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Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker: gênero e ciência na literatura (Lucia de La Roque e Luiz Antonio Teixeira

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“As obras literárias têm, através dos tempos, dado voz aos medos e esperanças gerados pelas descobertas científicas e retratado as imagens e mitos em torno da própria ideia de ciência. Diversos parâmetros podem contribuir para estas representações da ciência, como a cultura e a classe social na qual estão inseridos os autores das obras em questão. Não se pode negar, também, a influência do gênero, já que, pela dominação da ciência pela esfera masculina de ação, o fato de a obra ser de autoria feminina ou masculina pode determinar uma peculiar caracterização do mundo científico. Neste artigo, através de uma análise comparativa de duas importantes obras literárias do século XIX, Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker, são colocadas em relevo questões relativas à visão de ciência e sua relação com o gênero. Enquanto Shelley, como mulher, afastada do mundo científico, descortina em Frankenstein toda sua desconfiança em relação ao mesmo, Stoker, protótipo do homem vitoriano, imprime em Drácula sua sólida confiança na ciência.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, vol. VIII, n. 1. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


A construção da tragédia gótica em Drácula, de Bram Stoker (Cristiane Perpétuo e Alexandre Martins)

Resultado de imagem para dracula de bram stoker coppola“Este artigo apresenta os elementos que fazem referência ao gênero literário do terror gótico no filme Drácula de Bram Stoker (1992), de Francis Ford Coppola. Apresenta levantamento bibliográfico a respeito do nascimento do gótico na cultura européia e o desenvolvimento da literatura gótica. A partir da análise de conteúdo do filme, considerando cenário, recorte temporal, narrativa e personagens, o artigo aponta como as características da tragédia gótica foram reproduzidas pelo cineasta, considerando recorte temporal, cenário, personagens e narrativa cinematográfica.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Visualidades. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.

 


As ressonâncias gótico-românticas na configuração da imagem do vampiro e no enredo de “Bram Stoker’s Dracula” (Alessandro Yuri Alegrette)

Bram-Stoker-s-Dracula-bram-stokers-dracula-10765527-1024-576“Na época de seu lançamento em 1992, Bram Stoker’s Dracula (Drácula de Bram Stoker) provocou reações contraditórias nos espectadores e, principalmente, em grande parte dos críticos de cinema. Dentre seus “defeitos”, foram enfatizados a humanização de Drácula e seu envolvimento amoroso com Mina que, de acordo com Roger Ebert, o tornou um vampiro menos sedutor em comparação com outros vampiros que apareceram em filmes baseados livremente no romance, que fornece o título a eles. Por outro lado, Rodrigo Carreiro, em seu comentário sobre Bram Stoker’s Dracula, elogiou a ousadia do diretor Francis Ford Coppola em criar um filme que se diferencia de outros dentro do gênero horror, pois despreza suas convenções e clichês concentrando grande parte de sua narrativa em uma história de amor trágica, capaz de emocionar o espectador, além de prestar um tributo ao surgimento da arte cinematográfica no final do século XIX.”

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