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Os desdobramentos estéticos do medo cósmico: o riso bakhtiniano, o horror lovecraftiano (Júlio França e João Pedro Bellas)

Resultado de imagem para horror cósmico lovecraft“O artigo propõe a comparação entre as noções de “medo cósmico” formuladas por H. P. Lovecraft (2007) e Mikhail Bakhtin (2010), com especial atenção aos seus desdobramentos estéticos: no primeiro caso, o sublime de orientação burkeana observável na reflexão crítica e na ficção do escritor norte-americano; no segundo, a teoria do grotesco proposta pelo ensaísta russo a partir de seus estudos sobre a cultura popular medieval. O objetivo é demonstrar que embora o sublime e o grotesco sejam entendidos, por Lovecraft e Bakhtin, respectivamente, como consequências de um mesmo fenômeno antropológico – a percepção do papel insignificante do homem no cosmos – as duas categorias estéticas são empregadas para descrever obras artísticas que produzem efeitos de recepção tradicionalmente entendidos como antagônicos: o horror e o humor. A hipótese proposta para compreender tal paradoxo baseia-se no estudo de Noël Carroll (1999) sobre as relações de contiguidade entre o medo e o riso.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, n.4. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.

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As minorias em evidência: o papel do outro no horror lovecraftiano (Bruno da Silva Soares)

Resultado de imagem para cthulhu“Referência icônica do horror e de gêneros variantes, Lovecraft pode ser revisitado na contemporaneidade pelos estudos das novas perspectivas antropológicas quanto à ideia de Nação e Cultura o que, neste estudo sobre O chamado de Cthulhu, permite fazer uma avaliação crítica quanto ao papel das minorias étnico-raciais e sua representação, de modo a relaciona-las à condição alienante do outro freudiano.”

Leia o ensaio completo aqui.

 

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1 (2017). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


O papel do leitor no horror lovecraftiano: extrapolação e subversão em “The Innsmouth Heritage” (1992) de Brian Stableford (Daniel Iturvides Dutra)

Resultado de imagem para the innsmouth heritage“O presente artigo visa analisar o universo literário de H.P. Lovecraft, conhecido como Mitos Chtulhu, sob a perspectiva do papel do leitor na produção de sentido do texto. Analisaremos, num primeiro momento, a releitura que Brian Stableford fez, em seu conto “The Innsmouth Heritage” (1992), da obra de H.P. Lovecraft. Num segundo momento discutiremos o papel do leitor, e como o conhecimento deste acerca dos Mitos Cthulhu, mais especificamente sobre a novela A Sombra em Innsmouth (1936) de H.P. Lovecraft, influencia a interpretação de “The Innsmouth Heritage” (1992). Para tanto utilizaremos a teoria do leitor-modelo de Umberto Eco, combinada com o trabalho de Tzevan Todorov sobre o “estranho” e “o fantástico”, para demonstrar que “The Innsmouth Heritage” pode ser lido tanto como um texto fantástico ou estranho, dependendo do quanto o leitor está familiarizado com a obra de H.P. Lovecraft.”

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, n. 4, v.4.. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


A Sombra de Innsmouth (H. P. Lovecraft)

22164702“Na narrativa de A Sombra de Innsmouth, uma raça de seres submarinos conhecidos como “Os Abissais” há muito tempo emergiu da superfície para procriar com os habitantes da pequena cidade portuária de Innsmouth – parte de um acordo que prometia riqueza aos habitantes – gerando assim uma raça de seres metade humana e metade anfíbia. A raça híbrida de Innsmouth é imortal e, durante a juventude, possuem uma aparência humana, vivendo normalmente na superfície. Porém, à medida que envelhecem, a raça híbrida aos poucos perde seus traços humanos e adquire traços cada vez mais anfíbios, e, por fim, se juntam aos “Os Abissais” no fundo do oceano. O protagonista, que narra em primeira pessoa, descobre a verdade sobre Innsmouth e alerta o governo norte-americano, o que culmina num ataque destrutivo a cidade por parte da Marinha dos Estados Unidos.”

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The Innsmouth Heritage (Brian Stableford)

3640“A diferença entre o roubo literário e o empréstimo literário é semelhante à da mutação benéfica e injusta, sendo a relação observada não diferente daquela relacionada à mutação biológica (…). Os processos mutacionais aos quais as ideias recicladas são rotineiramente sujeitas são muitos e variados, mas é fácil identificar algumas categorias gerais, sendo as mais importantes a extrapolação, inversão, perversão e subversão.”

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O Horror Cósmico e o policial em “A estranha morte do Professor Antena” (Bruno da Silva Soares)

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“O presente estudo tem como objetivo averiguar se na narrativa de Mário de Sá-Carneiro seria possível existirem pontos tangenciais ao enredo de Lovecraft. Partindo de um consenso comum da crítica acadêmica, pode-se entender que o Medo e o Horror se encontram em diálogo com a hesitação ante os fatos da realidade consensual em conflito com a irrupção de uma outra, de teor sobrenatural, considerando, assim, o Fantástico como zona limítrofe ou includente dos gêneros citados.Não obstante, a tradição do romance gótico, quando trata de teor investigativo, surge com a proposta de embate da razão versus o inaudito, marca constante dos textos de Poe e seus sucessores, como Lovecraft, e pela escolha de corpus desta análise, pode-se afirmar de Sá-Carneiro. Assim, a tradição das narrativas detetivescas de Poe é mantida por Sá-Carneiro com o professor Domingos Antena e sua busca espiritual-científica por outras dimensões. A hesitação, traço fundamental para o gênero fantástico, segundo Todorov, se prenuncia, inclusive, no título da obra escolhida para esta análise, indicando também um paralelismo entre o romance policial e o horror. Com uma diegese representando os elementos clássicos da escola de enigmas, crime, uma investigação e a resolução por método dedutivo, o mistério do enredo parece conter traços pertinentes à estética do horror cósmico, desenvolvida por Lovecraft em seu ensaio O horror sobrenatural em literatura. Essa premissa de paralelismo entre estéticas aparentemente díspares pode se tornar possível dentro do campo narrativo quando se identificam no enredo sá carneriano elementos que são comuns nos enredos lovecraftianos, como a investigação de um suposto evento sobrenatural, coexistência de entidades de fora do mundo empírico e a iminente fatalidade de toda a humanidade.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XV Congresso Internacional da ABRALIC. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Reflexões sobre a obra de H. P. Lovecraft (Leandro Antonio de Almeida)

Unknown-1“Nossa proposta é analisar algumas questões que consideramos centrais da obra de Lovecraft: o mundo sobrenatural por ele criado, a questão da compreensão no protagonista lovecraftiano e a questão do medo, relacionando-as ao momento histórico vivido pelo autor. Esses elementos apresentavam-se aos homens de época de duas maneiras: eram problemáticas colocadas pelo seu tempo e/ou soluções por eles encontradas para expressar simbolicamente seus anseios, e tomaram uma forma específica no caso de Lovecraft. A ordem na qual os elementos serão apresentados, partindo do mundo tal como este é constituído (na ficção do autor), passando pelo modo como o protagonista encara (conhece) o “desconhecido” e finalizando com o efeito daí decorrente, visa dar um destaque aquilo que o autor buscava em suas obras: causar medo no leitor.”

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