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Humano consumindo humanos: Patrick Bateman e suas vítimas como mercadoria em “O Psicopata Americano”, de Bret Easton Ellis (Luciano Cabral)

“Apesar da presença de um assassino em série e de um detetive no romance do escritor americano Bret Easton Ellis, ‘O Psicopata Americano’images não é um arquétipo de histórias detetivescas (se visto como gênero policial, ele frustrará seus leitores profundamente). Patrick Bateman, o protagonista narrador, não está sendo procurado, não se esconde ou sequer esconde os crimes que pratica. Ele é, a um só tempo, jovem, bonito, rico, educado, racista, misógino, violento e canibal. Suas vítimas são, em sua maioria, negros, imigrantes, mulheres e prostitutas. Seus assassinatos são descritos detalhadamente, assim como são descritos, em longas e quase intermináveis listas, todos os produtos que possui. Em meio a restaurantes e festas, torturas surpreendentes e listas enfadonhas, Patrick Bateman torna-se a metáfora brutal do ethos consumista. Vendo-o menos como um assassino imoral e mais como o resultado de uma sociedade largamente baseada no consumo, este artigo pretende analisar o personagem autodiegético de ‘O Psicopata Americano’ em sua busca desesperada por consumir mercadorias. (…)”

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O que há de monstruoso em “Passeio Noturno” e “O Psicopata Americano?” – uma análise do medo artístico em Rubem Fonseca e Bret Easton Ellis (Luciano Cabral)

“Partindo de uma perspectiva de comparação entre o conto ‘Passeio Noturno’, de Rubem Fonseca, e o romance O Psicopata AmericanoBlood-Splatter, de Bret Easton Ellis, o presente trabalho tentará refletir sobre as estratégias narrativas utilizadas nestas obras para gerar o medo artístico. Para tanto, utilizarei os conceitos de monstruosidade desenvolvidos por Jeffrey Jerome Cohen, Noël Carroll e Stephen King, assim como os ensaios de Zygmunt Bauman e Fred Botting. Um jovem negociante de Wall Street e um ordinário pai de família encarnam assassinos letais nestas obras, mas a simples presença deles não os torna monstros. O que, então, os faria monstruosos?”

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A quem se deve temer? O medo do outro no romance “O Psicopata Americano”, de Bret Easton Ellis (Luciano Cabral)

“Patrick Bateman é um homem de negócios de Wall Street. Sendo branco, educado e rico, ninguém parece acreditar que ele seja capaz de machucar, torturar e matar. As vítimas de Patrick Bateman são comumente mendigos, imigrantes e prostitutas, ou seja, membros de grupos definidos como outros. Usando o conceito de identidades predatórias, este artigo pretende levantar algumas indagações sobre o protagonista autodiegético do romance O Psicopata Americano.”

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O Psicopata Americano (Bret Easton Ellis)

“Torri acorda e se vê amarrada, curvada na beira da cama, de costas, o rosto coberto de sangue porque lhe cortei fora os lábios com uma tesourinha de unha. Tiffany está amarrada com seis pares de suspensórios de Paul napbel-e1428159388814o outro lado da cama, gemendo de medo, totalmente imobilizada pelo monstro da realidade. Quero que ela assista ao que vou fazer com Torri e deixei-a escorada de tal modo que torne isso inevitável. […] Começo a tirar um pouquinho a pele de Torri, fazendo incisões com uma faca e lhe arrancando pedaços de carne das pernas e da barriga enquanto ela grita em vão, suplicando misericórdia com uma vozinha fina e aguda, mas espero que possa se dar conta de que seu castigo vai acabar sendo relativamente brando em relação ao que planejei para a outra.”

Leia aqui o romance completo, em inglês