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Reflexões sobre a obra de H. P. Lovecraft (Leandro Antonio de Almeida)

Unknown-1“Nossa proposta é analisar algumas questões que consideramos centrais da obra de Lovecraft: o mundo sobrenatural por ele criado, a questão da compreensão no protagonista lovecraftiano e a questão do medo, relacionando-as ao momento histórico vivido pelo autor. Esses elementos apresentavam-se aos homens de época de duas maneiras: eram problemáticas colocadas pelo seu tempo e/ou soluções por eles encontradas para expressar simbolicamente seus anseios, e tomaram uma forma específica no caso de Lovecraft. A ordem na qual os elementos serão apresentados, partindo do mundo tal como este é constituído (na ficção do autor), passando pelo modo como o protagonista encara (conhece) o “desconhecido” e finalizando com o efeito daí decorrente, visa dar um destaque aquilo que o autor buscava em suas obras: causar medo no leitor.”

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Presença da tradição da espacialidade gótica nos contos “The taspried chambre” e “The dreams in the witch house” (Luciana Moura Colucci de Camargo)

“Os escritores de literatura de expressão de língua inglesa, o escocês Walter Scott (1771-1832) e o americano Howard Phillips Lovecraft (1890-1937), podem ser aproximados, dentre outras possibilidades, quando tratamos acerca da escritura da vertente gótica. Considerando a cuidadosa lapidação do espaço artístico, essa aproximação torna-se bastante pertinente, pois, em ambos os escritores, nota-se que o trabalho minucioso desta categoria privilegiada do texto literário gótico visa justamente à autenticação dos efeitos de sentidos fantasmagóricos que se sedimentam sob o viés de hesitações, que oscilando entre o ‘real’ e as possibilidades infinitas advindas do ‘irreal’, abrigam as esferas do medo e do terror. Para tal análise e considerações críticas acerca dessa aproximação, abordaremos os contos ‘The tapestried chambre’ (1828), de Scott, e ‘The Dreams in the Witch House’ (1933), de Lovecraft, em que se observa a construção de um espaço de onde emana justamente a ambiguidade que afeta o leitor seja da época de Scott, bem como a de Lovecraft. Não obstante, a espacialidade, os objetos e o mobiliário são fatores cruciais na construção do medo, suscitando, inclusive, o que entendemos ser a topoanálise do espaço gótico.

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Lovecraft e o Sublime (João Pedro Bellas)

cthulhu-rlyeh-rising“Nos estudos recentes sobre o pensamento e a ficção de H. P. Lovecraft um tema frequente diz respeito à influência que as teses do filósofo irlandês Edmund Burke acerca do sublime teriam exercido sobre o autor de Providence. Mesmo que não tenhamos nenhuma evidência de que Lovecraft tenha lido a obra de Burke, as ideias propostas no ensaio Supernatural Horror in Literature são bastante semelhantes à teoria do sublime formulada pelo filósofo em seu tratado A Philosophical Enquiry into the Origin of Our Ideas of the Sublime and Beautiful. O objetivo deste trabalho, portanto, é explicitar as semelhanças entre as teses de ambos os autores, bem como mostrar como, além de endossar a teoria burkeana do sublime, Lovecraft a assimila em sua produção ficcional, fazendo dela um guia de composição.”

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A literatura do medo nos contos de Clarice Lispector (Carolina Luiza Prospero)

b314534e31677303d32e13e05e0bd8f4e1406a1d“A presente pesquisa busca analisar o medo nos contos de Clarice Lispector. Indícios do interesse da autora por esta temática podem ser observados em todas as vertentes de sua produção artística, o que nos leva a refletir sobre como ela se manifesta e como conduz a caracterização e a ação das personagens. Para isso, investigaremos quinze contos selecionados da obra de Lispector que, cronologicamente, contemplam toda a sua trajetória de contista. O conceito freudiano de Unheimlich e a relação que o filósofo Kierkegaard estabelece entre medo e liberdade são algumas das bases teóricas deste trabalho. Além disso, teremos como elemento comparativo a literatura de horror sobrenatural que se constrói a partir do século XVIII – concentrando-nos principalmente nas obras de Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft e Algernon Blackwood.”

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A estética do medo em “O quarto na torre”, de E. F. Benson (Aline Casati)

“O presente trabalho busca analisar de que forma a literatura do medo pode provocar prazer estético em seu leitor. A partir da análise do conto “O quarto na torre”, de Edward Frederick Benson, e com base nas teorias de Carroll, Burke, Lovecraft, entre outros, pretende-­se entender os mecanismos utilizados pelo autor, a fim de provocar um estado de terror em seu leitor, e como essa experiência pode vir a lhe ser agradável.”

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Horror Cósmico em “Independence Day” (Daniel Serravalle de Sá)

3763872-7663450062-indep“A noção de ‘horror cósmico’, proposta por H.P. Lovecraft, sustenta que a pior forma de medo reside nos aspectos insondáveis da experiência humana. Segundo o autor, os acontecimentos inexplicáveis seriam mais assustadores do que os horrores provocados por entidades sobrenaturais e pela ameaça de destruição corporal. À luz do conceito de Lovecraft pretende-se discutir o filme Independence Day (1996), no qual uma invasão alienígena sugere a possibilidade de aniquilamento de espécie humana e reflete a questão do Mal na forma de um abandono ou desamparo cósmico. Tal situação de horror é combatida no filme americano por meio de um projeto que visa restaurar a ordem destituída pelos invasores ao mesmo tempo em que sugere aspectos ideológicos através da montagem e da caracterização dos personagens.”

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Frases (XIII)

“Qualquer fazedor de capa de revista pode espalhar tinta a esmo e chamar aquilo de pesadelo, Sabá das Bruxas ou retrato do diabo mas só umlovecraft grande pintor pode fazer uma coisa assustar ou parecer verdadeira. Isso porque só o verdadeiro artista conhece a verdadeira anatomia do terrível ou a fisionomia do medo – o tipo exato de linhas e proporções que se associam mentalmente a instintos latentes e memórias hereditárias de pavor, e os contrastes de cor e efeitos de iluminação certos para estimular o senso de estranheza adormecido. Não preciso lhe dizer por que um Fuseli realmente provoca um arrepio enquanto uma figura de capa de uma história de fantasmas barata só nos faz rir. Existe algo que essas pessoas captam – além da vida – que conseguem nos fazer captar por um instante.”

H. P. Lovecraft. “Pickman’s Model”.