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Trilogia “O mundo sem Deus” (Lúcio Cardoso)

horror-21epp8y“voltei a examinar o aposento e o cadáver, como se ainda não acreditasse em tudo aquilo […] Mas não, a realidade estava ali, uma tremenda, nítida realidade […] o cadáver, com seus pés calçados de meias pretas […] Agora, já não possuía nenhuma coragem para me aproximar da mesa e sentia a obscuridade e o terror crescerem na minha alma.” (trecho de Inácio)

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O vampirismo na novela de Lúcio Cardoso (Cristiano de Jesus Rosa)

“Na novela Inácio (1944), de Lúcio Cardoso, o personagem homônimo apresenta traços que são semelhantes aos do vampiro em sua forma de ser e se comportar, principalmente no que diz respeito à sua atuação como um parasita em relação aos demais personagens que participam da narrativa cardosiana. Ele utiliza a sedução como uma das principais armas para envolver o filho, Rogério Palma, e tê-lo como aliado contra Lucas Trindade, seu maior inimigo. Além do mais, por ser um estudo comparativo recorreu-se a Nitrini (2010) e Samoyault (2008), sobre noções de intertextualidade, já Cohen (2000) e Nazário (1998), no que se refere às teorias sobre monstros. Em síntese, Inácio não é um vampiro no rigor do termo, mas as suas ações permitem a um leitor com um olhar mais apurado a fazer uma possível aproximação com esta criatura.”

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Casa e Família: uma simbiose do mal em Poe e Lúcio Cardoso (Luiz Eduardo da Silva Andrade)

“Propomos neste ensaio uma análise comparada do espaço em “A queda da casa de Usher” (1940), de Edgar Allan Poe, e Crônica da casa assassinada (1958), de Lúcio Cardoso. As narrativas retratam a decadência econômica e moral de duas famílias tradicionais que mantêm uma relação simbiótica com as suas moradias, dessa forma a ruína das casas metaforiza a desagregação familiar. As construções são o objeto mais valioso na memória das famílias Usher e Meneses. Para nós, o estudo do espaço arruinado revela uma crítica ao tradicionalismo da aristocracia patriarcal nos respectivos países e épocas. Sendo assim, a leitura da casa com o seu mobiliário que empreendemos vai de encontro às ideias de Bachelard (1978) e Baudrillard (2000), pois que ambos, respectivamente, consideram a casa e os objetos como símbolos de conforto, proteção e harmonia familiar.”

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Crônica da casa assassinada (Lúcio Cardoso)

“[…] agora, uma espécie de desordem, de relaxamento, abastardava aquelas qualidades primaciais. Mesmo assim era fácil perceber o que haviam sido, esses nobres da roça, com seus cristais que brilhavam mansamIMAGE_Frightmare-Haunted-Houseente na sombra, suas pratas semi-empoeiradas que atestavam o esplendor esvanecido, seus marfins e suas opalinas – ah, respirava-se ali conforto, não havia dúvida, mas era apenas uma sobrevivência de coisas idas. Dir-se-ia, ante esse mundo que se ia desagregando, que um mal oculto o roía, como um tumor latente em suas entranhas.”

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O Gótico e a Brasilidade em Lúcio Cardoso (Fernando Monteiro de Barros)

“O trabalho desenvolve o percurso intertextual do Gótico literário anglo-saxão do séculogetimage-6 XVIII na escrita do romancista mineiro Lúcio Cardoso (1912-1968), em seus vários desdobramentos, como a tese do feminino enquanto agente destruidor do patriarcalismo, as marcas do Gótico hollywoodiano, e ali traços do vampirismo literário, em suas diversas manifestações. O desejo enquanto clausura e o pastiche intratextual convivem na narrativa cardosiana aqui estudada, que exibe o comparecimento, dialético, tanto da ‘verdade’ da hermenêutica quanto da ‘mentira’ da teatralização.”

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