Arquivo da categoria: Ensaios

Romance Gótico e a Obra de Cornélio Penna (Josalba Fabiana dos Santos)

0017b4“O clima de mistério que perpassa a obra de Cornélio Penna (1896-1958) – Fronteira (1935), Dois romances de Nico Horta (1939), Repouso (1948) e A menina morta (1954) – é intrigante. Principalmente porque não existe uma tradição do gênero na literatura brasileira. O que intensifica a curiosidade do leitor e da leitora é o fato de não se tratar do romance gótico tradicional. É verdade que algumas das características dessa estética são encontradas com facilidade: atmosferas penumbrosas e soturnas, narrativas fixadas no passado, ambientes isolados, monstros, fantasmas. Porém, esses elementos por si só não são suficientes para uma classificação rígida. No romance gótico eles têm uma função: dar sustos, deixar o leitor em suspense ou com medo. Na obra corneliana, o mistério encobre com a mesma intensidade que revela: não é um fim, é um meio. Meio que revela dissimulando um estado de violência ocasionado pelo patriarcalismo escravocrata”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XI Congresso Internacional da ABRALIC (2008). Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Crime, exotismo e perversão em João do Rio (Luiz Morando)

demoli_oes“Breve análise de três contos de João do Rio, publicados em Dentro da noite. O estudo destaca-lhes os traços que permitem ler nesse autor as relações entre as novas normas de urbanidade e de cosmopolitismo, vigentes a partir da reforma urbana do Rio de Janeiro, e as marcas de exotismo e perversão manifestas nas situações narrativas e nas personagens.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na  Revista Aletria, v. 20, n. 3. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


A estética gótica na literatura e no cinema (Alex Martoni)

nosferatu-1922-5“Este trabalho tem como objetivo pensar sobre as especificidades da estética gótica na literatura e no cinema. Nessa perspectiva, busca-se identificar e analisar o conjunto de signos visuais e auditivos que singularizam essa modalidade ficcional. Intenta-se, ainda, compreender suas formas de recepção, tanto no âmbito tradicional, suscitando o medo, quanto nos novos sentidos que as mídias contemporâneas conferem a essa expressão estética.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XII Congresso Internacional da ABRALIC (2011). Republicamos aqui, com autorização da próprio autor, com fins puramente acadêmicos. 


Úrsula e a vertente do gótico feminino no Brasil (Ana Paula A. dos Santos)

o-pesadelo“No presente trabalho pretendemos analisar de que forma a tradição feminina do Gótico explorou a conflituosa relação entre as personagens mulheres e os seus antagonistas. Para tanto, propomos uma leitura de Úrsula (1859), romance da escritora brasileira Maria Firmino dos Reis, cujo enredo explora o abuso de poder e a opressão gerada pelas leis familiares, e tem, na figura do vilão gótico, um páter-famílias, a principal causa dos horrores da narrativa.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Mulheres e Literatura, v.19. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


O lúgubre e a morte nos desenhos animados de Tim Burton (Mariana Silveira dos Santos Rosa & Michel Goulart da Silva)

large“Discute-se neste artigo as representações do lúgubre e da morte no desenho animado Noiva Cadáver, dirigido por Tim Burton, problematizando a forma como nessas narrativas o mundo dos mortos é representado de forma positiva em contraste com um mundo dos vivos triste e perigoso. Procuraremos discutir também de que forma o imaginário acerca da morte construído nos últimos séculos dialoga com a forma da composição do filme de Tim Burton.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Litteris. v. 01, n. 12. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Frenético e melodrama: os vampiros de Polidori e Nodier (Ana Luiza Silva Camarani)

superimagem-megacurioso-193894120004184784“Charles Nodier foi um dos grandes responsáveis pela divulgação do romance gótico ou roman noir na França, o qual passou a denominar ‘frenético’, remetendo ao exagero que caracterizaria esse tipo de literatura. No início do século XIX, no romantismo francês, uma intensa circulação estabelece-se entre o frenético e o melodrama em um intercâmbio de autores, motivos e procedimentos literários. A partir de 1820, o melodrama instala-se no sobrenatural, sobretudo com Le vampire de Nodier, composto em colaboração com Jouffroy e Carmouche; esse melodrama, adaptado do texto de Polidori, The vampire, publicado em 1819, harmoniza-se com o retorno de popularidade por que passa o gothic novel. Essa união do frenético ao melodrama deixa ver duas tendências literárias bastante fecundas no romantismo francês, que se irmanam ainda no sentido em que respondem aos anseios de um público fatigado por séculos de racionalismo e ávido por toda a espécie de sensações e sentimentos.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Itinerários, n. 34 (2012). Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


O imaginário do cadáver em decomposição: das danças macabras ao “roman-charogne” (Juliana Schmitt)

“A imagem do cadáver humano em seus processos de 66ca237da6c114a044a5cd22939c0019decomposição post-mortem se tornou parte das manifestações culturais e artísticas no Ocidente a partir do surgimento dos temas macabros na Baixa Idade Média, em especial nas ‘Danças Macabras’, entre outros. Verdadeira obsessão medieval, o corpo em putrefação reapareceria como objeto estético na literatura de horror do Romantismo, que se convencionou denominar ‘gótica’. Dentre essa produção, destaca-se o chamado ‘roman-charogne’, gênero que abusava da referência macabra, explorando as características do cadáver decomposto de maneira sem antecedentes. O artigo busca levantar esses exemplares e problematizar a presença do morto putrefato neles, que responderia a demandas específicas de suas épocas.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na revista Ilha do Desterro – Revista de língua inglesa, literaturas em inglês e estudos culturais, v. 68, n. 3. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.