Arquivo da tag: literatura fantástica

Objetos insólitos e assombrados: da concretude prosaica à maldição (Marisa Martins Gama-Khalil)

The-Monkeys-Paw“Nos estudos literários, são infrequentes os trabalhos que investigam as projeções dos objetos na literatura e essa carência de pesquisas provavelmente pode ser atribuída à significação habitual que as pessoas delegam às coisas, como elementos simplesmente acessórios que povoam o espaço em que vivem. No entanto, nem sempre a literatura projeta esteticamente os objetos de forma subalterna; alguns autores evidenciam, por meio da polissemia literária, o quanto as coisas que fazem parte do nosso ambiente podem ter enorme influência na formação de identidades individuais e culturais. No caso da literatura fantástica, muitas vezes os objetos são o foco da ambiência insólita e/ou de terror na trama. Portanto, o objetivo deste artigo é evidenciar, a partir de alguns contos, essa hipótese, como em “A Vênus de Ille”, de Prosper Mérimée; “A mão do macaco”, de W.W. Jacobs; e “Os barcos suicidas”, de Horácio Quiroga”.

Leia aqui o ensaio completo.

*Esse ensaio foi publicado originalmente na revista Todas as Musas, Ano 09 – Número 01 (Jul – Dez 2017). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Nos subsolos da ópera: uma reflexão teórica acerca do fantástico na narrativa “O Fantasma da Ópera”, de Gaston Leroux (Ana Cristina dos Santos e Jhonatan Rodrigues)

Resultado de imagem para o fantasma da ópera ilustração“O presente artigo possui o escopo de realizar algumas ponderações acerca da narrativa O fantasma da ópera (1911), de Gaston Leroux. Compenetra-se em discussões estritamente teóricas ao apresentar-se a teoria do Fantástico, concernente à literatura, sob as perspectivas teóricas de dois dos mais insignes estudiosos deste eixo temático: David Roas (2014) e Tzvetan Todorov (1980), com o intuito de demonstrar as confluências e discrepâncias entre um e outro autor. Também há uma exposição sumária da obra literária O fantasma da ópera a fim de contextualizar o leitor que não tenha lido o romance. Encerra-se o ensaio em uma reflexão minuciosa sobre o estatuto fantástico/maravilhoso na obra supracitada, partindo da premissa, respaldada pelos argumentos de Roas e Todorov, de que, para ser literatura fantástica, é necessário que haja a presença de um elemento sobrenatural que porá em dúvida a percepção da realidade do leitor.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, nº 05. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


O espaço como elemento irradiador do medo na literatura sertanista de Afonso Arinos e Bernardo Guimarães (Bruno Silva de Oliveira e Marisa Martins Gama-Khalil)

tumblr_mowztvQUKl1s0tsu6o1_500“Os objetos de estudo do presente artigo são os contos “Uma noite sinistra” de Afonso Arinos e “A dança dos ossos”, de Bernardo Guimarães, que terão como perspectiva de análise a relação entre a irrupção do insólito, a ambientação fantástica e a deflagração do medo. São duas narrativas que trazem o sertão brasileiro como cenário, o qual abarca como características fundamentais o rústico e o afastado do urbano e gera uma ambientação em que a racionalidade cede lugar ao insólito.”

Leia o ensaio completo aqui.

 

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, v. 01, n. 01. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos


Noite fantástica: um percurso pelos estudos críticos e historiográficos sobre a obra “Noite na taverna”, de Álvares de Azevedo (Karla Menezes Lopes Niels)

“Diversos críticos enfatizaram a vertente de Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, obra que se consagrou, portanto, como uma narrativa pertencente ao gênero fantástico, apesar de não corresponder plenamente à concepção do gênero desenvolvida por Tzvetan Todorov, em Introdução à literatura fantástica, subsídio fundamental para os estudos da ficção insólita. ‘Fantástica’1238000630, ‘sobrenatural’, ‘de horror’, ‘tétrica’, ‘sombria’, ‘macabra’, ‘monstruosa’, ‘dantesca’, ‘simbolista avant la lettre’, ‘gótica’, ‘satanista’, ‘byroniana’ são alguns dos termos empregados pela crítica nos principais estudos publicados acerca da obra. Trata-se de uma multiplicidade de classificações que, no entanto, não a caracterizam adequadamente e só demonstram a dificuldade de definir-lhe o gênero. Refletindo sobre tais aspectos e partindo dos principais estudos críticos produzidos sobre a obra desde sua primeira edição, consideramos a pertinência de a classificarmos como integrante do gênero fantástico. Procura-se ainda, após minuciosa leitura destes estudos, identificar os momentos da história e da crítica literária brasileira em que Noite na taverna foi classificada com termos que a associaram a uma forma de literatura incomum no Brasil nacionalista da século XIX.”

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