Arquivo do autor:William Wilson

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família."

Crônica da Casa Assassinada: a desconstrução do espaço e dos sujeitos (Ângelo Pereira da Fonseca Neto)

Resultado de imagem para mansão dos menezes lucio cardoso“Este trabalho propõe analisar o romance Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso, nas relações estabelecidas entre o espaço da Casa e as personagens que compõem o enredo da trama. Segundo se percebe, e tendo-se em vista que esse romance dialoga intimamente com questões relativas ao mal, considera-se que a desarticulação material da Casa pode ser lida como uma metáfora da degradação moral da família Meneses.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Revele, n. 7. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.

 


Bem-aventurados os que podem impunemente praticar o mal: “A causa secreta”, de Machado de Assis (André Luis Rodrigues)

Resultado de imagem para a causa secreta machado de assis“O artigo dedica-se à leitura do conto “A causa secreta”, de Machado de Assis, buscando discernir alguns dos “níveis de realidade” (Ítalo Calvino) presentes na narrativa. A crueldade, a agressividade e a maldade são, por assim dizer, decantadas pelo escritor na figura de Fortunato, que pode exercê-las sob o disfarce do altruísmo e, dada a sua condição social, sem qualquer receio de castigo ou sanção, mas também se deixam entrever, modificadas para além de qualquer reconhecimento imediato e com consequências muito diversas, em vários aspectos da vida e das ações humanas formalizadas no conto. É assim que podem ser divisadas, com base no conceito freudiano de “pulsão de morte”, na origem da curiosidade de Garcia, que é também compartilhada pelos leitores, ou na própria criação e fruição estética, em que estão envolvidos escritor e leitor.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Aletria, v. 27, n. 1 (2017).Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


O mal em “A Professora Hilda” de Lúcio Cardoso (Gabriel Rosa, Carolina Reedjik e Moacir Felisbino)

Resultado de imagem para a professora hilda lucio cardoso“O mal e a prática do mal são umas das condições inerentes ao ser humano que sempre suscitaram profundos questionamentos. Tais questionamentos, levantados por estudiosos e filósofos das ciências humanas, levaram aos mais complexos resultados. Lendo em chave fenomenológica a novela de Lúcio Cardoso, A Professora Hilda, o presente estudo buscou responder à pergunta sobre o que é o mal, tendo como suporte a análise da obra citada. Lúcio Cardoso mostra que o mal é algo intrínseco ao homem e que todo ser humano busca a potência. A personagem movida por toda a sorte de sentimentos e de atitudes transfere a busca pela potência para o âmbito humano, restando-lhe a impotência. No entanto, por meio de suas mazelas, é levada à transcendência. O presente estudo tem como finalidade perscrutar e analisar a presença, a ação e a prática do mal em A Professora Hilda, de Lúcio Cardoso”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Crátilo, Vol. 10, n.2 Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


O realismo grotesco e o grotesco onírico em “Romance Negro”, de Rubem Fonseca (Luís Otávio Hott)

Resultado de imagem para romance negro rubem fonseca“O presente estudo tem como objetivo analisar as estratégias narrativas que viabilizam a representação da estética do realismo grotesco no conto “Romance negro”, presente na obra Romance negro e outras histórias, de Rubem Fonseca, propondo a consideração desta estética literária operando a partir de duas vias principais na obra do autor: a realidade grotesca, abjeta, assustadora, aterradora; e a realidade dos sonhos, o onirismo como forma de escapar da realidade e criar assim uma realidade própria, que serve como forma de protesto frente ao mundo reificado da sociedade capitalista moderna. Ambas representações são atingidas através de suas relações com a estética do grotesco, concebida por sua capacidade de unir paradoxos, neste caso, o paradoxo do sonho e da realidade.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Scripta, v. 20, n. 39 (2016). Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Fronteiras difusas: o real e o fictício na literatura de crime (Pedro Sasse)

Resultado de imagem para literatura de crime“A literatura de crime é um dos temas que mais se mostram pródigos na produção desses textos limítrofes, sendo encontradas desde sua ascensão, no século XIX, em diversos subgêneros, como crônicas criminais, compilações de julgamentos, biografias de assassinos, romances baseados em crimes famosos etc. Dessa forma, acreditamos que a prodigalidade de obras de crime que buscam certa proximidade com o real é um sintoma de que tal elemento é um importante intensificador dos efeitos estéticos causados no público, que teria sua empatia pelas personagens ampliada diante dessa conexão do relato com a realidade. Para tentar demonstrá-lo, buscaremos, primeiro, expor como a literatura de crime estabelece esse diálogo com o real, para, depois, tentar entender, a partir de Iser, que processos são utilizados na produção dessas obras fronteiriças. Por último, buscamos relacionar essa estratégia à produção do medo de forma geral.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro de ensaios das Jornadas FantásticasRepublicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Do inominável ao cientificamente explícito: monstros lovecraftianos (Aparecido Donizete Rossi e Nathalia Scotuzzi)

Resultado de imagem para cthulhu“Um dos pontos temáticos da obra de H. P. Lovecraft mais reconhecidos e comentados são seus monstros peculiares e inéditos. Cthulhu, por exemplo, é um dos monstros mais conhecidos da cultura pop dos séculos XX e XXI. Apesar disso, a crítica comumente considera apenas um grupo de seus monstros como paradigma para toda a sua obra: seres gelatinosos e tentaculares, impossíveis de serem descritos com precisão. A intenção desse artigo é demonstrar que Lovecraft apresentou, no percurso de sua carreira, diferentes tipos de monstruosidades, por vezes amorfos e inomináveis, mas por outras descritos cientificamente. Pretendemos, assim, elencar cada uma dessas categorias de monstruosidades e analisar suas implicações dentro de cada obra, a partir das reflexões de Luiz Nazário e Noël Carroll.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, nº 04. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Linguagens do insólito: a construção estilístico-textual do grotesco na ficção decadente (Daniel Augusto)

Resultado de imagem para la bas huysmans“Tanto a literatura gótica quanto a ficção fantástica empregaram técnicas características da poética do grotesco para criar personagens e situações não apenas sobrenaturais, mas também capazes de causar horror e repulsa como efeitos de recepção. Por gerar seres disformes, sem unidade aparente e de difícil subsunção a categoias racionais, a arte grotesca é, de fato, pródiga em produzir tanto a hesitação própria ao fantástico quanto o medo essencial às narrativas de horror. No final do século XIX, a ficção decadente, tributária dessas duas tradições literárias, em sua busca por experiências estéticas originais e intensa, valeu-se sistematicamente de procedimentos típicos do grotesco literário. Este trabalho irá se centrar na descrição dos elementos grotescos no plano estilístico, como a partir do uso recorrente de neologismos e de palavras raras, de construções sintáticas inesperadas, além de inversões na ordem típica das estruturas sintagmáticas. Ao contrário do que a crítica muitas vezes apontou, tal estilo de escrita não foi fruto de uma erudição vazia ou de simples dialetantismo artístico; na verdade, sua utilização foi intencional, voltada exatamente para intensificar a fruição estética. A fim de demonstrar o emprego dessas estratégias textuais e estilísticas empregadas pela ficção decadente, analisamos trechos do romance Là-bas (1891), de J.-K. Huysmans, e o conto “Agonia por semelhança”, publicado por Gonzaga Duque em Horto de Mágoas (1914).”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, nº 05. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.