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Algumas imagens do Catolicismo nos contos de H.P. Lovecraft (Alfredo Cruz)

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“Partindo da leitura de três contos de H. P. Lovecraft – “Ar frio” (1926/1928), “Sonhos na Casa da Bruxa” (1932/1933) e “O assombro nas trevas” (1935/1936) – procurou-se tecer algumas considerações a respeito da representação do catolicismo na obra ficcional deste autor. Concluiu-se que a marca desta é, antes do mais, uma interessante ambiguidade.”

Leia o ensaio completo aqui.

 

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, n. 4, v.4.. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


A face disforme da Belle époque: o monstruoso e a cosmovisão de Eu, de Augusto dos Anjos, e de Urupês, de Monteiro Lobato (Fabiano Rodrigo da Silva Santos)

Resultado de imagem para belle epoque macabra“O objetivo de nossas considerações é investigar os aspectos de Eu (1912), de Augusto dos Anjos, e de Urupês (1918), de Monteiro Lobato, que atestam uma cosmovisão sensível ao monstruoso e que se colocam em posição crítica diante dos modelos estéticos e ideológicos da Belle Époque brasileira. Publicados na década de 1910, época de modernização do país sob ideais de progressismo, eugenia e civilidade burguesa, Eu (livro de poesias) e Urupês (coletânea de contos) debruçam-se sobre aspectos evitados pela literatura oficial daqueles tempos, tais como as contradições sociais do país, as marcas de barbárie que se imprimem na história e o lado sórdido da condição humana. Tais temas ganham, nas obras, forma literária a partir de uma linguagem franca e, eventualmente, brutal que recorre ao grotesco e à ironia para efetivar uma estética de choque cuja máxima realização é o motivo do monstro. O corpo monstruoso em Eu e em Urupês (em particular no conto “Bocatorta”) converte-se em privilegiada alegoria da história, expressando a orientação crítica das duas obras em relação ao contraditório processo de modernização do país.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Outras Travessias, n. 22 (2016). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Lançamento do livro “O fantástico brasileiro – Contos esquecidos” de Maria Cristina Batalha

O fantástico brasileiro – Contos esquecidos, antologia organizada pela professora da UERJ Maria Cristina Batalha, será lançada no dia 24 de agosto de 2011, às 19:30 na Livraria da Travessa – Rua Visconde de Pirajá, 572. (Para maiores informações o telefone da livraria é 3205-9002)

Em O fantástico brasileiro: contos esquecidos, Maria Cristina Batalha resgata quinze narrativas fantásticas, dispersas em antologias, coletâneas, jornais e revistas, primeiras edições do começo do século XIX e início do século XX. A autora evitou, após um exame de coletâneas de contos fantásticos anteriores, reapresentá-los aqui, deixando de lado, de propósito, autores já identificados com a estética do fantástico, por serem já amplamente conhecidos, e privilegiou autores canônicos da literatura brasileira, como João do Rio, Aluísio Azevedo, Machado de Assis, Lima Barreto, Valdomiro Silveira, Coelho Neto, Hugo de Carvalho Ramos e Afonso Arinos.

Maria Cristina Batalha adverte na “Introdução” que não existem limites entre “fantástico”, “maravilhoso”, “realismo mágico”, lembrando a existência de uma certa fisionomia no universo mental e imaginário da produção ficcional do período e o caráter marginal que a crítica reservou ao gênero fantástico.

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“Dagon”, “O intruso” e “O inominável”: uma leitura do insólito na composição do horror cósmico de H. P. Lovecraft (Bruno da Silva Soares)

“O ensaio se propõe a analisar o insólito e sua relação com o horror na obra ficcional do escritor americano Howard Philips Lovecraft. O corpus escolhido para esta análise é composto de três contos do autor: O Inominável, O Intruso e Dagon. Cada um apresenta uma construção singular do uso da estética lovecraftiana, propiciando à análise, concepções plurais de sua estética. O Inominável uma escolha que, dentre as três obras, podemos considerar como a que mais se concentra no que poderíamos chamar de estilo lovecraftiano, serve-nos de base comparatista. Já O Intruso, inverte o foco narrativo tradicional do horror: o horror parte do sobrenatural para o real, criando uma atmosfera incomum. Por fim, Dagon sustenta-se no Cthulhu Mythos, o panteão cosmogônico criado por Lovecraft e que vem sendo ampliado por outros autores posteriores.”

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