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Medo da escuridão: Racismo e monstruosidade em Monteiro Lobato e Stephen Crane (Alexander Meireles da Silva)

“O fim do século dezenove e as primeiras décadas do século vinte na Europa e nas Américas foram marcados por um intenso debate sobre a questão racial. Sendo um dos mais expressivos grupos racreally-scary-monster-pictures-and-videos-monsters-for-2096iais nos Estados Unidos e no Brasil, a situação da população negra e seu papel sobre a identidade nacional se colocou como um problema abordado por pensadores e políticos dos dois paises. A literatura não ficou insensível a este cenário. Marcado pela influência de um discurso eugenista que via a constituição do povo como um fator para o progresso do país, o negro foi visto tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil como um ser inferior cuja representação literária por vezes era similar aos monstros das narrativas góticas oitocentistas. Neste sentido, como este estudo pretende demonstrar a partir da análise dos contos ‘O Monstro’ (1898), de Stephen Crane e ‘O Bocatorta’ (1915), de Monteiro Lobato, o racismo das literaturas norte-americana e brasileira de fim de século, expressa nos textos através dos dois personagens negros monstruosos, funcionou como um elemento constitutivo do sublime.”

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Ecos da Pulp era no Brasil: “O monstro e outros contos”, de Humberto de Campos (Ana Carolina de Souza Queiroz)

“(…) O aspecto fluido da narrativa pode logo ser percebido. O modo como o narrador não ambiesqueletos-modelos-99enta o leitor de forma alguma, em relação ao espaço, época ou tempo, também é um traço típico nas histórias Pulp. O início tem como função fornecer apenas uma breve introdução: mostrar o personagem e quem ele é, para depois desenrolar um dramático evento na vida do mesmo. A rapidez da narrativa tem esse como um dos fatores de origem: perante os outros aspectos da história, como o terror e o drama dos acontecimentos, não muito importa os pensamentos dos personagens ou quando se dá o desenrolar dos fatos. O mais importante não é descrever de modo intenso e extenso o caráter psicológico ou físico das pessoas, tampouco o lugar ou o mundo onde eles vivem. (…)”

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