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Simpósio “O Demoníaco na Literatura”

Sob a coordenação da Profa. Dra. Salma Ferraz (UFSC) e do Prof. Dr. Antonio Carlos de Melo Magalhães (UEPB), o simpósio temático O Demoníaco na Literatura integrará a programação do IV Congresso Internacional de Estudos Linguísticos e Literários na Amazônia, a ser realizado nos dias 23 a 26 de abril de 2013, na Universidade Federal do Pará, em Belém, Amazônia, Brasil.

As inscrições para o Simpósio começam dia 01 de dezembro de 2012 e vão até 10 de janeiro de 2013. As inscrições podem ser feitas na home page do evento, que pode ser acessada aqui.

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Um convite ao excesso: monstruosidade e perversão em “O Baile do Judeu”, de Inglês de Sousa (Raphael Camara)

“(…) Talvez o ambiente que melhor se encaixe nesta descrição seja a Amazônia.baile-campos-eliseos_1865 Suas terras inexploradas, tribos exóticas, animais ferozes, enfermidades desconhecidas e obstáculos terríveis que a própria natureza proporciona são fonte de mistério e maravilhamento, abrindo um amplo leque de possibilidades a serem exploradas pelos ficcionistas. De fato, boa parte dos seres fantásticos e mitos populares de nossa cultura parecem encontrar moradia exatamente nas regiões que abrangem a Amazônia, tornando-a local ideal para inúmeras narrativas que possuam o sobrenatural como tema. (…)”

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O insólito em “Contos Amazônicos”: Inglês de Sousa sob a perspectiva da Literatura do Medo (Raphael Camara)

“Inglês de Souza utilizou, em Contos Amazônicos, mitos e lendas que povoam o imaginário do interiorano dessa região. Os elementos sobrenaturais e a emoção do medo são presenças marcantes em alguns cbird_skeleton_by_xmalawixheartx-d51w1v9ontos da obra, muito embora ela tenha sido considerada pela crítica literária, ao longo dos anos, como pertencente ao Naturalismo, estilo de época que se apresenta como evolucionista, racional e empenhado em representar a realidade tal como ela é. O presente artigo busca realizar uma leitura da obra citada sob o viés da ‘Literatura do Medo’, utilizando como arcabouço teórico um estudo sobre esta emoção como efeito estético, intitulado ‘O Estranho’, de Sigmund Freud. Como forma de exemplificação desta nova leitura, analisaremos o conto ‘Acauã’, demonstrando os artifícios narrativos usados pelo autor para causar medo.”

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Acauã (Inglês de Souza)

615311a018d1da022dc33993784b4728“(…) Raios caíram com fragor enorme, prostrando cedros grandes, velhos de cem anos. O capitão Jerônimo não podia mais dar um passo, nem já sabia onde estava. Mas tudo isso não era nada. Do fundo do rio, das profundezas da lagoa formada pelo Nhamundá, levantava-se um ruído que foi crescendo, crescendo e se tomou um clamor horrível, insano, uma voz sem nome que dominava todos os ruídos da tempestade. Era um clamor só comparável ao brado imenso que hão de soltar os condenados no dia do Juízo Final. (…)”

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