Arquivo da categoria: Ensaios

Aspectos góticos na estrutura narrativa de “Sarapalha”, de Guimarães Rosa (Júlio França e Daniel Augusto P. Silva)

Resultado de imagem para sarapalha guimarães rosa“Este artigo tem por objetivo analisar a construção narrativa do conto “Sarapalha”, escrito por Guimarães Rosa e publicado em Sagarana (1946). Partimos da hipótese de que a estrutura do texto se baseia em elementos próprios da poética do gótico literário, tais como a apresentação do espaço como locus horribilis, a presença de personagens com aspectos monstruosos, a exploração, no plano temático, da morte e da doença, e, sobretudo, a criação de uma temporalidade circular e fantasmagórica.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Revista Nonada, v. 2, n. 29 (2017). Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Quadros do Gótico na poesia brasileira (Fernando Monteiro de Barros)

Resultado de imagem para gótico na poesia brasileira“Em três diferentes momentos da poesia brasileira – Tarde (1919), de Olavo Bilac; Talvez poesia (1962), de Gilberto Freyre; Rua do mundo (2004), de Eucanaã Ferraz – podemos perceber a presença do Gótico em nossa literatura, em uma espécie de narrativa recalcada da cultura brasileira. O Gótico é um gênero que desliza entre os gêneros literários e transita entre a alta cultura, a cultura de massa e a cultura popular, além de ultrapassar as fronteiras do mundo anglo-saxão onde surgiu. Aqui, propomos a categoria de “Gótico brasileiro”, ou Brazilian Gothic, para perscrutarmos a manifestação desta estética das brumas espessas e dos castelos sombrios na literatura de um país solar, tropical e pertencente ao Novo Mundo como o Brasil.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro de ensaios Estudos do GóticoRepublicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


“Gótico no Brasil”, “Gótico Brasileiro”: o caso de Fronteira, de Cornélio Pena (Júlio França)

Resultado de imagem para fronteira cornelio penna“Fronteira (1935), obra de estreia de Cornélio Pena (1896-1958), vem atraindo, nos últimos anos, a atenção de muitos estudiosos da literatura gótica no Brasil, tais como Fernando Monteiro de Barros (2014) e Josalba Fabiana dos Santos (2012). Os estudos contemporâneos têm aprofundado a percepção de Luís Costa Lima, que, no livro “A perversão do trapezista” (1976), primeiro chamou atenção para os aspectos góticos do romance do escritor petropolitano. A comunicação ora proposta pretende justamente desenvolver essa hipótese, ao descrever “Fronteira” como uma das primeiras e mais bem acabadas realizações do que iremos chamar de “Gótico Brasileiro”, em oposição à ideia de ‘Gótico no Brasil'”.

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XVI Encontro Abralic. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Poética gótica e movimentos messiânicos: o caso Canudos (Hélder Brinate)

Resultado de imagem para guerra de canudos ilustração“A crítica e a historiografia literárias brasileiras, ao examinarem narrativas que tematizam movimentos messiânicos, atêm-se mais à documentação de tais organizações socio-religiosas do que aos recursos formais e estéticos utilizados pelos autores. As análises dos recorrentes eventos sobrenaturais e das descrições lúgubres dos rituais místico-religiosos não costumam, pois, apreender o seu potencial estético e sua possível relação com a poética gótica. Tencionando preencher tal lacuna, pretende-se averiguar técnicas ficcionais do Gótico – sobretudo a conformação de loci horribiles e de personagens monstruosas – manejadas por Afonso Arinos em Os Jagunços: novela sertaneja (1898) e por Euclides da Cunha em Os Sertões (1902).”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XVI Encontro Abralic. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Horror e empatia: a figura do cientista em “Do Além” (1934), de H.P. Lovecraft (Marina Sena)

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“O presente trabalho busca analisar, a partir do estudos sobre empatia de Simon Baron-Cohen, como se dão vínculos emocionais estabelecidos entre leitor e personagem monstruosa. Procurarei demonstrar que a descrição que Baron-Cohen faz de constructos empáticos, e do indivíduo localizado no grau zero de empatia, é uma chave para se compreender melhor o arquétipo do cientista na literatura de horror. Como estudo de caso será analisado o cientista do conto “Do além” (1934), de H. P. Lovecraft, que ultrapassa o limite do que deve e pode ser conhecido.”

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Nos subsolos da ópera: uma reflexão teórica acerca do fantástico na narrativa “O Fantasma da Ópera”, de Gaston Leroux (Ana Cristina dos Santos e Jhonatan Rodrigues)

Resultado de imagem para o fantasma da ópera ilustração“O presente artigo possui o escopo de realizar algumas ponderações acerca da narrativa O fantasma da ópera (1911), de Gaston Leroux. Compenetra-se em discussões estritamente teóricas ao apresentar-se a teoria do Fantástico, concernente à literatura, sob as perspectivas teóricas de dois dos mais insignes estudiosos deste eixo temático: David Roas (2014) e Tzvetan Todorov (1980), com o intuito de demonstrar as confluências e discrepâncias entre um e outro autor. Também há uma exposição sumária da obra literária O fantasma da ópera a fim de contextualizar o leitor que não tenha lido o romance. Encerra-se o ensaio em uma reflexão minuciosa sobre o estatuto fantástico/maravilhoso na obra supracitada, partindo da premissa, respaldada pelos argumentos de Roas e Todorov, de que, para ser literatura fantástica, é necessário que haja a presença de um elemento sobrenatural que porá em dúvida a percepção da realidade do leitor.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, nº 05. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


O páter-famílias como vilão gótico em Úrsula, de Maria Firmina dos Reis (Ana Paula Santos e Júlio França)

Resultado de imagem para úrsula maria firmina dos reis“Publicado em 1859 pela escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, Úrsula pode ser considerado um dos primeiros romances escritos por uma mulher em nossa Literatura Brasileira. A obra, contudo, permaneceu por longo tempo longe de qualquer apreciação ou análise, e sua autora desapareceu dos nossos registros literários. O presente artigo propõe uma leitura desse romance que só recentemente têm despertado o interesse dos estudos literários brasileiros. Nele, são observáveis várias convenções narrativas góticas, principalmente no que se refere aos procedimentos de caracterização dos vilões, cujas ações transgressoras constituem-se como fonte de horror tanto para as demais personagens quanto para os próprios leitores. Pretendemos levar em conta a tradição a qual Úrsula está filiada: o Gótico, ou, mais especificamente, a vertente feminina do Gótico. Para tal feito, contamos com as proposições de David Punter (1996) e de Fred Botting (1996), e com as teorias a respeito do Gótico feminino de Gilbert & Gubar (1979), Diane Hoeveler (1998) e Anne Williams (1995). Nossa hipótese central é a de que Reis, tal como a de outras escritoras oitocentistas, tenha sido vítima do desprezo com que a historiografia brasileira tratou a poética gótica.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Soletras, nº 34. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.