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Uma investigação filosófica sobre a origem de nossas ideias do Sublime e do Belo (Edmund Burke)

T00772_HEdmund Burke (1729-1797) foi um influente político, orador e filósofo irlandês. Nascido em Dublin, estudou no Trinity College antes de se mudar para Londres e iniciar os estudos em Direito, os quais rapidamente abandonaria para investir em sua carreira política. Em 1765, tornou-se membro do parlamento pelo Partido Liberal britânico (popularmente conhecido como Whig Party), posição na qual permaneceu até 1794.

Sua obra versa, majoritariamente, sobre temas relativos ao campo da política. Apesar de Burke geralmente ser omitido das histórias da filosofia, suas reflexões apresentam fortes elementos filosóficos que evidenciam posições de cunho utilitarista e empirista. Louvado, no século XIX, tanto por liberais como por conservadores, e conhecido, a partir do século XX, como o fundador do conservadorismo britânico moderno, Burke foi um forte opositor da Revolução Francesa. Suas considerações a esse respeito resultaram naquela que talvez seja sua obra mais conhecida: Reflexões sobre a Revolução na França, publicada em 1790.

A obra Uma investigação filosófica sobre a origem de nossas ideias do sublime e do belo (1757), seu único trabalho puramente filosófico, é um dos principais tratados de estética do século XVIII. Profundamente influenciada pelo empirismo de John Locke, é a primeira obra a separar, claramente, o belo e o sublime em duas categorias distintas e mutua- mente excludentes. Burke compreende o belo como algo relacionado a ideias bem delimitadas e agradáveis, associando-o ao prazer e ao convívio social. Nos trechos por nós selecionados, veremos o sublime ser caracterizado como uma experiência que extrapola os limites de nosso raciocínio, arrebatando-nos em um misto de fascínio e terror. A posição privilegiada que Burke lhe confere foi decisiva para fazer desse o principal conceito estético do século XVIII e uma característica fundamental da transição das poéticas neoclássicas para o Romantismo.

Leia aqui o ensaio.

(*) Esse ensaio faz parte da coletânea As Artes do Mal: textos seminais, organizada por Júlio França e Ana Paula Araújo. Adquira o livro aqui.


O lugar do horror na literatura (Jorge Fernando Barbosa do Amaral)

“O desenvolvimento das reflexões acerca do horror gera a necessidade de que shqdefault-1e faça uma breve apreciação acerca do papel do Feio como potencial estético. Em princípio, deve-se distinguir (sem entrar no mérito das questões qualitativas) a ‘arte feia’ da ‘arte do feio’. A primeira pressupõe a mera rudimentarização das manifestações artísticas. Algo deficiente e mal realizado. Já o segundo caso diz respeito à valorização consciente das formas para a caracterização do Feio. Aqui, o Feio se opõe ao Belo apenas no âmbito dos direcionamentos estéticos. Neste caso, o Feio possui suas próprias formas de organização na constituição particular de beleza. Aristóteles, ao falar do ofício de imitação da Natureza pela Arte, ressalta a natural inclinação que o homem pode ter pelas imagens repugnantes: (…)”

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