Arquivo da categoria: Ensaios

Se eles apenas soubessem que ela tinha o poder: a monstruosidade feminina em Carrie, a estranha (Gabriela Müller Larocca)

Resultado de imagem para carrie 1976“A aproximação do feminino com o monstruoso é algo comum em diversas sociedades e invoca o medo da diferença e do corpo feminino. Nosso objetivo ao longo desse trabalho é analisar a produção cinematográfica estadunidense Carrie, a Estranha, lançada em 1976, e suas representações de gênero e sexualidade. Ademais, refletiremos acerca da feminilidade no gênero fílmico de horror, como parte de uma longa tradição cultural que a associa ao mal, despertando medos e inseguranças. Sendo assim, podemos argumentar que a presença da monstruosidade feminina no horror diz muito mais respeito à medos masculinos do que à desejos ou subjetividades femininas.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente nos  Anais do XXVIII Simpósio Nacional de História. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.

 


A emergência do Complexo de William Wilson (Vinicius Lucas de Souza e Aparecido Donizete Rossi)

Imagem relacionada“Ao se vislumbrar o conto “William Wilson” (1839), de Edgar Allan Poe, o tema do duplo (Doppelgänger) perpassa toda a narrativa. Com a premissa de que esse conto é um marco nessa temática, como afirma Otto Rank, estudioso de tal motivo, pode-se dizer que a denominação “Complexo de William Wilson” seja adequada para representar a existência de uma segunda personagem que compartilha traços físicos e psíquicos de uma primeira. O presente artigo pretende demonstrar como os pilares/fatores do referido Complexo articulam-se no conto “William Wilson”, de Poe e como encontram seu início em “O homem da areia” (“Der Sandmann”, 1816), de E. T. A. Hoffmann, além de apresentar a revisitação a esse Complexo no romance O retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray, 1890-1891), de Oscar Wilde.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Vocábulo. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.

 

 


Flores monstruosas: a estética do grotesco na ficção decadente (Daniel Augusto)

Resultado de imagem para huysmans a rebours“À primeira vista, pode parecer paradoxal afirmar que a literatura decadente, reconhecida por seu caráter aristocrático, pelo seu pessimismo e por sua busca por refinamento, tenha produzido sistematicamente figuras grotescas. A comparação soa ainda mais inusual quando se constata a utilização do termo grotesco para descrever algumas obras de arte que provocariam um efeito cômico, como, por exemplo, caricaturas. Além disso, os estudos sobre essa categoria estética, mesmo quando não a associam diretamente a artes populares, quase não dão destaque à literatura fin-de-siècle como uma de suas realizações históricas. Para estabelecer essa relação, é preciso buscar uma delimitação do conceito de grotesco. Tal tarefa se mostra complexa, pois, ao longo da história, a palavra grotesco foi empregada para designar objetos bastante diversificados entre si, a ponto de ter seu sentido conceitual diluído. Do estilo de Rabelais a formas de arte decorativa italiana, de música, de dança e até mesmo a um grupo tipográfico, o termo teve ora sentido de substantivo, ora de adjetivo.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro de ensaios das Jornadas FantásticasRepublicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Terror e Deleite: o sublime terrível em “A guarida de pedra” de Fagundes Varela (João Pedro Bellas)

Resultado de imagem para a guarida de pedra fagundes varela“O objetivo deste ensaio […] é analisar “A guarida de pedra”, tomando-a como uma produção gótica, à luz da teoria estética de Edmund Burke. A hipótese de trabalho é a de que as principais estratégias narrativas para a produção de um efeito sublime são, por um lado, o elemento sobrenatural aliado à descrição espacial e, por outro, a narração em moldura. Assim, na análise aqui proposta, dar-se-á ênfase à construção do espaço ficcional, e à moldura como um artifício para promover o distanciamento necessário ao sublime. Para tanto, pretendemos fazer, em um primeiro momento, algumas breves reflexões teóricas que possibilitarão uma melhor compreensão da narrativa de Varela.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro de ensaios das Jornadas FantásticasRepublicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Frankenstein e as contradições da modernidade (Michel Goulart da Silva)

1303-lras-13-o+mason-williams-tattoo+frankenstein“Neste ensaio discute-se o romance Frankenstein, escrito por Mary Shelley, a partir das representações das contradições sociais que são expressas em suas páginas. Procura-se mostrar de que forma a obra, vinculada à escola romântica, se insere numa perspectiva crítica acerca da modernização pela qual passava a Europa no começo do século XX. Ademais, situa-se o romance de Mary Shelley em diálogo com outras produções literárias, anteriores e contemporâneas.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.1 (2018). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Crônica da Casa Assassinada: a desconstrução do espaço e dos sujeitos (Ângelo Pereira da Fonseca Neto)

Resultado de imagem para mansão dos menezes lucio cardoso“Este trabalho propõe analisar o romance Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso, nas relações estabelecidas entre o espaço da Casa e as personagens que compõem o enredo da trama. Segundo se percebe, e tendo-se em vista que esse romance dialoga intimamente com questões relativas ao mal, considera-se que a desarticulação material da Casa pode ser lida como uma metáfora da degradação moral da família Meneses.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Revele, n. 7. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.

 


Bem-aventurados os que podem impunemente praticar o mal: “A causa secreta”, de Machado de Assis (André Luis Rodrigues)

Resultado de imagem para a causa secreta machado de assis“O artigo dedica-se à leitura do conto “A causa secreta”, de Machado de Assis, buscando discernir alguns dos “níveis de realidade” (Ítalo Calvino) presentes na narrativa. A crueldade, a agressividade e a maldade são, por assim dizer, decantadas pelo escritor na figura de Fortunato, que pode exercê-las sob o disfarce do altruísmo e, dada a sua condição social, sem qualquer receio de castigo ou sanção, mas também se deixam entrever, modificadas para além de qualquer reconhecimento imediato e com consequências muito diversas, em vários aspectos da vida e das ações humanas formalizadas no conto. É assim que podem ser divisadas, com base no conceito freudiano de “pulsão de morte”, na origem da curiosidade de Garcia, que é também compartilhada pelos leitores, ou na própria criação e fruição estética, em que estão envolvidos escritor e leitor.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Aletria, v. 27, n. 1 (2017).Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.