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A questão da criança em “O Iluminado”, de Stephen King (Mateus A. F. dos Santos Alves e Alexander Meireles da Silva)

“(…) Em passagens anteriores Tony aparece para Danny e apresenta os perigos que irão ocorrer no hotel Overlook, e mesmo assim há uma esperança por parte da criança, ele quer dar uma outra chance ao seu genitor, como se fosse uma espécie de remissão. Acontece o inverso, com a entrada da família nesse hotel, só há sofrimento, Jack volta a beber, Danny passa a ser atormentado pelas forças malignas, Wendy a sua mãe fica em fora de sintonia com tais forças, mas mesmo assim em busca da paz. A luta da Luz (Danny, Wendy, Halloran) contra a Escuridão (Jack, seres malignos do hotel, fantasmas, almas perdidas, topiarias que criam vida e entre outra criaturas). Jack tenta matar a sua família, a qualquer custo dominado pelas forças ocultas, Danny pede ajuda de Hallorann através da telepatia, ele está de férias em outra cidade, em Flórida, Hallorann consegue chegar ao Overlook.

O narrador também passa a chamar Jack de ‘a coisa’, e dá a perceber a transformação do personagem através do ambiente:

A coisa correu pelo porão e entrou no brilho amarelo pálido da sala da fornalha. Babava de medo. Estivera tão perto, tão perto de arrebatar o menino com seu poder terrível. Não poderia perder agora. Não podia acontecer. Regularia a caldeira e depois castigaria o menino severamente. (…)”

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O Iluminado (Stephen King)

“(…) Danny acordou ofegante de um pesadelo terrível. Tinha havido uma explosão. Um incêndio. O Overlook estava em chamas. Ele e a mãe assistiam ao desastre do jardim da frente.

A mãe dissera:The_Shining_by_Stephen_King_Redrum

– Veja, Danny, veja os arbustos.

Olhou-os, e eles estavam todos mortos. Suas folhas tinham ficado de um marrom sufocante. Os galhos muito juntos pareciam esqueletos de cadáveres semiesquartejados. E então o pai surgira pelas enormes portas do OverIook, ardendo como uma tocha. Suas roupas estavam em chamas, a pele adquirira um bronzeado escuro e sinistro que escurecia cada vez mais, o cabelo um matagal queimando.

Foi aí que ele acordou, a garganta sufocada de medo, as mãos agarradas ao lençol e cobertores. Gritara? Olhou para a mãe. Wendy estava deitada de lado, enrolada nas cobertas, o cabelo cor de palha caindo no rosto. Parecia uma criança. Não, ele não gritara.

Deitado na cama, olhando para cima, o pesadelo começou a apagar-se. Tinha uma sensação curiosa de que uma grande tragédia (incêndio? explosão?) tinha sido evitada por pouco. Deixou sua mente passear, à procura do pai, e o encontrou em algum lugar lá embaixo. No saguão. Danny se esforçou mais um pouco, tentando invadir o pai. Não era bom. O pai pensava sobre a Coisa Feia. (…)”

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