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Rainhas da Noite: “O belo horrível romântico” e a imagem da monstruosidade feminina em Emily de A Noiva Cadáver (Adriana Carvalho Conde)

“Consideramos a imagem de Emily, personagem do filme de animação A Noiva Cadáver, de Tim Burton, a partir do motivo da Lady of Darkness, personagem musa, “amada morta”, que se manifesta no amalgama entre o grotesco e o sensível, conectada às figuras da obra ficcional de Edgar Allan Poe e o modelo de personagem feminina mórbida de seus contos unheimlich, dentro da perspectiva dos estudos de gênero sobrepostos ao gótico. As personagens se aproximam entre si, cujas imagens são arquetípicas e reverberam um imaginário que ultrapassa os limites do tempo e do espaço. A discussão propicia a compreensão da composição imagética da personagem feminina gótica, por meio de Emily, cuja perspectiva encontra raízes em uma tradicional maneira de representação do feminino. Este modelo de representação fornece a chave interpretativa, beneficiando a discussão sobre os modos de projeção da imagem da mulher inanimada, em sua representação verbal e visual”.

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(*) Este artigo foi publicado originalmente na revista Itinerários, nº 47, 2018. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Maternidade monstruosa em Cornélio Penna (Josalba Fabiana dos Santos)

gothic_bg_var01____by_the_night_bird-d3bhgi6“Através da recorrente metáfora do monstro em Fronteira, Dois romances de Nico Horta e Repouso, Cornélio Penna configura, alegoricamente, o estado de violência que o patriarcalismo engendra. Mães potencialmente destrutivas geram seres que as repetem, mas que são diferentes. Portanto, não as reconhecem e com elas não se identificam. Ícone da criação monstruosa, Frankenstein, de Mary Shelley, é produtivo para uma reflexão a respeito da tensão presente entre criador e criatura que torna impossível fixar a monstruosidade num ou noutro. Num universo em constante mutação, também os seres se tornam mutantes, inapreensíveis e irreconhecíveis. Qualquer idéia de fixidez identitária se revela falsa.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na  Revista Aletria, v. 16, n. 2. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


A noção de crime no apocalipse zumbi em “The Walking Dead” (Claudio Vescia Zanini)

twdO objetivo deste trabalho é discutir o conceito de crime no universo ficcional proposto pela série de TV estadunidense The Walking Dead. Parte-se da ideia que o cenário proposto pelo universo ficcional da série – um mundo dominado por mortos dotados de movimento e instinto, onde apenas uma minoria permanece sem ser afetada pela nova condição – acarreta mudanças significativas no que diz respeito às noções de identidade, sobrevivência, interação social e ética, afetando as relações entre os personagens e a ideia básica do que seja crime.”

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Revista Ilha do Desterro – Gothic: New Directions

Ilha do Desterro é uma revista de Língua Inglesa, Literaturas em Inglês e Estudos Culturais publicada pelo curso de Pós-Graduação em Inglês da Universidade Federal de Santa Catarina. Sua última edição (n. 62 – Jan/Jun 2012) foi organizada por Daniel Serravalle de Sá e Anelise R. Corseuil e tem como tema as novas tendências do Gótico.

Entre os artigos, vários são assinados por autores que têm contribuído com nosso blog, como Karin Volobuef, Daniel Serravalle de Sá, Josalba Fabiana dos Santos, Julio França e Luciano Cabral da Silva.

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“Noite na Taverna”: a presença do medo em Álvares de Azevedo (Ana Paula A. Santos)

“O ensaio analisa a obra Noite na taverna de Álvares de Azevedo como literatura do medo, de acUnknownordo com sua intenção de provocar o afeto do medo artístico em seus leitores. Com o auxílio das teorias de Jeffrey Jerome Cohen e de Noël Carroll, e levando em conta a forte influência do escritor britânico Lord Byron, pretende-se entender os elementos presentes na obra que possam inseri-la no subgênero: a ambientação gótica da narrativa, a perversão e a monstruosidade dos personagens e a repulsa causada pelos seus vícios e crimes.”

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