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Crônica da Casa Assassinada: a desconstrução do espaço e dos sujeitos (Ângelo Pereira da Fonseca Neto)

Resultado de imagem para mansão dos menezes lucio cardoso“Este trabalho propõe analisar o romance Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso, nas relações estabelecidas entre o espaço da Casa e as personagens que compõem o enredo da trama. Segundo se percebe, e tendo-se em vista que esse romance dialoga intimamente com questões relativas ao mal, considera-se que a desarticulação material da Casa pode ser lida como uma metáfora da degradação moral da família Meneses.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Revele, n. 7. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.

 


Construção da sensibilidade burguesa por meio do espaço em “The Mysteries of Udolpho” de Ann Radcliffe (Natália Cortez do Prado)

933b04edd1b688b41d16891a1c2cfb5e“Em fins do século XVIII, Ann Radcliffe se estabeleceu como uma das romancistas mais famosas de sua época, atingindo o ápice de sua carreira com seu quarto romance, intitulado The Mysteries of Udolpho (1794). Apesar de ser um dos romances góticos ingleses mais importantes, ele ainda apresenta questões pouco exploradas pelos críticos. The Mysteries of Udolpho possui uma das características mais fortes das obras de Radcliffe: a minuciosa elaboração do espaço. Em vista disso, este estudo analisa e discute as funções do espaço, o qual está organizado em natural e construído. A análise centra na maneira como esse aspecto temático-estrutural se relaciona com as ações e relações pessoais da protagonista Emily com as demais personagens. Discutimos como diferentes tipos de espaço tornam-se essenciais por participarem de forma enfática na construção ideológica das personagens, no que diz respeito à associação entre sentimentalismo e racionalidade. Assim, a relação entre espaço e personagens nesse romance expressa aspectos importantes da complexa construção da sensibilidade burguesa na Inglaterra do século XVIII.”

Leia a dissertação completa aqui.


O espaço como elemento irradiador do medo na literatura sertanista de Afonso Arinos e Bernardo Guimarães (Bruno Silva de Oliveira e Marisa Martins Gama-Khalil)

tumblr_mowztvQUKl1s0tsu6o1_500“Os objetos de estudo do presente artigo são os contos “Uma noite sinistra” de Afonso Arinos e “A dança dos ossos”, de Bernardo Guimarães, que terão como perspectiva de análise a relação entre a irrupção do insólito, a ambientação fantástica e a deflagração do medo. São duas narrativas que trazem o sertão brasileiro como cenário, o qual abarca como características fundamentais o rústico e o afastado do urbano e gera uma ambientação em que a racionalidade cede lugar ao insólito.”

Leia o ensaio completo aqui.

 

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, v. 01, n. 01. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos


Do casarão ao cemitério: o espaço e o horror em contos sertanistas de Monteiro Lobato (Bruno Silva de Oliveira)

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“O espaço é um elemento diegético que evidencia a face sobrenatural da narrativa para o leitor, possibilitando que aflore por meio dele sentimentos variados como estranhamento, empatia e medo. Neste artigo procura-se refletir sobre a relação sertão e horror, por meio dos contos “Bugio Moqueado” e “Bocatorta”, de Monteiro Lobato, em que sertão é retratado como uma região fronteiriça, um espaço de transição, para verificar como espaço permite que o medo aflore no leitor.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Presença da tradição da espacialidade gótica nos contos “The taspried chambre” e “The dreams in the witch house” (Luciana Moura Colucci de Camargo)

“Os escritores de literatura de expressão de língua inglesa, o escocês Walter Scott (1771-1832) e o americano Howard Phillips Lovecraft (1890-1937), podem ser aproximados, dentre outras possibilidades, quando tratamos acerca da escritura da vertente gótica. Considerando a cuidadosa lapidação do espaço artístico, essa aproximação torna-se bastante pertinente, pois, em ambos os escritores, nota-se que o trabalho minucioso desta categoria privilegiada do texto literário gótico visa justamente à autenticação dos efeitos de sentidos fantasmagóricos que se sedimentam sob o viés de hesitações, que oscilando entre o ‘real’ e as possibilidades infinitas advindas do ‘irreal’, abrigam as esferas do medo e do terror. Para tal análise e considerações críticas acerca dessa aproximação, abordaremos os contos ‘The tapestried chambre’ (1828), de Scott, e ‘The Dreams in the Witch House’ (1933), de Lovecraft, em que se observa a construção de um espaço de onde emana justamente a ambiguidade que afeta o leitor seja da época de Scott, bem como a de Lovecraft. Não obstante, a espacialidade, os objetos e o mobiliário são fatores cruciais na construção do medo, suscitando, inclusive, o que entendemos ser a topoanálise do espaço gótico.

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