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Lançamento do livro “O fantástico brasileiro – Contos esquecidos” de Maria Cristina Batalha

O fantástico brasileiro – Contos esquecidos, antologia organizada pela professora da UERJ Maria Cristina Batalha, será lançada no dia 24 de agosto de 2011, às 19:30 na Livraria da Travessa – Rua Visconde de Pirajá, 572. (Para maiores informações o telefone da livraria é 3205-9002)

Em O fantástico brasileiro: contos esquecidos, Maria Cristina Batalha resgata quinze narrativas fantásticas, dispersas em antologias, coletâneas, jornais e revistas, primeiras edições do começo do século XIX e início do século XX. A autora evitou, após um exame de coletâneas de contos fantásticos anteriores, reapresentá-los aqui, deixando de lado, de propósito, autores já identificados com a estética do fantástico, por serem já amplamente conhecidos, e privilegiou autores canônicos da literatura brasileira, como João do Rio, Aluísio Azevedo, Machado de Assis, Lima Barreto, Valdomiro Silveira, Coelho Neto, Hugo de Carvalho Ramos e Afonso Arinos.

Maria Cristina Batalha adverte na “Introdução” que não existem limites entre “fantástico”, “maravilhoso”, “realismo mágico”, lembrando a existência de uma certa fisionomia no universo mental e imaginário da produção ficcional do período e o caráter marginal que a crítica reservou ao gênero fantástico.

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Introdução de “Obras-primas do conto de suspense” (Luís Martins)

“Que vem a ser, exata e precisamente, o ‘suspense’? A ‘Enciclopédia Britânica’ não inclui a palavra entre os seus verbetes, mas o Oxford Universal English Dictionary a define como ‘a state of mental uncertainty with expectation of or desire for decision, and some aprehension or anxiety; the condition of waiting or being kept waiting for an expected decision, assurance or issue; less commonly, a state of uncertainty of what: to do, indecision; doubtfulness, uncertainty,

undecidedness’. (Estado mental de incerteza com expectativa ou desejo de decisão, e alguma apreensão ou ansiedade; condição de esperar ou ser mantido esperando por uma decisão, certeza ou acontecimento; menos comumente, estado de incerteza quanto ao que fazer, indecisão; dúvida, incerteza, hesitação).”

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Introdução de “Obras-primas do conto de terror” (Jacob Penteado)

“O conto de terroterror1r possui muita afinidade com o conto fantástico, sendo mesmo difícil, em certos casos, discernir a diferença, a sutileza existente entre ambos os gêneros. Entretanto, podemos afirmar que há histórias fantásticas onde não se vislumbra o menor resquício de pavor, embora esta assertiva possa parecer, à primeira vista, incoerente. Vamos citar um exemplo. De Obras-Primas do Conto Fantástico, por nós organizado para esta Editora, consta ‘Os óculos de Titbottom’, que é um primor de fantasia, mas lírica, suave e até cativante, pela delicada mensagem que nos traz. E o mesmo se poderia dizer a respeito de ‘A missa das sombras’, do inimitável Anatole France. Fantasia da melhor, e nada de pavor. Poderão objetar que isso depende unicamente do temperamento ou do estado de alma de quem escreve. De pleno acordo. Há, todavia, fatos verídicos que representam cenas do mais puro pavor, onde a realidade supera a imaginação.”

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Prefácio de “O conto fantástico” (Jerônimo Monteiro)

“Uma antologia de contos fantásticos brasileiros…conto-fantc3a1stico-panorama-do-conto-brasileira-volume-8

Agora que esses contos aí estão, tudo ficou fácil. Mas, reuni-los…

A verdade é que não tínhamos noção exata da escassez de contos desse gênero em nossa literatura. Quando surgiu a idéia da antologia, a impressão era de haver fartura de material, pois que se trata de gênero muito do agrado do povo esse que enfeixa as histórias fantásticas, de aparições, de mistérios, de almas penadas… Parecia-nos ter lido, através do tempo, muita coisa assim. Diante das dificuldades encontradas, porém, verificamos que o que se lê em nossa terra, desse gênero, é literatura traduzida, especialmente do inglês. Os ingleses é que se pelam por casas mal-assombradas e os autores fornecem, por meio da literatura, o que não se encontra com frequência na realidade. Entre nós parece que se dá o contrário: há muitas lendas, superstições e assombrações por esse sertão, e há pouco quem se aproveite do tema para escrever.”

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