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Shakespeare: a invenção do Gótico (Aparecido Donizete Rossi)

Imagem relacionada“Em um dos prefácios de O castelo de Otranto (The Castle of Otranto, 1764), primeiro romance gótico e primeira obra da ficção gótica, o autor Horace Walpole afirma que ―o grande mestre da natureza, Shakespeare, foi o modelo que copiei. A menção direta a Shakespeare na obra que funda a ficção de terror e horror ao articular medo e sobrenatural maligno em uma arquitetura artística convida, de pronto, em razão de seu peculiar gesto ilocutório-iterativo, a buscar a interação entre duas perspectivas: quais as (im)possíveis razões que levaram Walpole a imputar a Shakespeare (autor e obra) o modelo-chave do gênero-modo ficcional inventado em O castelo de Otranto? E quais seriam as (im)possíveis relações entre o gótico e a obra do Bardo? Perseguir as conjunções, disjunções e injunções entre esses dois ângulos, por meio de uma breve análise da história crítica da peça Tito Andrônico, constitui o objetivo do artigo que aqui se propõe.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1 (2017). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Hamlet revisitado: um olhar para Shakespeare sob a luz da estética gótica (Thiago Sardenberg)

“(…) Um dos maiores nomes do drama ocidental, William Shakespeare, trabalhou com incontestáveHamlet_by_Mephistis impulsos góticos em algumas de suas peças mais célebres. A grandeza da obra de Shakespeare pode ser atribuída, entre outros fatores, à sua capacidade de permanecer atemporal – assim como o impulso gótico, ela atravessa gerações, adaptando-se e assim mantendo-se relevante. As peças de Shakespeare continuam a ser (re)lidas e (re)pensadas, e, nesse processo, novas nuances são invariavelmente atribuídas à elas.

O presente ensaio, à luz dessa ideia, buscou investigar como podemos perceber esses impulsos góticos em Hamlet, relacionando assim um dos escritores mais influentes da história da literatura a uma tradição literária que é, muitas vezes, vista com certo demérito. (…)”

Leia o ensaio completo


Hamlet (William Shakespeare)

“O pensamento assim nos acovarda, e assim

É que se cobre a tez normal da decisão

Com o tom pálido e enfermo da melancolia;

E desde que nos prendam tais cogitações,

Empresas de alto escopo e que bem alto planam

Desviam-se de rumo e cessam até mesmo

De se chamar ação.”

Leia aqui a peça completa, em inglês


Frases (XI)

william-shakespeare“Horror, horror, horror! Não pode a língua nem o coração conceber-te, nem dar-te nome algum.”

MacDuff, diante do corpo assassinado de Duncan.

William Shakespeare. Macbeth.