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Terror, Horror e Repulsa: Stephen King e o cálculo da recepção (Julio França)

“[…] creio que se possa dizer que as respostas do escritor americano às duas perguntas passam pela compreensão do próprio título do livro: “Danse macabre” é uma referência implícita a uma alegoria da baixa Idade Média que simboliza a universalidade da morte: independentemente do estrato social – reis, belos, papas, jovens – a morte une e iguala a todos. O misté

rio da morte, seu caráter tão inexorável quanto insondável, é a mola mestra da narrativa de horror. Sobre essa região da experiência humana, a ciência, o discurso da verdade demonstrada, pouco tem a dizer. Nos desvãos entre a fé religiosa e o conhecimento científico, a narrativa de horror encontra seu hábitat ideal. […]”

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O tema do duplo em “William Wilson”, de Edgar Allan Poe (Julio França)

“(…) o tema do duplo se faz presente na literatura, da antiguidade até os nossos dias. Como motif, o duplo é um artifício que assume muitas encarnações – espelhos, sombras, fantasmas, aparições, retratos. Os efeitos cômicos gerados por gêmeos, por sósias, por identidades duplicadas, pela semelhança física entre as personagens ou pela usurpação da identidade fazem-se presentes em Aristófanes, Plauto, Shakespeare, Molière, para citar apenas alguns. No campo da literatura fantástica, o tema do duplo tem raízes profundas e aparece em obras capitais do gênero, como Der Sandmann, de E. T. A. Hoffmann, Frankenstein, de Mary Shelley, The strange case of Dr. Jekill and Mr. Hide, de Robert Louis Stevenson, The Picture of Dorian Gray, de Oscar Wilde, entre outras. No campo da crítica, há mesmo um termo, alemão, específico, – utilizado para se referir aos duplos, almas gêmeas ou mesmo projeções fantasmagóricas que não vistos por ninguém a não ser pelo seu portador –, que foi introduzido no vocabulário da crítica no final do século XVIII.(…)”

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Fundamentos Estéticos da Literatura de Horror: A influência de Edmund Burke sobre H. P. Lovecraft (Julio França)

É do escritor norte-americano Howard Phillips Lovecraft uma das mais extensas reflexões acerca da literatura de horror já produzida por um ficcionista. O ensaio Supernatural Horror in Literaturh_p__lovecraft__dedo9__by_artlessilliterate-d5he7mqe começou a ser escrito em 1924, foi finalizado três anos depois e sofreu revisões constantes até que, em 1939, dois anos após a morte do autor, foi publicado em sua versão definitiva. No livro, Lovecraft escreve uma história do gênero, ao mesmo tempo em que defende uma estética da ficção do horror profundamente assentada no pensamento do filósofo inglês Edmund Burke.

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