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Introdução de “Obras-primas do conto de terror” (Jacob Penteado)

“O conto de terroterror1r possui muita afinidade com o conto fantástico, sendo mesmo difícil, em certos casos, discernir a diferença, a sutileza existente entre ambos os gêneros. Entretanto, podemos afirmar que há histórias fantásticas onde não se vislumbra o menor resquício de pavor, embora esta assertiva possa parecer, à primeira vista, incoerente. Vamos citar um exemplo. De Obras-Primas do Conto Fantástico, por nós organizado para esta Editora, consta ‘Os óculos de Titbottom’, que é um primor de fantasia, mas lírica, suave e até cativante, pela delicada mensagem que nos traz. E o mesmo se poderia dizer a respeito de ‘A missa das sombras’, do inimitável Anatole France. Fantasia da melhor, e nada de pavor. Poderão objetar que isso depende unicamente do temperamento ou do estado de alma de quem escreve. De pleno acordo. Há, todavia, fatos verídicos que representam cenas do mais puro pavor, onde a realidade supera a imaginação.”

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Introdução de “Obras-primas do conto fantástico”, por Jacob Penteado

“Segundo Pierre Castex, organizador de magnífica antologia de contos fantásticos francesesjulio4, o fantástico, em literatura, é a forma original que assume o maravilhoso, quando a imaginação, ao invés de transformar em mito um pensamento lógico, evoca fantasmas encontrados no decorrer de suas solitárias peregrinações. Ele é gerado pelo sonho, pela superstição, pelo medo, pelo remorso, pela superexcitação nervosa ou mental, pelo álcool e por todos os estados mórbidos. Ele se alimenta de ilusões, de terrores, de delírios. Assim, embora tenha florescido em outras épocas, parece satisfazer plenamente ao paladar dos leitores modernos.”

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Introdução de “Antologia de Contos de Terror e do Sobrenatural” (Brenno Silveira)

antologia-de-contos-de-terror-e-do-sobrenatural“As histórias de terror e mistério exerceram sempre profunda fascinação sobre o homem. Nos países de clima frio, principalmente, os serões de inverno – estação do ano em que homens, mulheres e crianças eram forçados, pela inclemência do tempo, a uma reclusão quase completa em suas casas – as lendas e histórias constituíam (e ainda hoje constituem, em muitas regiões rurais) um dos meios mais comuns de suportar a monotonia das horas.

E que histórias poderiam, mais do que as histórias de terror e do ‘sobrenatural’, prender, de maneira mais cabal, a atenção de tais ouvintes, em geral incultos e supersticiosos? Eram narrativas que versavam sobre um tema eterno, isto é, o da situação do homem num mundo geralmente hostil, cheio de perigos e de mistérios inexplicáveis.”

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