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Lovecraft e o Sublime (João Pedro Bellas)

cthulhu-rlyeh-rising“Nos estudos recentes sobre o pensamento e a ficção de H. P. Lovecraft um tema frequente diz respeito à influência que as teses do filósofo irlandês Edmund Burke acerca do sublime teriam exercido sobre o autor de Providence. Mesmo que não tenhamos nenhuma evidência de que Lovecraft tenha lido a obra de Burke, as ideias propostas no ensaio Supernatural Horror in Literature são bastante semelhantes à teoria do sublime formulada pelo filósofo em seu tratado A Philosophical Enquiry into the Origin of Our Ideas of the Sublime and Beautiful. O objetivo deste trabalho, portanto, é explicitar as semelhanças entre as teses de ambos os autores, bem como mostrar como, além de endossar a teoria burkeana do sublime, Lovecraft a assimila em sua produção ficcional, fazendo dela um guia de composição.”

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Wonderland: o efeito sublime e as aventuras de Alice (Marina Ferraz Rocha)

“O nome “Wonderland” sugere uma terra repleta de coisas estranhas e surpreendentes, fonte de interesse e de surpresa. Contudo, outra acepção da palavra “wonder” é importante para a compreensão da atitude de Alice. Como um verbo, “to wonder”, significa pensar ou especular curiosamente; ser tomado por admiração ou maravilhamento; duvidar. Dessa forma, Wonderland é tanto o país das maravilhas, quanto a terra das especulações. A atitude curiosa e especulativa de Alice é o ponto de partida para se investigar o sublime no texto de Lewis Carroll. Começa-se por esses elementos, pois é por meio deles que se dá o processo de maravilhamento na obra; ele não ocorre de forma sensorial, valendo-se de imagens ou outros recursos que produzam sensações sublimes.

O maravilhamento é produto da falta de sentido, é resultado de um jogo curioso com a razão; assim, ocorre nos domínios da cognição, pois está além do racional. É nesse ponto que poderia ser pensada a relação com o sublime, pois de acordo com Edmund Burke, a origem da força do sublime não resulta de raciocínios, mas “antecede-os e nos arrebata com uma força irresistível”. Sob a influência do efeito sublime, o sujeito não pode nem pensar sobre o objeto que é o foco de sua atenção. Alice vive uma sequência de acontecimentos fantásticos que escapam à racionalidade e, assim, inspiram-na maravilhamento e admiração – um efeito secundário do sublime.

No entanto, a produção do efeito sublime não é completa, pois falta um elemento essencial. Em Alice’s Adventures in Wonderland, o terror e o medo não figuram dentre o conjunto de reações da personagem. A produção do efeito sublime é abortada devido à ausência de elementos terríveis e ao excesso de curiosidade, que não abre espaço para a densidade e a intensificação da admiração produzida pelos acontecimentos incomuns que protagoniza.”

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A estética do medo em “O quarto na torre”, de E. F. Benson (Aline Casati)

“O presente trabalho busca analisar de que forma a literatura do medo pode provocar prazer estético em seu leitor. A partir da análise do conto “O quarto na torre”, de Edward Frederick Benson, e com base nas teorias de Carroll, Burke, Lovecraft, entre outros, pretende-­se entender os mecanismos utilizados pelo autor, a fim de provocar um estado de terror em seu leitor, e como essa experiência pode vir a lhe ser agradável.”

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Fundamentos Estéticos da Literatura de Horror: A influência de Edmund Burke sobre H. P. Lovecraft (Julio França)

É do escritor norte-americano Howard Phillips Lovecraft uma das mais extensas reflexões acerca da literatura de horror já produzida por um ficcionista. O ensaio Supernatural Horror in Literaturh_p__lovecraft__dedo9__by_artlessilliterate-d5he7mqe começou a ser escrito em 1924, foi finalizado três anos depois e sofreu revisões constantes até que, em 1939, dois anos após a morte do autor, foi publicado em sua versão definitiva. No livro, Lovecraft escreve uma história do gênero, ao mesmo tempo em que defende uma estética da ficção do horror profundamente assentada no pensamento do filósofo inglês Edmund Burke.

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