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Linguagens do insólito: a construção estilístico-textual do grotesco na ficção decadente (Daniel Augusto)

Resultado de imagem para la bas huysmans“Tanto a literatura gótica quanto a ficção fantástica empregaram técnicas características da poética do grotesco para criar personagens e situações não apenas sobrenaturais, mas também capazes de causar horror e repulsa como efeitos de recepção. Por gerar seres disformes, sem unidade aparente e de difícil subsunção a categoias racionais, a arte grotesca é, de fato, pródiga em produzir tanto a hesitação própria ao fantástico quanto o medo essencial às narrativas de horror. No final do século XIX, a ficção decadente, tributária dessas duas tradições literárias, em sua busca por experiências estéticas originais e intensa, valeu-se sistematicamente de procedimentos típicos do grotesco literário. Este trabalho irá se centrar na descrição dos elementos grotescos no plano estilístico, como a partir do uso recorrente de neologismos e de palavras raras, de construções sintáticas inesperadas, além de inversões na ordem típica das estruturas sintagmáticas. Ao contrário do que a crítica muitas vezes apontou, tal estilo de escrita não foi fruto de uma erudição vazia ou de simples dialetantismo artístico; na verdade, sua utilização foi intencional, voltada exatamente para intensificar a fruição estética. A fim de demonstrar o emprego dessas estratégias textuais e estilísticas empregadas pela ficção decadente, analisamos trechos do romance Là-bas (1891), de J.-K. Huysmans, e o conto “Agonia por semelhança”, publicado por Gonzaga Duque em Horto de Mágoas (1914).”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, nº 05. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Entre humanos e bestas: o insólito ficcional em The Great God Pan e Shame (Shirley de Souza Gomes Carreira)

Resultado de imagem para the great god pan“O objetivo deste artigo é analisar duas obras ficcionais, a novela The Great God Pan, de Arthur Machen, e o romance Shame, de Salman Rushdie, que contêm situações e eventos insólitos, examinando-as de modo a discutir como os elementos fantásticos presentes em ambos os textos relacionam-se ao contexto de produção das obras, ou seja, respectivamente, o século XIX e a segunda metade do século XX. Machen promoveu uma ruptura em relação à tradição das histórias de horror, então em voga, e Rushdie introduziu na literatura pós-colonial indiana características do Realismo Mágico. Temporalmente distantes, as duas obras recorrem a um mesmo artifício, típico da ficção fantástica, a metamorfose de personagens, e, por meio dela, os autores constroem uma crítica subliminar ao sistema político e social dominante em seu tempo.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Ilha do Desterro. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


As arquiteturas do medo e o insólito ficcional

Acontecerá, nos dias 25, 26 e 27 de março de 2013, na UERJ, a XII edição do Painel Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional, coincidente com a IV edição do Encontro Regional O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional. Tendo como tema central “As arquiteturas do medo e o insólito ficcional”, o evento contará com inúmeras mesas que discutirão, sob diversas perspectivas, a presença do medo na literatura.

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As arquiteturas do medo e o insólito ficcional

Acontecerá, nos dias 25, 26 e 27 de março de 2013, na UERJ, a XII edição do Painel Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional, coincidente com a IV edição do Encontro Regional O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional. Sob o tema central “arquiteturas do medo e o insólito ficcional” o evento contará com inúmeras mesas que discutirão, através de diversas perspectivas, a presença desses elementos na literatura.

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As arquiteturas do medo e o insólito ficcional

Acontecerá, nos dias 25, 26 e 27 de março de 2013, na UERJ, a XII edição do Painel Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional, coincidente com a IV edição do Encontro Regional O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional. Sob o tema central “arquiteturas do medo e o insólito ficcional” o evento contará com inúmeras mesas que discutirão, através de diversas perspectivas, a presença desses elementos na literatura.

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As arquiteturas do medo e o insólito ficcional

Acontecerá, nos dias 25, 26 e 27 de março de 2013, na UERJ, a XII edição do Painel Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional, coincidente com a IV edição do Encontro Regional O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional. Sob o tema central “arquiteturas do medo e o insólito ficcional” o evento contará com inúmeras mesas que discutirão, através de diversas perspectivas, a presença desses elementos na literatura.

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O horror e o fantástico na prosa de Manuel Antônio Álvares de Azevedo (Karla Menezes Lopes Niels)

“(…) Qual a relação, portanto, que encontramos entre o efeito fantástico, o medo cósmico e o terror em Noite na taverna, de Álvares de Azevedo? O gênero fantástico, segundo Todorov, está atrelado à incerold-world-tavernteza dos acontecimentos. Se o narrador opta por uma saída natural ou sobrenatural para explicar os fenômenos descritos, entramos em outros dois gêneros, o estranho ou o maravilho. São gêneros que se sobrepõem, além de apresentarem estreita relação estrutural no que tange ao seu caráter insólito, e às diferenças entre ambos só se configuram mediante a apresentação da explicação dos acontecimentos. (…)”

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