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Literatura nas sombras: usos do horror na ficção brasileira do século XIX (Lainister de Oliveira Esteves)

40 Best 3D Fantasy Places HD Wallpapers 1920x1080“O objetivo deste trabalho é analisar o horror na ficção brasileira do século XIX. Para identificar as diferentes formas de imaginação literária do horror presentes na literatura do período são analisadas obras publicadas em livros, jornais de grande circulação e periódicos acadêmicos. Para os propósitos aqui expressos, o horror não configura um gênero específico, é, primordialmente, um dispositivo que permite organizar textos diversos nos quais ele está presente e dos quais faz emanar determinado efeito. A investigação inicialmente toma como objeto a literatura gótica surgida na Europa do século XVIII: a transformação por ela efetuada nos hábitos de leitura e o lugar central que ocupa no debate estético romântico. A análise desse fenômeno permite estabelecer paralelos com a produção literária brasileira e entender de que forma a consagração do paradigma crítico realista levou o horror à condição de vertente literária desviante quando considerados os cânones literários brasileiros.”

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“Verdades” que dão medo: um estudo dos falsos documentários no cinema de horror contemporâneo (Claudio Vescia Zanini)

bruxa-de-blair“O presente trabalho analisa a construção das narrativas de terror e do sobrenatural no cinema dentro do gênero do falso documentário (cf. Roscoe e Higth, 2011). O que se percebe, especialmente ao longo das últimas décadas, é uma forte tendência dos filmes trazerem em sua base aquilo que Aufdenheide (2007) chama de “reivindicação da veracidade”, como em A Bruxa de Blair (1999), Atividade Paranormal (2007-presente), [REC] (2007) e Diário dos Mortos (2007). Este trabalho pretende olhar  para a manipulação dos fatos e a forma como as ditas verdade são construídas e utilizadas a fim de aumentar a proximidade entre espectador e monstruosidade. A análise aqui apresentada é amparada nos estudos de Roscoe e Higth sobre o falso documentário, além de estudos sobre reality shows (Jeremyn e Holmes, 2004; Andrejevic, 2003) sobre reality shows e os conceitos de simulacro e simulação de Jean Baudrillard.”

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A noção de crime no apocalipse zumbi em “The Walking Dead” (Claudio Vescia Zanini)

twdO objetivo deste trabalho é discutir o conceito de crime no universo ficcional proposto pela série de TV estadunidense The Walking Dead. Parte-se da ideia que o cenário proposto pelo universo ficcional da série – um mundo dominado por mortos dotados de movimento e instinto, onde apenas uma minoria permanece sem ser afetada pela nova condição – acarreta mudanças significativas no que diz respeito às noções de identidade, sobrevivência, interação social e ética, afetando as relações entre os personagens e a ideia básica do que seja crime.”

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De Charles Perrault a Angela Carter: uma releitura da personagem Chapeuzinho Vermelho no conto “A Companhia dos Lobos” (Fabianna Simão Bellizzi Carneiro e Alexander Meireles da Silva)

“Este trabalho fará um recorte no conto ‘A companhia dos lobos’ da escritora inglesa Angela Carter, tendo como suporte teórico textos de autores que pontuaram relevantes análises críticas a respeito da inserção feminina em vários campos da sociedade contemporânea. Daí que temas como gênero, identidade, feminismo e comparativismo serão de fundamental importância para este trabalho, que se pretende analítico e não conclusivo. Portanto, teremos alcançado nossos objetivos na medida em que conseguirmos problematizar a questão feminina não somente pelo viés da escrita das mulheres, mas imbricada a outros temas que são de fundamental importância para pensarmos a condição feminina pós-moderna.”

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Há perigo na esquina: ficção e realidade nos espaços do medo de João do Rio (Pedro Sasse)

“Na literatura do medo, a ambientação é fundamental para a produção de seus efeitos estéticos. Esse trabalho pretende des­crever os espaços do medo no Rio de Janeiro do início do século XX, a partir de duas victorian-man-with-top-hat-on-a-cobbled-street-at-night-lee-avisonobras de João do Rio: Dentro da noite, uma coletânea de contos sobre os terrores e deturpações da ci­dade, abordando temas como tortura, suicídios e deformações; e A alma encantadora das ruas, uma coletânea de crônicas sobre o lado menos glamoroso da Belle Époque carioca, veremos a visão social e histórica do autor sobre os mesmos temas. Através de uma leitura comparativa, visa-se demonstrar como, na litera­tura de medo urbano, as fronteiras entre os espaços ficcionais e os espaços reais são difusas, e como essa característica contribui para a produção do medo como efeito de recepção.”

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A imoralidade monstruosa: violência e medo em “A Quadrilha de Jacó Patacho”, de Inglês de Sousa (Raphael Camara & Júlio França)

“O ensaio propõe uma leitura do conto ‘A Quadrilha de Jacó Pascreen-shot-2015-04-02-at-8-46-30-pmtacho‘, de Inglês de Sousa, procurando descrevê-lo como um exemplo de ‘literatura do medo’ no Brasil. O objetivo principal é entender o papel dos personagens monstruosos na produção do medo estético em nossa literatura, a partir dos conceitos de monstruosidade desenvolvidos por Noël Carroll e Jeffrey Jerome Cohen.”

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Onde mora o medo: a transformação do espaço doméstico em Gastão Cruls (Ana Paula A. Santos)

“(…) Em Gastão Cruls, essas particularidades da estética gótica não são perceptíveis de imediato. As semelhanças com os cenários góticos são atingidas após a transformação progressiva do espaço inicial de um locus amoenus – que, em “Noturno nº 13”, “Noites brancas” e “O espelho”, é representathe-horror-house-living-roomdo por um espaço doméstico, ou seja, um ambiente onde os aspectos familiares criam certa sensação de segurança e conforto – para um locus horribilis. (…)”

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