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Sentimentos negativos e a composição da empatia narrativa: uma análise de O Resto é Silêncio (1943), de Erico Verissimo (Marina Sena)

A-dark-moody-sky-above-tall-buildingsEste trabalho analisa a construção da empatia narrativa no romance O resto é silêncio (1943), de Erico Verissimo. Defende-se a hipótese de que, no romance de Veríssimo, é possível empatizar com diversos personagens, partilhando inclusive de muitos de seus sentimentos negativos. Supõe-se que mesmo as emoções negativas causadas pelo romance no processo empático fazem parte da estratégia textual utilizada pelo autor.

Leia aqui o ensaio.

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XIV Congresso Internacional Abralic (2019). Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Horror e empatia: a figura do cientista em “Do Além” (1934), de H.P. Lovecraft (Marina Sena)

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“O presente trabalho busca analisar, a partir do estudos sobre empatia de Simon Baron-Cohen, como se dão vínculos emocionais estabelecidos entre leitor e personagem monstruosa. Procurarei demonstrar que a descrição que Baron-Cohen faz de constructos empáticos, e do indivíduo localizado no grau zero de empatia, é uma chave para se compreender melhor o arquétipo do cientista na literatura de horror. Como estudo de caso será analisado o cientista do conto “Do além” (1934), de H. P. Lovecraft, que ultrapassa o limite do que deve e pode ser conhecido.”

Leia o ensaio completo aqui.


Envolvendo o leitor: os vínculos empáticos na literatura do medo (Pedro Sasse)

ss_7452601e8619d1b21dee913c70f5815e9b12cad4.600x338“Quando alguém ouve uma notícia sobre a morte de alguém com quem não tem afinidade, dificilmente se comove. Contudo, ao se deparar com a morte de um personagem ficcional, em muitas das vezes, emociona-se. Como é possível que uma construção ficcional tenha o poder de suscitar emoções tão fortes, mesmo quando o leitor sabe que tudo não passa de uma invenção? Refletindo sobre essa questão o trabalho visa analisar os vínculos empáticos, sua formação e função, e como estes são parte fundamental nos processos construtivos das emoções ficcionais. Para isso, tomará como objeto dois contos de João do Rio: ‘O fim de Arsênio Godard‘, que conta a história de um prisioneiro de guerra, e da peculiar forma escolhida para torturá-lo; e ‘O bebê de tarlatana rosa‘, que mostra uma inusitada noite de carnaval, na qual um rapaz entrega-se a uma paixão cujo desfecho é surpreendente.”

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