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O que há de monstruoso em “Passeio Noturno” e “O Psicopata Americano?” – uma análise do medo artístico em Rubem Fonseca e Bret Easton Ellis (Luciano Cabral)

“Partindo de uma perspectiva de comparação entre o conto ‘Passeio Noturno’, de Rubem Fonseca, e o romance O Psicopata AmericanoBlood-Splatter, de Bret Easton Ellis, o presente trabalho tentará refletir sobre as estratégias narrativas utilizadas nestas obras para gerar o medo artístico. Para tanto, utilizarei os conceitos de monstruosidade desenvolvidos por Jeffrey Jerome Cohen, Noël Carroll e Stephen King, assim como os ensaios de Zygmunt Bauman e Fred Botting. Um jovem negociante de Wall Street e um ordinário pai de família encarnam assassinos letais nestas obras, mas a simples presença deles não os torna monstros. O que, então, os faria monstruosos?”

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A feiticeira (Afonso Arinos)

“(…) – Menino! menino! o bracinho tirado do corpo ainda quente, há de mexer tachada de cale ao logo. Quem o beber, mexido assim, na hora de torrar, perde logo o pouco-­caso e apanha rabicho. E eu tenho encomenda… Deixe ver: uma, duas, três pessoas que querem remédio para desprezo… A Rosa ainda ontem me falou nisso. Ora! num instante o Quim larga da outra: é só o tempo de beber o café, das mãos da Rosa. Eu apronto a coisa: tiro o bracinho do menino… Hei de afogá‐lo primeiro: não custa muito. Quando pego algum nhambu na urupuca, ele nem chega a sofrer: sei dum lugar no pescoço que é só apertar um pedacinho de tempo – o bichinho morre logo. Assim o menino: é mesmo que passarinho… (…)”

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