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Quem é esse desconhecido que provoca medo? – O medo do outro no conto “Passeio Noturno”, de Rubem Fonseca (Luciano Cabral)

“(…) O fato é que as nostálgicas batalhas dos séculos passados deram lugar às guerrilhas urbanas e às revoltas locais, que parecem, num primeiro momento, surgir sem motivo aparente. Os conflitos 130407211558-largeantes graduais e esporádicos tornaram-se, repentinos, diários, quase perpétuos, em que o fim de um combate assinala o início de outro. Os projetos coletivos (que atraíam multidões ao ponto de colocarem povos e países em lados opostos) perderam o sentido e cederam espaço aos projetos particulares, com pretensões muito menores: os desejos, antes comuns, agora são extremamente individuais. Os envolvidos em combates não são mais (ou apenas) soldados selecionados institucionalmente, mas, antes, são pessoas comuns, carregadas dos mais diversos e privados desejos. A guerra agora é de um indivíduo contra outro. (…)”

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Frases (X)

images“As vítimas de Eichmann eram ‘pessoas como nós’. Mas também o eram – nem é bom pensar nisso – muitos dos executores comandados por ele, os carniceiros delas. (…) Os dois pensamentos transpiram terror. Mas enquanto o primeiro deles é um chamado à ação, o segundo é inutilizante e imobilizador, murmurando nos ouvidos que esse tipo de resistência ao mal é em vão. Talvez seja por isso que apresentemos tanta resistência ao segundo. Um medo genuína e irremediavelmente insustentável é o da invencibilidade do mal.”

Zygmunt Bauman. Medo líquido.


Vítimas e Algozes do Medo (Luciano Cabral)

O medo é um mecanismo natural de defesa contra perigos iminentes ou experienciados. Sendo assim, ele tanto nos protege do que pode acontecer a qualquer momento quanto nos faz lembrar de uma experiência negativa que tivemos. Neste sentido, humanos e animais são biologicamente iguais.tumblr_n15ju4s7Yj1s5okito1_500

Porém, se detalharmos o medo e, além disso, o pusermos dentro de uma metrópole (como Rio de Janeiro ou São Paulo), veremos que humanos e animais são socialmente distintos; muito distintos.

O ensaio “Vítimas e Algozes do Medo no conto Feliz Ano Novo”, discute o medo na cidade – o medo do outro, do que é estranho, alheio e imprevisível – baseando-se no conto de Rubem Fonseca e nos ensaios de Zygmunt Bauman e Freud.

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