Dois romances de Nico Horta (Cornélio Penna)

110743_537“Ela viera da mesma fazenda onde seu pai [o pai de Nico] nascera, e onde se tinham sepultado, lentamente, todas as recordações de sua infância inocente. Havia naqueles olhos, onde rondava uma antiga angústia, a mesma afinidade escondida, o mesmo pedido latente de explicações que ele sempre vira no olhar de seu pai, reprimido e oculto sob aparente hostilidade.”

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Repouso (Cornélio Penna)

repouso-cornelio-penna-1-edico-d_nq_np_12902-mlb20067978445_032014-f“sentia que dentro dela se passava qualquer coisa de enorme, desmedido, inteiramente fora de seu entendimento. Um mistério hostil, perigoso, nascera e crescia, sem que nada pudesse impedir a sua formação implacável, e invadiria toda a sua vida. Tudo seria modificado, e seu sangue não poderia suportar a presença devoradora daquele ser que a destruiria em febre lenta…”

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Crime, exotismo e perversão em João do Rio (Luiz Morando)

demoli_oes“Breve análise de três contos de João do Rio, publicados em Dentro da noite. O estudo destaca-lhes os traços que permitem ler nesse autor as relações entre as novas normas de urbanidade e de cosmopolitismo, vigentes a partir da reforma urbana do Rio de Janeiro, e as marcas de exotismo e perversão manifestas nas situações narrativas e nas personagens.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na  Revista Aletria, v. 20, n. 3. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Convite: Defesa da Dissertação de Ana Paula A. Santos (UERJ-Capes)

26850169O Grupo de Pesquisa Estudos do Gótico tem o prazer de convidar a comunidade acadêmica e os demais interessados para a defesa da dissertação de mestrado em Teoria da Literatura e Literatura Comparada da aluna ANA PAULA A. SANTOS (UERJ-Capes), intitulada:

O GÓTICO FEMININO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO DE ÂNSIA ETERNA, DE JÚLIA LOPES DE ALMEIDA

Data: 14 de março de 2017

Horário: 14h

Local: Instituto de Letras da UERJ, campus Maracanã

Banca:

Prof. Julio França (UERJ – orientador);
Prof. Fernando Monteiro Barros (UERJ/FFP);
Prof.ª Anna Faedrich (CEDERJ/UFF)


A estética gótica na literatura e no cinema (Alex Martoni)

nosferatu-1922-5“Este trabalho tem como objetivo pensar sobre as especificidades da estética gótica na literatura e no cinema. Nessa perspectiva, busca-se identificar e analisar o conjunto de signos visuais e auditivos que singularizam essa modalidade ficcional. Intenta-se, ainda, compreender suas formas de recepção, tanto no âmbito tradicional, suscitando o medo, quanto nos novos sentidos que as mídias contemporâneas conferem a essa expressão estética.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XII Congresso Internacional da ABRALIC (2011). Republicamos aqui, com autorização da próprio autor, com fins puramente acadêmicos. 


O Gótico-Naturalismo na literatura brasileira oitocentista (Marina Sena)

hysteria-phase1-525x323“O presente estudo tem como objetivo identificar e descrever a presença de elementos característicos da tradição literária do Gótico na poética naturalista – especificamente no Naturalismo brasileiro – no período compreendido entre 1880 e 1899. Parte-se da hipótese de que a desilusão com os rumos do mundo moderno manifestada por escritores naturalistas como Aluísio Azevedo, Rodolfo Teófilo e Adolfo Caminha pode ser descrita como uma “visão de mundo gótica”, que, em conjunto com o discurso estetizado e pretensamente científico utilizado pelos autores, deram forma a uma nova poética surgida na virada do século, o Gótico-Naturalismo. Para entender como o Gótico-Naturalismo foi compreendido pela crítica e pela historiografia brasileiras, analisa-se a fortuna crítica dos três escritores mencionados, a fim de demonstrar como o “desvio” do Naturalismo em direção ao Gótico foi frequentemente identificado como literatura romântica ou de evasão, e, consequentemente, como de valor estético inferior. Por fim, identifica-se os principais topoi desta poética híbrida, utilizando como exemplos narrativas brasileiras. Nestes termos, a pesquisa busca, portanto, demonstrar que o Naturalismo não se distanciou de sua própria poética ao absorver elementos da tradição gótica, mas apenas incorporou técnicas e recursos narrativos que eram adequados à expressão dos autores de sua escola e que eram condizentes com o espírito de época suscitado pelas mudanças finisseculares.”

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Úrsula e a vertente do gótico feminino no Brasil (Ana Paula A. dos Santos)

o-pesadelo“No presente trabalho pretendemos analisar de que forma a tradição feminina do Gótico explorou a conflituosa relação entre as personagens mulheres e os seus antagonistas. Para tanto, propomos uma leitura de Úrsula (1859), romance da escritora brasileira Maria Firmino dos Reis, cujo enredo explora o abuso de poder e a opressão gerada pelas leis familiares, e tem, na figura do vilão gótico, um páter-famílias, a principal causa dos horrores da narrativa.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Mulheres e Literatura, v.19. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.