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Álvares de Azevedo e a ambiguidade da orgia (Karin Volobuef)

“Álvares de Azevedo explora exclusivamente o lado sórdido do ser humano, sua face demoníaca. Os personagens puros e desprovidos de maldade vão, sob a influência dos maus, ou decair para o mundo dos vícios 307965_13765929_lze crimes, ou resvalar para o abismo da morte. Em Noite na taverna não há finais felizes, casamentos ditosos, afetos baseados no respeito e honra; predominam apenas as perdas, mortes, separações, ultrajes, vinganças, desespero e loucura. É um mundo sem volta nem esperança.”

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Um sussuro nas trevas; uma revisão da recepção crítica e literária de “Noite na taverna”, de Álvares de Azevedo (Jefferson Donizeti de Oliveira)

“Este trabalho objetiva uma revisão da recepção crítica e literária de Noite na taverna, de Álvares de Azevedo. Com sua Noite na taverna, esse poeta romântico criou uma peça singular em nossas letras, que goz1300x734_2467_The_inn_2d_horror_architecture_fantasy_picture_image_digital_artou de grande popularidade desde então. Busco, a partir disso, elencar e comentar os mais relevantes estudos críticos sobre a obra, além de relacionar uma série de ‘emulações’ da novela, produzidas sob sua inspiração e dividindo com ela o mesmo clima macabro e de espírito de grupo. Cumpre lembrar que, apesar do seu ‘sucesso’ literário, Noite na taverna não foi suficiente para criar entre nós uma tradição de literatura fantástica. Cabe ainda, ao apontar influxos (ainda que indiretos) da literatura de horror no romantismo brasileiro, apresentar uma reflexão sobre os motivos góticos no projeto estético de Álvares de Azevedo.”

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O horror e o fantástico na prosa de Manuel Antônio Álvares de Azevedo (Karla Menezes Lopes Niels)

“(…) Qual a relação, portanto, que encontramos entre o efeito fantástico, o medo cósmico e o terror em Noite na taverna, de Álvares de Azevedo? O gênero fantástico, segundo Todorov, está atrelado à incerold-world-tavernteza dos acontecimentos. Se o narrador opta por uma saída natural ou sobrenatural para explicar os fenômenos descritos, entramos em outros dois gêneros, o estranho ou o maravilho. São gêneros que se sobrepõem, além de apresentarem estreita relação estrutural no que tange ao seu caráter insólito, e às diferenças entre ambos só se configuram mediante a apresentação da explicação dos acontecimentos. (…)”

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“Noite na Taverna”: a presença do medo em Álvares de Azevedo (Ana Paula A. Santos)

“O ensaio analisa a obra Noite na taverna de Álvares de Azevedo como literatura do medo, de acUnknownordo com sua intenção de provocar o afeto do medo artístico em seus leitores. Com o auxílio das teorias de Jeffrey Jerome Cohen e de Noël Carroll, e levando em conta a forte influência do escritor britânico Lord Byron, pretende-se entender os elementos presentes na obra que possam inseri-la no subgênero: a ambientação gótica da narrativa, a perversão e a monstruosidade dos personagens e a repulsa causada pelos seus vícios e crimes.”

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Noite na Taverna (Álvares de Azevedo)

“Uma noite… foi horrível… vieram chamar-me: Laura morria. Na febre murmurava meu nome e palavras que ninguém podia reter, tão apressadas e confusas lhe soavam. Entrei no quarto dela: a doente conheceu-me. Ergueu-se branca, com a face úmida de um suor copioso, chamou-me. Sentei-me junto do leA+Taverna+do+Embu%C3%A7ado!ito dela. Apertou minha mão nas suas mãos frias e murmurou em meus ouvidos:

— Gennaro, eu te perdôo: eu te perdôo tudo… Eras um infame… Morrerei… Fui uma louca… Morrerei… por tua causa… teu filho… o meu… vou vê-lo ainda… mas no céu… Meu filho que matei… antes de nascer…”

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