Arquivo da tag: medo

Elipses do medo em “A menina morta”, de Cornélio Penna (Luiz Eduardo da Silva Andrade)

Resultado de imagem para a menina morta cornelio penna“A visão de mundo, em cada período histórico, pode ser determinada pelas figuras geométricas que foram privilegiadas na época (…). Ao transportarmos essa ideia para a escrita de Cornélio Penna (1896-1958) em A menina morta (1954), nasce um problema que é a compreensão das metáforas, entremeadas à forma como o romance é dimensionado, tanto no aspecto espacial quanto narrativo. Este último nos interessa especialmente, uma vez que buscamos compreender como a narrativa é delineada a partir dos movimentos das personagens na ação de uma sobre a outra, impulsionando-as à reação, à busca, à descoberta. Entendemos que o medo seria um operador narrativo do deslocamento das personagens durante a história.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro De Monstros e Maldades, publicado pela Editora Appris. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Às margens da cristandade: o imaginário macabro medieval (Juliana Schmitt)

Resultado de imagem para ilustrações macabras medievais“Fruto das intensas transformações sociais ocorridas ao fim da Idade Média, o imaginário macabro se desenvolveu como consequência das novas maneiras de se perceber a morte e o cadáver. Suas manifestações literárias e imagéticas, tais como “O encontro dos três mortos com os três vivos”, as “Danças Macabras”, os “Ars Moriendi”, os “Triunfos da Morte”, entre outras, concebidas como produções populares e anônimas, surgiram fora do discurso oficial da Igreja, ainda que tenham sido adotadas por ela como exempla. Nesse artigo, analisamos suas características e contribuições ao estudo acerca do entendimento da morte pelo homem medieval.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no Caderno de Estudos Culturais da UFMS, v. 8, n. 16. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Escritas do medo: horror e sobrenatural na literatura (Michel Goulart da Silva)

Resultado de imagem para fear illustration dark“Este dossiê reúne um conjunto de textos que apresentam, a partir de perspectivas bastante diversas, reflexões das mais variadas acerca do horror e do sobrenatural na literatura. A literatura de horror se baseia fundamentalmente na construção do medo, ou melhor, na narrativa de acontecimentos que provocam medo no leitor. O medo, “inerente à nossa natureza, é uma defesa essencial, uma garantia contra os perigos, um reflexo indispensável que permite ao organismo escapar provisoriamente à morte” (DELUMEAU, 1993, p. 19). Na construção das narrativas, o medo é “uma emoção-choque, frequentemente precedida de surpresa, provocada pela tomada de consciência de um perigo presente e urgente que ameaça, cremos nós, nossa conservação” (DELUMEAU, 1993, p. 23).”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1 (2017). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Manifestações do medo numa literatura fantástica à brasileira (Karla Menezes Lopes Niels)

“Durante muitos anos, no Brasil, a literatura não pautada na realidade foi, de certo modo, marginalizada pela crítica. Hoje, entretanto, a literatura fantástica ganha cada vez mais espaço entre os estudos literários. Apesar de ainda pouco difundida em nossas letras, é vasta. Autores que não são reconhecidos por uma produção tumblr_mvar14NHTr1syumwko1_500de cunho fantástico, como Álvares de Azevedo e Machado de Assis, ensaiaram contos no gênero. Outros como Murilo Rubião e J.J. Veiga consagraram-se pela produção de uma literatura distanciada do real. Fantástico clássico, realismo mágico, neo-fantástico, horror. Gêneros que não só partilham uma origem comum, como também o efeito estético que produzem: o medo – sentimento potencializador dos efeitos emocionais e psicológicos que esse tipo de narrativa pode exercer sobre o seu leitor ao questionar a realidade e a veracidade daquilo que o homem conhece do mundo que o cerceia. O homem teme tudo aquilo que desconhece ou que não pode controlar. Por isso as supertições são tão afloradas em diversas culturas da humanidade. O gênero tem explorado essa característica pela via da incerteza, possibilitando que o medo se manifeste. É a partir dessas considerações que pretendemos analisar como o medo tem se manifestado em nossa literatura, em especial, na de cunho fantástico.”

Leia o ensaio completo


Um lugar para o medo (Camila Mello)

“Este trabalho é um ensaio acerca do medo e de suas ambiguidades. É resultado dos estudos que realizamos sobre o romance gótico desde o século XVIII até hoje, tendo como foco principal produções ficcUnknown-2ionais no Brasil, no Canadá e na Inglaterra. Aqui, buscamos relacionar percepções subjetivas, preceitos teóricos e obras ficcionais a fim de discutir diferentes noções de medo, principalmente em relação à sua localização espacial. Tendo isso em vista, traçamos um questionamento sobre a casa como um lugar para o medo sob a luz das ideias de Gastón Bachelard. Traçamos, dentro da casa, uma espécie de mapa dos acontecimentos que geram a noção de medo, concluindo que o porão é, muitas vezes, o local mais propício para essa manifestação, tendo em vista suas características fundamentais.”

Leia o ensaio completo


Sobre o medo (Michel de Montaigne)

“‘Tomado de estupor, fiquei de cabelos arrepiados, e sem voz’fear460. Não sou muito versado no estudo da natureza humana, como dizem, e ignoro de que maneira o medo atua em nós. Certo é que se trata de estranho sentimento. Nenhum, afirmam os médicos, nos projeta tão precipitadamente fora do bom-senso. E em verdade vi muita gente tomada insensata pelo medo. Mesmo entre os mais assentados provoca ele terríveis alucinações. (…)”

Leia o ensaio completo


A noção de crime no apocalipse zumbi em “The Walking Dead” (Claudio Vescia Zanini)

twdO objetivo deste trabalho é discutir o conceito de crime no universo ficcional proposto pela série de TV estadunidense The Walking Dead. Parte-se da ideia que o cenário proposto pelo universo ficcional da série – um mundo dominado por mortos dotados de movimento e instinto, onde apenas uma minoria permanece sem ser afetada pela nova condição – acarreta mudanças significativas no que diz respeito às noções de identidade, sobrevivência, interação social e ética, afetando as relações entre os personagens e a ideia básica do que seja crime.”

Leia o ensaio completo