Arquivo do autor:William Wilson

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família."

Os monstros e os escribas: monstros e origens no manuscrito de Beowulf (Gesner Las Casas Brito Filho)

Resultado de imagem para beowulf monsters“O manuscrito de Beowulf, hoje em poder da British Library em Londres, conhecida também como Nowell Codex (Cotton Vitellius A.xv) é composto pelos seguintes textos: Vida de São Cristovão, Maravilhas do Orient, Carta de Alexandre para Aristóteles, Beowulf, e Judite. As figuras dos monstros presentes no manuscrito de Beowulf estão conectadas em uma lógica maior que une todos os textos do manuscrito: as origens anglo-saxônicas. Um Oriente idealizado, que é a origem dos males e ao mesmo tempo dos elementos considerados benéficos desta sociedade. Estes males, personificados nas figuras dos monstros são os elementos que se confrontam com aquilo que seria considerado como um modelo idealizado de sociedade pelos anglo-saxões próximo ao ano 1000, que é o período de compilação do manuscrito.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista do Colóquio, v.5, n.8. Republicamos aqui com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.

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(De)Composições do corpo físico e social: a emergência do zumbi na ficção norte-americana contemporânea (Anderson Soares Gomes)

Resultado de imagem para zombies“Um dos mais populares monstros do período contemporâneo, o zumbi se configura como significante privilegiado para captar as ansiedades do início do século XXI. Surgido nas narrativas de viagem de exploradores do Haiti no início do século XX, e depois adquirindo status de principal criatura do cinema de horror da atualidade, o zumbi vem servindo como alegoria para autores da literatura norte-americana tematizarem discussões sobre os limites da civilização, do corpo, e da própria noção de self. O presente trabalho se concentra em dois romances essenciais para melhor compreender o zumbi como símbolo da (de)composição do mundo contemporâneo. O primeiro é Zone One, de Colson Whitehead, que mostra a tentativa de reconstrução da cidade de Nova York após a infestação da cidade pelas criaturas. O romance também apresenta uma variação bastante peculiar e complexa do zumbi: o straggler. A segunda obra aqui discutida é Guerra Mundial Z, de Max Brooks, que traça um mosaico de personagens e narra os acontecimentos de uma guerra contra zumbis que praticamente extinguiu a humanidade. Os dois romances discutem, em suas narrativas, como o zumbi problematiza noções de alteridade por ser uma criatura despida de subjetividade, mas que ainda assim preserva traços humanos. Além disso, os mortos-vivos servem como exemplo máximo para o conceito de “estranho” (unheimlich), como analisado por Freud. Assim sendo, este trabalho pretende investigar a ascensão do zumbi como metáfora do momento atual na literatura norte-americana contemporânea e discutir como esse monstro tão assustador serve como representação do zeitgeist deste início de século.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Gragoatá, v.18, n. 35. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Zone One (Colson Whitehead)

“Não era mais um skel, mas a versão de algo que precedia as ansiedades. Agora era um daqueles empresários arruinados ou demitidos que fingiam ir para o escritório por causa da família […] A cidade já tinha há algum tempo carregado sua própria praga. Sua infecção havia convertido essa criatura em um membro do seu grupo de perdedores, em mais um de seus falidos e desiludidos […] Ele os havia visto caminhando pelas calçadas em sua tristeza […] Essa criatura diante deles era o homem no ônibus que ninguém sentava perto […] a coisa que os novos funcionários diziam que nunca iriam se tornar mas é claro que era o que acontecia com alguns deles.”

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Guerra Mundial Z: uma história oral da Guerra Zumbi (Max Brooks)

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“Talvez essa seja a punição deles por explorar e roubar as “nações vítimas do sul”. Talvez, ele disse, ao manter a “hegemonia branca” distraída com seus próprios problemas, a invasão dos mortos-vivos possa permitir que o resto do mundo se desenvolva “sem intervenção imperialista.” Talvez os mortos-vivos tenham trazido mais do que apenas devastação para o mundo. Talvez, no final, eles tenham trazido justiça para o futuro.”

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Heathcliff: a representação gótica sublime do Mal em O Morro dos Ventos Uivantes (Alessandro Yuri Alegrette)

Resultado de imagem para wuthering heights“Este artigo procura apontar as prováveis origens de Heathcliff dentro da tradição literária inglesa e do romance gótico. Considerado pela crítica literária uma das grandes criações da escritora inglesa Emily Brontë, Heathcliff reúne em sua composição todas as características do vilão. Misterioso, cruel e capaz de cometer atos terríveis, alguns para demonstrar o amor intenso que sente por sua amada, esse personagem desafia a continuidade das convenções morais e sociais do século XIX. Assim, procuro ressaltar alguns aspectos sinistros desse personagem, que provavelmente tem suas origens no contexto histórico da era vitoriana, em obras clássicas da literatura inglesa e nas criaturas monstruosas, destacando-se dentre elas, o vampiro que aparece de forma recorrente em textos góticos publicados nesse período.”

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(*)Republicamos esse ensaio aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Rubem Fonseca: a representação da violência e das relações de poder enquanto agressão ao leitor no conto “O Cobrador” (Antonio Guizzo)

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“Em  linguagem concisa, contundente e perturbadora, a literatura de Rubem Fonseca procura revelar, nos menores detalhes, a violência, as diferenças econômicas, erotismo e as relações de poder surgidas nas grandes metrópoles. Nesta perspectiva, este artigo pretende analisar o conto “O cobrador”, no qual a voz do elemento marginalizado exibirá, por meio da violência, as falhas da sociedade moderna e conduzirá o leitor à incomoda reflexão sobre seus princípios, valores e leis, ora pela empatia, ora pela aversão ao indivíduo transgressor e seu discurso.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Terra Roxa e outras terras, v.21. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


O Cobrador (Rubem Fonseca)

“Saquei o 38 e atirei no pára-brisas […] O sujeito estava deitado com a cabeça para trás, a cara e o peito cobertos por milhares de pequeninos estilhaços de vidor. Sangrava muito de um ferimento feio no pescoço e a roupa branca dele já estava toda vermelha. […] você vai morrer, ô cara, quer que eu te dê um tiro de misericórdia?”

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