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A compreensão da literatura gótica na história da literatura brasileira e as bases para sua reavaliação (Sérgio Luiz Ferreira de Freitas)

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O presente artigo busca, em primeiro lugar, observar como a literatura gótica é compreendida nos livros História Concisa da Literatura Brasileira (1970) de Alfredo Bosi, e Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos (1962) de Antônio Candido. A partir desse levantamento, buscaremos compreender de forma mais abrangente o que é o fenômeno gótico na literatura a partir de algumas reflexões propostas a partir dos textos “The genesis of ‘Gothic’ fiction” (2002), de E. J. Clery, e “Estatutos do Sobrenatural na narrativa” (2001) de Francesco Orlando. Essas reflexões funcionarão como uma possível base para a reavaliação do lugar ocupado pela ficção gótica na literatura brasileira, a partir da exemplificação da presença desse tipo de literatura nas bibliotecas existentes no país no século XIX, assim como a indicação de possíveis variedades de obras nacionais que podem ser interpretadas sob o prisma da narrativa gótica.

Leia o ensaio completo aqui.

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Muitas Vozes, v. 7, n. 2 (2008)Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Justa vingança: uma leitura aproximativa dos romances “Crônica da casa assassinada” e “O morro dos ventos uivantes” (Rogério Lobo Sáber)

Resultado de imagem para casarão gótico“As obras Crônica da casa assassinada e O morro dos ventos uivantes – escritas, respectivamente, pelos autores Lúcio Cardoso (1912-1968) e Emily Brontë (1818-1848) – podem ser lidas como textos que, além de explorarem elementos da estética gótica literária, partilham uma trama que se movimenta a partir dos planos de vingança executados por seus protagonistas Nina e Heathcliff. Em primeiro lugar, desejamos delimitar quais elementos e temas são explorados pelos textos que nos permitem compará-los com os romances pertencentes à literatura noir dos séculos XVIII e XIX. Na sequência, prevemos a aproximação de ambos os romances, de maneira que possamos compreender as razões da vingança de cada um dos agentes, os instrumentos utilizados, o modo de execução do plano e, por fim, as consequências do ataque levado a cabo. A aproximação proposta, além de confirmar que os textos podem ser lidos como obras góticas, indica-nos conclusões de ordem filosófica a respeito do tema em estudo (vingança).”

Leia a dissertação completa aqui.

(*) Dissertação de mestrado apresentada ao Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP, no ano de 2014. Republicamos aqui, com fins puramente acadêmicos.


Interseções entre os gêneros policial e gótico em Pedro Bandeira (Márcio Alessandro de Oliveira)

foto blog“Este trabalho é o exame de duas narrativas do brasileiro Pedro Bandeira (1942): Anjo da Morte (1988) e Pântano de Sangue (1987), cuja diegese, como se pretende demonstrar nos capítulos a elas correspondentes, emprega a fórmula do romance policial ao mesmo tempo que se serve dos três elementos precípuos do Gótico literário: o locus horribilis, o fantasma do passado histórico e o monstro. Em Anjo da Morte tais componentes configurariam o Gótico no Brasil, formado por elementos estrangeiros situados no Brasil ou em outro país por escolha de um autor brasileiro, ao passo que em Pântano de Sangue evidenciariam um Gótico brasileiro, caracterizado pela ocorrência de elementos deste gênero com cores autóctones. O objetivo principal é o de investigar o modo como as duas aventuras de Pedro Bandeira se inserem na tradição da narrativa policial, gênero em que as personagens são extremamente racionais, e o modo como empregam os referidos ingredientes do Gótico. Este mantém o medo como o ponto de contato em comum mais visível com o gênero policial. No caso específico de Pedro Bandeira, certos tipos de obscuridade, como torres, passagens secretas e prisões, guarnecem o locus horribilis, o passado histórico que assombra o presente e o monstro, marcados, nas produções literárias aqui examinadas, pelo fantástico-estranho, e não pelo fantástico-maravilhoso.”

Leia a dissertação completa aqui.

(*) Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no ano de 2018. Republicamos aqui, com fins puramente acadêmicos.

 

 


Nos subterrâneos do gótico feminino moderno: um olhar em “O Jardim Selvagem”, de Lygia Fagundes Telles (Camila Batista e Alexander Meireles da Silva)

Resultado de imagem para o jardim selvagem lygia“O que vale ressaltar é o devido interesse em atentar para a personagem como heroína a partir das suas transgressões mesmo havendo indícios de modelos patriarcais. Neste conto, Lygia Fagundes Telles abre as possibilidades de reflexão para as relações homem/mulher. Temos o aspecto da mulher fatal como heroína gótica perante a sua transgressão, confrontando as margens que incumbira desde os primórdios da tradição patriarcal. Daniela era o que queria ser, talvez somente para ela, podendo optar por isso, não transparecendo totalmente sua essência, sendo, como Tio Ed dizia, um “jardim selvagem”.”

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Aspectos góticos na estrutura narrativa de “Sarapalha”, de Guimarães Rosa (Júlio França e Daniel Augusto P. Silva)

Resultado de imagem para sarapalha guimarães rosa“Este artigo tem por objetivo analisar a construção narrativa do conto “Sarapalha”, escrito por Guimarães Rosa e publicado em Sagarana (1946). Partimos da hipótese de que a estrutura do texto se baseia em elementos próprios da poética do gótico literário, tais como a apresentação do espaço como locus horribilis, a presença de personagens com aspectos monstruosos, a exploração, no plano temático, da morte e da doença, e, sobretudo, a criação de uma temporalidade circular e fantasmagórica.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Revista Nonada, v. 2, n. 29 (2017). Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Quadros do Gótico na poesia brasileira (Fernando Monteiro de Barros)

Resultado de imagem para gótico na poesia brasileira“Em três diferentes momentos da poesia brasileira – Tarde (1919), de Olavo Bilac; Talvez poesia (1962), de Gilberto Freyre; Rua do mundo (2004), de Eucanaã Ferraz – podemos perceber a presença do Gótico em nossa literatura, em uma espécie de narrativa recalcada da cultura brasileira. O Gótico é um gênero que desliza entre os gêneros literários e transita entre a alta cultura, a cultura de massa e a cultura popular, além de ultrapassar as fronteiras do mundo anglo-saxão onde surgiu. Aqui, propomos a categoria de “Gótico brasileiro”, ou Brazilian Gothic, para perscrutarmos a manifestação desta estética das brumas espessas e dos castelos sombrios na literatura de um país solar, tropical e pertencente ao Novo Mundo como o Brasil.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro de ensaios Estudos do GóticoRepublicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Poética gótica e movimentos messiânicos: o caso Canudos (Hélder Brinate)

Resultado de imagem para guerra de canudos ilustração“A crítica e a historiografia literárias brasileiras, ao examinarem narrativas que tematizam movimentos messiânicos, atêm-se mais à documentação de tais organizações socio-religiosas do que aos recursos formais e estéticos utilizados pelos autores. As análises dos recorrentes eventos sobrenaturais e das descrições lúgubres dos rituais místico-religiosos não costumam, pois, apreender o seu potencial estético e sua possível relação com a poética gótica. Tencionando preencher tal lacuna, pretende-se averiguar técnicas ficcionais do Gótico – sobretudo a conformação de loci horribiles e de personagens monstruosas – manejadas por Afonso Arinos em Os Jagunços: novela sertaneja (1898) e por Euclides da Cunha em Os Sertões (1902).”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XVI Encontro Abralic. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.