Arquivo da tag: Horror

Algumas imagens do Catolicismo nos contos de H.P. Lovecraft (Alfredo Cruz)

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“Partindo da leitura de três contos de H. P. Lovecraft – “Ar frio” (1926/1928), “Sonhos na Casa da Bruxa” (1932/1933) e “O assombro nas trevas” (1935/1936) – procurou-se tecer algumas considerações a respeito da representação do catolicismo na obra ficcional deste autor. Concluiu-se que a marca desta é, antes do mais, uma interessante ambiguidade.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, n. 4, v.4.. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Do casarão ao cemitério: o espaço e o horror em contos sertanistas de Monteiro Lobato (Bruno Silva de Oliveira)

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“O espaço é um elemento diegético que evidencia a face sobrenatural da narrativa para o leitor, possibilitando que aflore por meio dele sentimentos variados como estranhamento, empatia e medo. Neste artigo procura-se refletir sobre a relação sertão e horror, por meio dos contos “Bugio Moqueado” e “Bocatorta”, de Monteiro Lobato, em que sertão é retratado como uma região fronteiriça, um espaço de transição, para verificar como espaço permite que o medo aflore no leitor.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


As minorias em evidência: o papel do outro no horror lovecraftiano (Bruno da Silva Soares)

Resultado de imagem para cthulhu“Referência icônica do horror e de gêneros variantes, Lovecraft pode ser revisitado na contemporaneidade pelos estudos das novas perspectivas antropológicas quanto à ideia de Nação e Cultura o que, neste estudo sobre O chamado de Cthulhu, permite fazer uma avaliação crítica quanto ao papel das minorias étnico-raciais e sua representação, de modo a relaciona-las à condição alienante do outro freudiano.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1 (2017). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


O papel do leitor no horror lovecraftiano: extrapolação e subversão em “The Innsmouth Heritage” (1992) de Brian Stableford (Daniel Iturvides Dutra)

Resultado de imagem para the innsmouth heritage“O presente artigo visa analisar o universo literário de H.P. Lovecraft, conhecido como Mitos Chtulhu, sob a perspectiva do papel do leitor na produção de sentido do texto. Analisaremos, num primeiro momento, a releitura que Brian Stableford fez, em seu conto “The Innsmouth Heritage” (1992), da obra de H.P. Lovecraft. Num segundo momento discutiremos o papel do leitor, e como o conhecimento deste acerca dos Mitos Cthulhu, mais especificamente sobre a novela A Sombra em Innsmouth (1936) de H.P. Lovecraft, influencia a interpretação de “The Innsmouth Heritage” (1992). Para tanto utilizaremos a teoria do leitor-modelo de Umberto Eco, combinada com o trabalho de Tzevan Todorov sobre o “estranho” e “o fantástico”, para demonstrar que “The Innsmouth Heritage” pode ser lido tanto como um texto fantástico ou estranho, dependendo do quanto o leitor está familiarizado com a obra de H.P. Lovecraft.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, n. 4, v.4.. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


The Innsmouth Heritage (Brian Stableford)

3640“A diferença entre o roubo literário e o empréstimo literário é semelhante à da mutação benéfica e injusta, sendo a relação observada não diferente daquela relacionada à mutação biológica (…). Os processos mutacionais aos quais as ideias recicladas são rotineiramente sujeitas são muitos e variados, mas é fácil identificar algumas categorias gerais, sendo as mais importantes a extrapolação, inversão, perversão e subversão.”

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O corpo feminino no cinema de horror: representações de gênero e sexualidades nos filmes Carrie, Halloween e Sexta-Feira 13 (Gabriela Müller Larocca)

Resultado de imagem para carrie 1976“Nos Estados Unidos, o final da década de 1970 viu surgir uma força política reacionária à contracultura dos anos 1960 e às suas forças libertárias, que organizava e avançava seu projeto apoiada por eleitores que temiam o término da segregação racial e os novos valores sexuais e morais. Críticas ao feminismo, à homossexualidade, ao aborto, ao divórcio e à “falta de autoridade social” começaram a ser tornar mais articuladas e frequentes, sendo que tal neoconservadorismo contou com o apoio da produção cultural e encontrou no cinema um forte aliado. O horror cinematográfico possui diversos subgêneros, sendo um deles denominado como slasher (derivado da palavra da língua inglesa slash, que significa retalhar ou cortar) surgindo no final da década de 1970 e atingindo grande popularidade nos anos 1980. Seus enredos geralmente contam a história de um psicopata que persegue e mata um grande número de vítimas, masculinas e femininas, sendo estas em sua grande maioria adolescentes, transgressores sexuais, marcados para a destruição devido a seus comportamentos e envolvimentos com bebidas, drogas ilícitas e sexo. Em 1976 Brian de Palma dirigiu o filme Carrie, a Estranha, no qual a figura feminina é tratada com desconfiança e cuja sexualidade é reprimida por diversos fatores. A personagem principal adquire uma conformação monstruosa devido às conotações com a sexualidade de uma jovem que chega à adolescência. Poucos anos mais tarde, são sucessivamente lançados os filmes Halloween (1978) de John Carpenter e Sexta-Feira 13 (1980) de Sean S. Cunningham, ambos trazendo fortes elementos de violência contra o corpo feminino, com características conservadoras em relação à sexualidade, família e maternidade. A presente pesquisa, iniciada em 2014, propõe identificar e analisar a construção dessas produções cinematográficas e suas representações de gênero e sexualidade, bem como a abordagem específica em relação às mulheres, alvo preferencial da violência e da punição em tais produções. Ademais, deveremos refletir sobre a importância da maternidade e da feminilidade no gênero fílmico de horror, como parte de uma longa tradição cultural que as associam ao mal, assim como as incertezas, medos e inseguranças que despertam numa sociedade ainda marcadamente patriarcal. Pretende-se explorar como tais filmes representam um ajustamento visível nos termos de representação de gênero e da figura feminina num contexto cultural estadunidense abertamente reacionário, se mostrando em consonância com as reações políticas e culturais conservadoras da década de 1980.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente nos  Anais do XV Encontro Estadual de História. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


O Horror Cósmico e o policial em “A estranha morte do Professor Antena” (Bruno da Silva Soares)

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“O presente estudo tem como objetivo averiguar se na narrativa de Mário de Sá-Carneiro seria possível existirem pontos tangenciais ao enredo de Lovecraft. Partindo de um consenso comum da crítica acadêmica, pode-se entender que o Medo e o Horror se encontram em diálogo com a hesitação ante os fatos da realidade consensual em conflito com a irrupção de uma outra, de teor sobrenatural, considerando, assim, o Fantástico como zona limítrofe ou includente dos gêneros citados.Não obstante, a tradição do romance gótico, quando trata de teor investigativo, surge com a proposta de embate da razão versus o inaudito, marca constante dos textos de Poe e seus sucessores, como Lovecraft, e pela escolha de corpus desta análise, pode-se afirmar de Sá-Carneiro. Assim, a tradição das narrativas detetivescas de Poe é mantida por Sá-Carneiro com o professor Domingos Antena e sua busca espiritual-científica por outras dimensões. A hesitação, traço fundamental para o gênero fantástico, segundo Todorov, se prenuncia, inclusive, no título da obra escolhida para esta análise, indicando também um paralelismo entre o romance policial e o horror. Com uma diegese representando os elementos clássicos da escola de enigmas, crime, uma investigação e a resolução por método dedutivo, o mistério do enredo parece conter traços pertinentes à estética do horror cósmico, desenvolvida por Lovecraft em seu ensaio O horror sobrenatural em literatura. Essa premissa de paralelismo entre estéticas aparentemente díspares pode se tornar possível dentro do campo narrativo quando se identificam no enredo sá carneriano elementos que são comuns nos enredos lovecraftianos, como a investigação de um suposto evento sobrenatural, coexistência de entidades de fora do mundo empírico e a iminente fatalidade de toda a humanidade.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XV Congresso Internacional da ABRALIC. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.