Arquivo da tag: Contos Amazônicos

Sob o estigma da bruxa: o medo e o sobrenatural em “A Feiticeira”, de Inglês de Sousa (Raphael da Silva Camara)

Witches'Familiars1579“(…) A bruxa esteve no imaginário ocidental durante um longo período de tempo, como uma figura monstruosa e profana, ligada a rituais mágicos e ao demônio. Entre os séculos XIV e XVII, o Ocidente sofria com as guerras, a violência, a escassez de alimentos e principalmente com a peste negra, tornando-se angustiada, impotente e enferma. Tais atrocidades, no pensamento do homem medieval e da religião, eram provocadas pela ira divina, buscando punir a humanidade por seus pecados. Logo, era necessário apontar e penitenciar os agentes de satã, verdadeiros culpados que comprometiam a segurança da comunidade, para que a mesma não viesse a sofrer novamente.(…)”

Leia o ensaio completo


A feiticeira (Inglês de Sousa)

Screen Shot 2015-04-02 at 9.06.34 PM“A Mucoim, vendo o efeito daquelas palavras mágicas, soltou urros de fera e atirou-se contra o tenente, procurando arrancar-lhe os olhos com as aguçadas unhas. O moço agarrou-a pelos raros e amarelados cabelos e lançou-a contra o esteio central. Depois fugiu, sim, fugiu, espavorido, aterrado. Ao transpor o limiar, um grito o obrigou a voltar cabeça. A Maria Mucoim, deitada com os peitos no chão e a cabeça erguida, cavava a terra com as unhas, arregaçava os lábios roxos e delgados, e fitava no rapaz aquele olhar sem luz, aquele olhar que parecia querer traspassar-lhe o coração.”

Leia aqui o conto completo


O Baile do Judeu (Inglês de Sousa)

“(…) As risadas e exclamações ruidosas dos convidados, o tropel dos novos espectadores, que chegavam em chusma do interior da casa e da rua, acotovelando-se para ver por sobre a cabeça dos outros; sonatCozy-Classics-English-Country-Dancingas discordantes do violão, da rabeca e da flauta e, sobretudo, os grunhidos sinistramente burlescos do sujeito de chapéu desabado, abafavam os gemidos surdos da esposa de Bento de Arruda, que começava a desfalecer de cansaço e parecia já não experimentar prazer algum naquela dança desenfreada que alegrava tanta gente. (…) “

Leia o conto completo