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Ecos da Pulp Era no Brasil: o gótico e o decadentismo em Gastão Cruls (Julio França)

“Nos Estados Unidos do início do século XX, o período marcado por uma intensa produção e consumo de revistas de ficção de baixo custo ficou conhecido como Pulp Era. Ainda que não seja possível afirmar ter havido uma Pulp Era brasileira, ao menos não nos moldes da norte-americana, alguns escritores flertaram com os temas e os enredos característicos do gênero. Entre eles, destaca-se o carioca Gastão Cruls, autor de contos e romances que revelam traços das pulp magazines e da tradição gótico-decadentista.”

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Espaços tropicais da literatura do medo: traços góticos e decadentistas em narrativas ficcionais brasileiras do início do século XX (Júlio França)

“Nas narrativas ficcionais, a construção do locus horribilis é essencial para a produ1e97210e8af65ca92df38efa0fac92f0ção do medo como efeito de recepção. As características objetivas dos espaços narrativos são tão importantes quanto a percepção subjetiva que personagens e os próprios leitores têm do ambiente. Tais percepções não são, na maioria das vezes, idiossincráticas, mas respondem a determinadas condições culturais. Buscando descrever como o tempo histórico da narração afeta as paisagens do medo, tomamos três contos de Gastão Cruls (‘Noites brancas‘, ‘No embalo da rede‘ e ‘O espelho‘), para demonstrar a influência da estética e da visão de mundo gótico-decadentistas em narrativas brasileiras do início do século XX.”

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Onde mora o medo: a transformação do espaço doméstico em Gastão Cruls (Ana Paula A. Santos)

“(…) Em Gastão Cruls, essas particularidades da estética gótica não são perceptíveis de imediato. As semelhanças com os cenários góticos são atingidas após a transformação progressiva do espaço inicial de um locus amoenus – que, em “Noturno nº 13”, “Noites brancas” e “O espelho”, é representathe-horror-house-living-roomdo por um espaço doméstico, ou seja, um ambiente onde os aspectos familiares criam certa sensação de segurança e conforto – para um locus horribilis. (…)”

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Encontro noturnos em “Noites Brancas”, de Gastão Cruls: traços do vampirismo na Literatura Brasileira (Ana Paula A. Santos)

“(…) Muitos foram os mitos e as culturas que contribuíram para formar a concepção do que entendemos por vampiro até os dias de hoje. Obviamente, essa miscigenação de culturas está refletida na extrema variedade de tipos de personagens vampíricas, que parecem convergir para um único traço em comum: a do morto que volta ao mundo dos vivos para atacar suas vítimas à noite. (…)”

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