Arquivo da categoria: Monografias, Dissertações, Teses

O Gótico feminino na Literatura Brasileira: um estudo de Ânsia Eterna, de Júlia Lopes de Almeida (Ana Paula Santos)

Resultado de imagem para JULIA LOPES DE ALMEIDA“Desde a sua origem na Inglaterra do século XVIII, a ficção gótica contou com uma significativa contribuição de escritoras. Da relação entre o Gótico e a escrita feminina originou-se uma tradição ficcional que Ellen Moers (1976) nomeou de “Gótico feminino”. A adoção de uma perspectiva aliada aos interesses da mulher trouxe para o Gótico horrores específicos: os segredos domésticos; os abusos físicos e/ou psicológicos; e o cotidiano dominado por figuras patriarcais opressoras. Propõe-se, nesta dissertação, em primeiro lugar, descrever as principais características das obras do Gótico feminino, tendo por base teórica os estudos empreendidos por David Punter (1996) e Fred Botting (1996), bem como as proposições de Anne Williams (1995) a respeito dos enredos e das principais temáticas dessa tradição. Buscamos ainda demonstrar que esta linhagem do Gótico ofereceu às escritoras brasileiras do século XIX recursos para retratarem a difícil condição da mulher na sociedade. Para tal, empreendemos uma análise da obra da escritora carioca Júlia Lopes de Almeida, cujo livro de contos Ânsia Eterna (1903) apresenta amplas consonâncias com a tradição feminina da literatura gótica.”

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O Gótico-Naturalismo na literatura brasileira oitocentista (Marina Sena)

hysteria-phase1-525x323“O presente estudo tem como objetivo identificar e descrever a presença de elementos característicos da tradição literária do Gótico na poética naturalista – especificamente no Naturalismo brasileiro – no período compreendido entre 1880 e 1899. Parte-se da hipótese de que a desilusão com os rumos do mundo moderno manifestada por escritores naturalistas como Aluísio Azevedo, Rodolfo Teófilo e Adolfo Caminha pode ser descrita como uma “visão de mundo gótica”, que, em conjunto com o discurso estetizado e pretensamente científico utilizado pelos autores, deram forma a uma nova poética surgida na virada do século, o Gótico-Naturalismo. Para entender como o Gótico-Naturalismo foi compreendido pela crítica e pela historiografia brasileiras, analisa-se a fortuna crítica dos três escritores mencionados, a fim de demonstrar como o “desvio” do Naturalismo em direção ao Gótico foi frequentemente identificado como literatura romântica ou de evasão, e, consequentemente, como de valor estético inferior. Por fim, identifica-se os principais topoi desta poética híbrida, utilizando como exemplos narrativas brasileiras. Nestes termos, a pesquisa busca, portanto, demonstrar que o Naturalismo não se distanciou de sua própria poética ao absorver elementos da tradição gótica, mas apenas incorporou técnicas e recursos narrativos que eram adequados à expressão dos autores de sua escola e que eram condizentes com o espírito de época suscitado pelas mudanças finisseculares.”

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O corpo grotesco como elemento de construção poética nas obras de Augusto dos Anjos, Mário de Sá-Carneiro e Ramón López Velarde (Rogério Caetano de Almeida)

“Oas1a trabalho objetiva uma análise do corpo grotesco enquanto elemento construtivo da poética de três autores do início do século XX: Mário de Sá-Carneiro (Portugal); Augusto dos Anjos (Brasil) e Ramón López Velarde (México). Os escritores foram escolhidos pelo fato de, na mesma época, abalarem as respectivas sociedades em que viveram com produções poéticas inovadoras. Baseando-se nisto, a abordagem é feita a partir das teorias de W. Kayser, sobre o grotesco romântico e Mikhail Bakhtin sobre o realismo grotesco. A pesquisa identificou a necessidade de relacionar o corpo grotesco com a teoria do Decadentismo, pois esta estética constitui uma das primeiras rupturas rumo ao que convencionou chamar de modernidade. Por fim, analisamos a definitiva entrada do grotesco no cânone dos três países e a relação existente entre a categoria literária (e o corpo grotesco) com a poesia moderna.”

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O horror sobrenatural de H. P. Lovecraft: teoria e praxe estética do horror cósmico (Daniel Iturvides Dutra)

1366683485043“H.P. Lovecraft, em seus ensaios e cartas, nos oferece uma reflexão riquíssima sobre a narrativa de horror e como esta deve se expressar na literatura. O autor cunhou o termo Horror Cósmico para denominar sua teoria estética. Porém, mais do que ser uma teorização sobre o horror na literatura, o Horror Cósmico é uma teorização sobre como deve ser a narrativa que Lovecraft julga ser a ideal para as histórias que deseja contar. Nessa perspectiva, a análise de sua ficção, acompanhado dos conhecimentos adquiridos pela análise pormenorizada de seus ensaios e cartas sobre o tema, permitem ao leitor compreender melhor sua obra, chegando assim a uma interpretação aproximadamente correta de sua ficção. O objetivo deste trabalho, portanto, é compreender como suas teorizações se refletem em seus textos ficcionais. Os contos e respectivas transposições fílmicas selecionadas foram analisados sobre o prisma destas teorizações. Para alcançarmos esse objetivo primeiro analisamos os seus contos comparativamente com os textos não ficcionais, a fim de compreendermos a forma como o autor expressa o conceito de Horror Cósmico em sua prosa ficcional. Após a compreensão dos elementos teóricos de Lovecraft em sua ficção, analisamos as transposições fílmicas selecionadas sob esse mesmo prisma. Pesquisas bibliográficas foram realizadas com o objetivo de construir um referencial teórico para a abordagem proposta.”

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As metamorfoses da escrita gótica em Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes) (Alessandro Yuri Alegrette)

imagem1“O corpus deste trabalho de pesquisa é O Morro dos Ventos Uivantes, único romance da autora inglesa Emily Brontë que desde sua primeira publicação em 1847 tem gerado reações contraditórias que oscilam entre o fascínio e o estranhamento entre os leitores. Buscamos analisar alguns aspectos peculiares dessa obra, enfatizando-se dentre eles seu modo de narração, que combina aspectos assustadores do romance gótico com elementos da estética realista do século XIX. Também são objetos de estudo desta pesquisa o que chamamos de “espacialidade gótica”, que se evidencia nas descrições do cenário principal – Wuthering Heights, a antiga e sinistra casa que também dá o título ao romance -, e os temas e motivos do gênero gótico que foram revistos por Emily Brontë, tais como o duplo, o qual é amplamente explorado em textos com inspiração gótica, a exemplo de Manfred, poema dramático de Byron. Por fim, realizamos a análise das características do casal de protagonistas do romance, Catherine e Heathcliff, visando apontar um diálogo intertextual do livro de Brontë com obras do gênero gótico ou inseridas na tradição literária inglesa, tais como Paraíso perdido, de John Milton.”

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Lovecraft e o Sublime (João Pedro Bellas)

cthulhu-rlyeh-rising“Nos estudos recentes sobre o pensamento e a ficção de H. P. Lovecraft um tema frequente diz respeito à influência que as teses do filósofo irlandês Edmund Burke acerca do sublime teriam exercido sobre o autor de Providence. Mesmo que não tenhamos nenhuma evidência de que Lovecraft tenha lido a obra de Burke, as ideias propostas no ensaio Supernatural Horror in Literature são bastante semelhantes à teoria do sublime formulada pelo filósofo em seu tratado A Philosophical Enquiry into the Origin of Our Ideas of the Sublime and Beautiful. O objetivo deste trabalho, portanto, é explicitar as semelhanças entre as teses de ambos os autores, bem como mostrar como, além de endossar a teoria burkeana do sublime, Lovecraft a assimila em sua produção ficcional, fazendo dela um guia de composição.”

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Literatura nas sombras: usos do horror na ficção brasileira do século XIX (Lainister de Oliveira Esteves)

40 Best 3D Fantasy Places HD Wallpapers 1920x1080“O objetivo deste trabalho é analisar o horror na ficção brasileira do século XIX. Para identificar as diferentes formas de imaginação literária do horror presentes na literatura do período são analisadas obras publicadas em livros, jornais de grande circulação e periódicos acadêmicos. Para os propósitos aqui expressos, o horror não configura um gênero específico, é, primordialmente, um dispositivo que permite organizar textos diversos nos quais ele está presente e dos quais faz emanar determinado efeito. A investigação inicialmente toma como objeto a literatura gótica surgida na Europa do século XVIII: a transformação por ela efetuada nos hábitos de leitura e o lugar central que ocupa no debate estético romântico. A análise desse fenômeno permite estabelecer paralelos com a produção literária brasileira e entender de que forma a consagração do paradigma crítico realista levou o horror à condição de vertente literária desviante quando considerados os cânones literários brasileiros.”

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