Arquivo da tag: Horror

A ironia (quase) invisível na narrativa de Poe (Andréa Sirihal Werkema)

0348bffefd8be52774947a421a85513c180f631e_hq“Poe pode ser caracterizado, em sua extrema modernidade, como um criador ou renovador de gêneros literários, incluindo-se aí não apenas as narrativas policiais e científicas ou o conto de horror moderno. Interessa a esta comunicação o exame de um gênero difícil de precisar, mas facilmente reconhecível para os frequentadores da ficção poesca: trata-se de contos que misturam referências eruditas, literárias e/ou filosóficas, a uma atmosfera totalmente irrealista, com a presença de narradores não-confiáveis envoltos em enredos estereotipados de horror, no limite do clichê da narrativa gótica. Este é, evidentemente, um gênero paródico, em que comparece a ironia no seu sentido mais próximo da ironia romântica, ou seja, uma ironia formal e de gênero. Esboça-se então um problema de adequação da ficção de Poe a seu público leitor: há um leitor popular, visado pelos periódicos que publicaram os contos de Poe, que absorve ansioso as peripécias que avançam para o clímax de horror; e há um posterior leitor analítico, reflexo do próprio autor, que procura nas entrelinhas do texto a releitura de um gênero estereotipado, visível apenas nesta convivência problemática de elementos díspares. A leitura pelas margens do conto Berenice norteará a presente tentativa de caracterização de um gênero.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do Congresso Para Sempre Poe, realizado na UFMG em 2009. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Horror e empatia: a figura do cientista em “Do Além” (1934), de H.P. Lovecraft (Marina Sena)

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“O presente trabalho busca analisar, a partir do estudos sobre empatia de Simon Baron-Cohen, como se dão vínculos emocionais estabelecidos entre leitor e personagem monstruosa. Procurarei demonstrar que a descrição que Baron-Cohen faz de constructos empáticos, e do indivíduo localizado no grau zero de empatia, é uma chave para se compreender melhor o arquétipo do cientista na literatura de horror. Como estudo de caso será analisado o cientista do conto “Do além” (1934), de H. P. Lovecraft, que ultrapassa o limite do que deve e pode ser conhecido.”

Leia o ensaio completo aqui.


A temática da ciência em “Palestra a horas mortas” (1900), de Medeiros e Albuquerque (Marina Sena)

Imagem relacionada“O presente artigo tem como objetivo demonstrar de que forma o conhecimento e o pseudoconhecimento relacionado ao campo da medicina são utilizados para narrar atos transgressivos, descrever cenários de horror e caracterizar como “transtornadas” personagens que possuam o desejo de conhecimento excessivo ou que ultrapassem os limites impostos pela sociedade. Para tal, será analisado o conto “Palestra a horas mortas” (1900), de Medeiros e Albuquerque”.

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XV Congresso Internacional da ABRALIC. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.

 


O Horror na Literatura Gótica e Fantástica (Rhuan Felipe Scomacao da Silva)

Resultado de imagem para gótico e horror“Logo, a literatura de horror em si se ramifica em vários outros gêneros, e nessa grande gama serão encontrados todos os diferentes graus do horror: psicológico, social, alegórico, gótico, ficção científica, fantasia,  entre muitas outras divisões, os quais possuem como função primordial causar o sentimento tão comumente relatado por Lovecraft: o medo. Se colocarmos a definição de horror como sendo um intenso medo e dor, no estado físico, ou medo e desânimo, no estado psicológico, o gênero não pode ficar preso apenas nos conceitos sobrenaturais, pois o horror lidará com a humanidade, com a vida e aquilo que ela propicia ao ser humano. Tendo isso em vista, trataremos o horror como Todorov apresenta, deixemos de lado apenas a classificação por gênero, e nos foquemos naquilo de maior aderência desse tipo de escrita: a tendência em causar o medo. Uma das mais usuais dúvidas entre os leitores e estudiosos do gênero horror/terror é exatamente essa diferença, o porquê de alguns títulos serem discriminados como horror e outros como terror.”

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* Esse ensaio foi publicado originalmente em O Demoníaco na Literatura. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


A morfologia do Horror – construção e percepção na obra lovecraftiana (Alcebíades Diniz Miguel)

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“O horror ficcional é uma das constantes na produção cultural do século XX, como um reflexo que acompanha o horror político. Esse horror culturalmente produzido, que é estético, podemos vislumbrar em vasta produção da indústria cultural – que cobre as mais diversas mídias e formas de representação –, tendo seu momento inicial na ficção fantástica dos séculos XVIII-XIX. Na década de 1920-30, o escritor norte-americano Howard Phillips Lovecraft retomaria essa tradição do fantástico, acrescentando novos significados, formas, usos e estratégias. Neste trabalho, nossa meta foi realizar um panorama da ficção de horror abordando analiticamente elementos das narrativas de seu criador, H. P. Lovecraft.”

Leia a dissertação completa aqui.


Imagens do medo: o horror no cinema e na televisão (Michel Goulart da Silva)

Resultado de imagem para cinema de horror ilustração“Possivelmente a primeira lembrança quando nos referimos ao cinema de horror é o cinema expressionista alemão. O medo e o sobrenatural estavam presentes antes disso, como em uma das primeiras adaptações de Frankenstein (1910), no filme estudante de praga (1913) […]. Contudo, parece que é na Alemanha que o horror começa a ganhar forma, em grande medida por conta da incorporação da estética expressionista ao cinema. Tendo como um de deus marcos iniciais o filme O gabinete do Dr. Caligari (1919), o expressionismo é “uma corrente que buscava expressar, por meio de distorções, as impressões que o mundo exterior provocava no artista” (SILVA, 2009, p. 56). São características desse cinema “o referencial fantástico, a deformação expressiva, o isolamento, a monstruosidade e a maldade como personagem e herói” (SILVA, 2009, p. 56).”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n. 02.  Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.

 


Diálogo entre H.P. Lovecraft e Arthur Machen: uma análise comparativa de The Dunwich Horror e The Great God Pan (Shirley de Souza Gomes Carreira)

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“Em seu ensaio sobre o horror sobrenatural na literatura, H. P. Lovecraft dedica parte de um capítulo à obra de Arthut Machen, por quem nutria admiração e a quem atribuía a capacidade de elaborar um “êxtase do medo” inalcançável aos outros escritores do gênero. The Great God Pan, primeira e mais conhecida obra de Machen, foi publicada no ano em que Lovecraft nasceu e este a menciona mais de uma vez em seus escritos, admitindo publicamente que ela o havia inspirado na escrita de alguns dos seus textos. Este trabalho propõe a análise do conto “The Dunwich Horror“, de Lovecraft, e da novela The Great God Pan, de Machen, a fim de verificar os pontos de convergência entre as obras.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, n.4. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.