Úrsula e a vertente do gótico feminino no Brasil (Ana Paula A. dos Santos)

o-pesadelo“No presente trabalho pretendemos analisar de que forma a tradição feminina do Gótico explorou a conflituosa relação entre as personagens mulheres e os seus antagonistas. Para tanto, propomos uma leitura de Úrsula (1859), romance da escritora brasileira Maria Firmino dos Reis, cujo enredo explora o abuso de poder e a opressão gerada pelas leis familiares, e tem, na figura do vilão gótico, um páter-famílias, a principal causa dos horrores da narrativa.”

Leia o ensaio completo

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Mulheres e Literatura, v.19. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


O lúgubre e a morte nos desenhos animados de Tim Burton (Mariana Silveira dos Santos Rosa & Michel Goulart da Silva)

large“Discute-se neste artigo as representações do lúgubre e da morte no desenho animado Noiva Cadáver, dirigido por Tim Burton, problematizando a forma como nessas narrativas o mundo dos mortos é representado de forma positiva em contraste com um mundo dos vivos triste e perigoso. Procuraremos discutir também de que forma o imaginário acerca da morte construído nos últimos séculos dialoga com a forma da composição do filme de Tim Burton.”

Leia o ensaio completo

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Litteris. v. 01, n. 12. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


II Seminário de Estudos do Gótico – UFTM (Uberaba/MG), 29 a 31 de maio de 2017

10922108_339538719586910_2008192744_nO Grupo Interinstitucional de Pesquisa Estudos do Gótico (CNPq) promoverá o II Seminário de Estudos do Gótico (SEG), a ser realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio de 2017, na Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, situada em Uberaba/MG. Em virtude da celebração do tricentenário de Horace Walpole (1717-1791), o objetivo do Seminário é o de promover reflexões em torno da relevância do autor para as configurações do Gótico na literatura, bem como para outras manifestações artísticas e estéticas.

Nesta edição, o SEG ocorrerá em parceria com o VI Simpósio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários (SELL), cujo tema é Tempos, territórios e linguagens: fronteiras múltiplas. Assim, os interessados terão a chance de participar de ambos os eventos.

Todas as informações serão divulgadas em breve na página oficial do VI SELL..


Frenético e melodrama: os vampiros de Polidori e Nodier (Ana Luiza Silva Camarani)

superimagem-megacurioso-193894120004184784“Charles Nodier foi um dos grandes responsáveis pela divulgação do romance gótico ou roman noir na França, o qual passou a denominar ‘frenético’, remetendo ao exagero que caracterizaria esse tipo de literatura. No início do século XIX, no romantismo francês, uma intensa circulação estabelece-se entre o frenético e o melodrama em um intercâmbio de autores, motivos e procedimentos literários. A partir de 1820, o melodrama instala-se no sobrenatural, sobretudo com Le vampire de Nodier, composto em colaboração com Jouffroy e Carmouche; esse melodrama, adaptado do texto de Polidori, The vampire, publicado em 1819, harmoniza-se com o retorno de popularidade por que passa o gothic novel. Essa união do frenético ao melodrama deixa ver duas tendências literárias bastante fecundas no romantismo francês, que se irmanam ainda no sentido em que respondem aos anseios de um público fatigado por séculos de racionalismo e ávido por toda a espécie de sensações e sentimentos.”

Leia o ensaio completo

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Itinerários, n. 34 (2012). Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


The vampyre (John William Polidori)

51mqn7opi3l“Naquele tempo, apareceu no meio da agitação de um inverno em Londres, e nas numerosas reuniões que a moda ali conciliava nessa época, um lorde mais notável ainda por suas singularidades do que por sua posição. […] Sua figura era regularmente bela, não obstante a coloração sepulcral que reinava em seus traços, a qual nunca era animada nem pelo amável rubor fruto da modéstia, nem pelas fortes emoções engendradas pelas paixões.”

Leia aqui a novela completa, em inglês


Lord Ruthwen, ou Les vampires (Charles Nodier)

“Ouve-se soar uma hora ao timbre argentino de um sino distante. O tam-tam a repete de eco em eco gradativamente […] Todas as sombras elevam-se no momento em que a hora retine. Sombras pálidas saem pela metade e voltam a cair sob a pedra tumular, à medida que o ruído se dissipa no eco. Um espectro vestido com uma mortalha evade-se do mais visível dos túmulos. Seu rosto encontra-se descoberto. Ele precipita-se até o local em que miss Aubrey está adormecida, gritando: Malvina!”

Leia aqui a peça completa, em francês

 


O imaginário do cadáver em decomposição: das danças macabras ao “roman-charogne” (Juliana Schmitt)

“A imagem do cadáver humano em seus processos de 66ca237da6c114a044a5cd22939c0019decomposição post-mortem se tornou parte das manifestações culturais e artísticas no Ocidente a partir do surgimento dos temas macabros na Baixa Idade Média, em especial nas ‘Danças Macabras’, entre outros. Verdadeira obsessão medieval, o corpo em putrefação reapareceria como objeto estético na literatura de horror do Romantismo, que se convencionou denominar ‘gótica’. Dentre essa produção, destaca-se o chamado ‘roman-charogne’, gênero que abusava da referência macabra, explorando as características do cadáver decomposto de maneira sem antecedentes. O artigo busca levantar esses exemplares e problematizar a presença do morto putrefato neles, que responderia a demandas específicas de suas épocas.”

Leia o ensaio completo

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na revista Ilha do Desterro – Revista de língua inglesa, literaturas em inglês e estudos culturais, v. 68, n. 3. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.