” inalcançável aos outros escritores do gênero. The Great God Pan, primeira e mais conhecida obra de Machen, foi publicada no ano em que Lovecraft nasceu e este a menciona mais de uma vez em seus escritos, admitindo publicamente que ela o havia inspirado na escrita de alguns dos seus textos. Este trabalho propõe a análise do conto “The Dunwich Horror“, de Lovecraft, e da novela The Great God Pan, de Machen, a fim de verificar os pontos de convergência entre as obras.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, n.4. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.

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Escritas do medo: horror e sobrenatural na literatura (Michel Goulart da Silva)

Resultado de imagem para fear illustration dark“Este dossiê reúne um conjunto de textos que apresentam, a partir de perspectivas bastante diversas, reflexões das mais variadas acerca do horror e do sobrenatural na literatura. A literatura de horror se baseia fundamentalmente na construção do medo, ou melhor, na narrativa de acontecimentos que provocam medo no leitor. O medo, “inerente à nossa natureza, é uma defesa essencial, uma garantia contra os perigos, um reflexo indispensável que permite ao organismo escapar provisoriamente à morte” (DELUMEAU, 1993, p. 19). Na construção das narrativas, o medo é “uma emoção-choque, frequentemente precedida de surpresa, provocada pela tomada de consciência de um perigo presente e urgente que ameaça, cremos nós, nossa conservação” (DELUMEAU, 1993, p. 23).”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1 (2017). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


O Noturno no. 13 (Gastão Cruls)

“(…) Não me enganara. Pouco depois, dois vultos apareciam entre as trepadeiras e atravessavam o jardim em direção oposta à minha, demandando a porteira do caminho largo. Num deles, todo de negro, cabeleira ao vento, eu logo reconheci Paulo. O outro, mais franzino e mais baixo, devia

ser uma mulher, e estava envolto numa túnica branca que lhe descia até os pés. Eles caminhavam vagarosamente e bem unidos, a figura de branco torneando com o braço a cintura de Paulo.

Estarrecido, num arranco supremo, com as unhas cravejadas no peitoril da janela, e uma voz que mais se assemelharia a um estertor de agonizante, eu ainda pude gritar por Paulo umas duas ou três vezes.

Ao meu apelo, percebi que ele fizera tenção de parar e voltar-­se, masskeleton_playing_piano_by_ac44-d5pkxab a figura de branco aconchegou-­o mais de si, troux-e-lhe a cabeça ao peito carinhoso, e ambos, sempre enlaçados, desapareceram entre a ramagem do pomar. (…)”

Leia aqui o conto completo


Estranho incidente na vida do pintor Schalken (Sheridan Le Fanu)

“(…) ‘Não — não me deixem nem por um instante’, disse ela. ‘Estarei perdida para sempre se o fizerem.’

Para se chegar ao quarto de Gerard Douw era preciso atravessar um salão espaçoso, no qual eles estavam agora prestes a entrar. Gerard Douw e Schalken carregavam candeeiros, de modo que 6988659uma luz iluminava todos os objetos circundantes. Eles estavam entrando agora no salão espaçoso, o qual, como eu disse, se comunicava com o quarto de Douw, quando Rose deteve-se subitamente e, num sussurro que parecia tremer de horror, disse:

‘Meu Deus! Ele está aqui… ele está aqui! Vejam, vejam… lá vai ele!’

Ela apontou para a porta do quarto interno, e Schalken julgou ver o vulto de uma forma indefinida deslizar para dentro dele. Desembainhou a espada e, erguendo o candeeiro para iluminar mais fortemente os objetos do quarto, entrou no local para onde a sombra deslizara. Nada havia lá — nada senão a mobília que pertencia ao quarto, e contudo não restava dúvida de que algo se movera diante deles em direção ao quarto.

Um pavor terrível tomou-o, e o suor frio jorrou em enormes gotas sobre sua fronte; pavor que só aumentou por continuar a ouvir a insistência cada vez maior, as súplicas aflitas com as quais Rose lhes implorava para não a deixarem nem por um instante.

‘Eu o vi’, disse ela. ‘Ele está aqui! Tenho certeza… eu o conheço. Ele está ao meu lado… ele está comigo… ele está no quarto. Então, pelo amor de Deus, salvem-me, não se afastem de mim! (…)’ ”

Leia o aqui conto completo, em inglês


“Dagon”, “O intruso” e “O inominável”: uma leitura do insólito na composição do horror cósmico de H. P. Lovecraft (Bruno da Silva Soares)

“O ensaio se propõe a analisar o insólito e sua relação com o horror na obra ficcional do escritor americano Howard Philips Lovecraft. O corpus escolhido para esta análise é composto de três contos do autor: O Inominável, O Intruso e Dagon. Cada um apresenta uma construção singular do uso da estética lovecraftiana, propiciando à análise, concepções plurais de sua estética. O Inominável uma escolha que, dentre as três obras, podemos considerar como a que mais se concentra no que poderíamos chamar de estilo lovecraftiano, serve-nos de base comparatista. Já O Intruso, inverte o foco narrativo tradicional do horror: o horror parte do sobrenatural para o real, criando uma atmosfera incomum. Por fim, Dagon sustenta-se no Cthulhu Mythos, o panteão cosmogônico criado por Lovecraft e que vem sendo ampliado por outros autores posteriores.”

Leia o ensaio completo


O horror sobrenatural em literatura (H. P. Lovecraft)

lovecraft02“A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o tipo de medo mais antigo e mais poderoso é o medo do desconhecido. Poucos psicólogos contestarão esses fatos e sua reconhecida verdade deve estabelecer, para todos os tempos, a autenticidade e dignidade da ficção fantástica de horror como forma literária. (…)”

Leia o ensaio completo, em inglês