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No temor da inocência: a imagem do mal com a aparência infantil em narrativas populares no séc. XX (Soraia Cristina Balduíno)

md_a200e967e92c-creepyhalloweencostumes_pumpkin“Desde a configuração do ideal de infância no séc. XIII até sua evolução para o que se considera criança na era contemporânea, em muitas representações e iconografias aliava-se esta representação de fragilidade, ingenuidade, pureza, beleza, e sobretudo, inocência, geralmente sagrava-se a criança como alegria da alma ou ser angélico. No entanto, algumas obras literárias escritas no séc. XX trataram de focalizar outros ares para a inocência, revertendo-as ao um mal perturbador, onde o inocente e o sagrado são transmutados para o profano e aliado a imagem do que a sociedade considera como mal e monstruoso. O presente trabalho tem por objetivo analisar a imagem do mal tendo como veículo a aparência infantil em narrativas literárias – em conjunto com suas adaptações cinematográficas – do final da década de 50 até os meados dos anos 70 do século XX. Portanto, foram escolhidas quatro obras de populares para ilustrar esta proposta, nas quais temos crianças como agentes principais ou fatores associados e próximos, sendo: The Midwich Cuckoos (1957) de John Wydham; O Bebe de Rosemary (Rosemary’s Baby, 1961) de Ira Levin; O exorcista (The exorcist, 1971) de William Peter Blatty e o conto do escritor popular de histórias de horror Stephen King,  As Crianças do Milharal (Children of the Corn), do livro de contos Sombras da Noite (Night Shift, 1976). Para apontar aspectos sobre o conceito de infância, a primeira parte deste artigo fará uma breve explanação sobre o “sentimento de infância”.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do I Colóquio “Vertentes do Fantástico na Literatura”. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


A questão da criança em “O Iluminado”, de Stephen King (Mateus A. F. dos Santos Alves e Alexander Meireles da Silva)

“(…) Em passagens anteriores Tony aparece para Danny e apresenta os perigos que irão ocorrer no hotel Overlook, e mesmo assim há uma esperança por parte da criança, ele quer dar uma outra chance ao seu genitor, como se fosse uma espécie de remissão. Acontece o inverso, com a entrada da família nesse hotel, só há sofrimento, Jack volta a beber, Danny passa a ser atormentado pelas forças malignas, Wendy a sua mãe fica em fora de sintonia com tais forças, mas mesmo assim em busca da paz. A luta da Luz (Danny, Wendy, Halloran) contra a Escuridão (Jack, seres malignos do hotel, fantasmas, almas perdidas, topiarias que criam vida e entre outra criaturas). Jack tenta matar a sua família, a qualquer custo dominado pelas forças ocultas, Danny pede ajuda de Hallorann através da telepatia, ele está de férias em outra cidade, em Flórida, Hallorann consegue chegar ao Overlook.

O narrador também passa a chamar Jack de ‘a coisa’, e dá a perceber a transformação do personagem através do ambiente:

A coisa correu pelo porão e entrou no brilho amarelo pálido da sala da fornalha. Babava de medo. Estivera tão perto, tão perto de arrebatar o menino com seu poder terrível. Não poderia perder agora. Não podia acontecer. Regularia a caldeira e depois castigaria o menino severamente. (…)”

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