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Nos subterrâneos do gótico feminino moderno: um olhar em “O Jardim Selvagem”, de Lygia Fagundes Telles (Camila Batista e Alexander Meireles da Silva)

Resultado de imagem para o jardim selvagem lygia“O que vale ressaltar é o devido interesse em atentar para a personagem como heroína a partir das suas transgressões mesmo havendo indícios de modelos patriarcais. Neste conto, Lygia Fagundes Telles abre as possibilidades de reflexão para as relações homem/mulher. Temos o aspecto da mulher fatal como heroína gótica perante a sua transgressão, confrontando as margens que incumbira desde os primórdios da tradição patriarcal. Daniela era o que queria ser, talvez somente para ela, podendo optar por isso, não transparecendo totalmente sua essência, sendo, como Tio Ed dizia, um “jardim selvagem”.”

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O páter-famílias como vilão gótico em Úrsula, de Maria Firmina dos Reis (Ana Paula Santos e Júlio França)

Resultado de imagem para úrsula maria firmina dos reis“Publicado em 1859 pela escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, Úrsula pode ser considerado um dos primeiros romances escritos por uma mulher em nossa Literatura Brasileira. A obra, contudo, permaneceu por longo tempo longe de qualquer apreciação ou análise, e sua autora desapareceu dos nossos registros literários. O presente artigo propõe uma leitura desse romance que só recentemente têm despertado o interesse dos estudos literários brasileiros. Nele, são observáveis várias convenções narrativas góticas, principalmente no que se refere aos procedimentos de caracterização dos vilões, cujas ações transgressoras constituem-se como fonte de horror tanto para as demais personagens quanto para os próprios leitores. Pretendemos levar em conta a tradição a qual Úrsula está filiada: o Gótico, ou, mais especificamente, a vertente feminina do Gótico. Para tal feito, contamos com as proposições de David Punter (1996) e de Fred Botting (1996), e com as teorias a respeito do Gótico feminino de Gilbert & Gubar (1979), Diane Hoeveler (1998) e Anne Williams (1995). Nossa hipótese central é a de que Reis, tal como a de outras escritoras oitocentistas, tenha sido vítima do desprezo com que a historiografia brasileira tratou a poética gótica.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Soletras, nº 34. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos. 


A vertente feminina do Gótico na Literatura Brasileira oitocentista (Ana Paula Santos)

Resultado de imagem para a rainha do ignoto“No presente trabalho pretendo compreender as particularidades de uma vertente específica do Gótico literário: o Gótico feminino, e investigar sua existência na literatura brasileira oitocentista. Para tal feito, proponho a leitura das obras Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis, D. Narcisa de Villar (1859), de Ana Luísa de Azevedo e Castro e A Rainha do Ignoto (1899), de Emília Freitas. Minha hipótese é a de que as convenções do Gótico feminino tenham oferecido às escritoras brasileiras recursos estilísticos e imagéticos para retratarem a difícil condição da mulher na sociedade.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XV Congresso Internacional da ABRALIC. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Horrores góticos sob a perspectiva feminina de Júlia Lopes de Almeida (Ana Paula Santos)

Resultado de imagem para julia lopes de almeida“O termo de Gótico feminino foi cunhado por Ellen Moers (1976) para designar a ficção produzida por escritoras que, no cenário literário do século XVIII, se utilizavam da estética gótica para caracterizar suas obras. O conceito impulsionou uma vertente de estudos voltados para a relação entre a escrita feminina e o Gótico literário, cujo objetivo era formular uma ideia mais complexa do que seria o Gótico feminino e estabelecer os parâmetros que diferenciavam a literatura gótica escrita por mulheres daquela escrita por homens.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro de ensaios das Jornadas FantásticasRepublicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


O Gótico feminino na Literatura Brasileira: um estudo de Ânsia Eterna, de Júlia Lopes de Almeida (Ana Paula Santos)

Resultado de imagem para JULIA LOPES DE ALMEIDA“Desde a sua origem na Inglaterra do século XVIII, a ficção gótica contou com uma significativa contribuição de escritoras. Da relação entre o Gótico e a escrita feminina originou-se uma tradição ficcional que Ellen Moers (1976) nomeou de “Gótico feminino”. A adoção de uma perspectiva aliada aos interesses da mulher trouxe para o Gótico horrores específicos: os segredos domésticos; os abusos físicos e/ou psicológicos; e o cotidiano dominado por figuras patriarcais opressoras. Propõe-se, nesta dissertação, em primeiro lugar, descrever as principais características das obras do Gótico feminino, tendo por base teórica os estudos empreendidos por David Punter (1996) e Fred Botting (1996), bem como as proposições de Anne Williams (1995) a respeito dos enredos e das principais temáticas dessa tradição. Buscamos ainda demonstrar que esta linhagem do Gótico ofereceu às escritoras brasileiras do século XIX recursos para retratarem a difícil condição da mulher na sociedade. Para tal, empreendemos uma análise da obra da escritora carioca Júlia Lopes de Almeida, cujo livro de contos Ânsia Eterna (1903) apresenta amplas consonâncias com a tradição feminina da literatura gótica.”

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