Arquivo do autor:William Wilson

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família."

A relação homem-ciência no Brasil da Belle Époque: uma análise de Esfinge, de Coelho Neto (Dayane Andréa Rocha Brito & Naiara Sales Araújo Santos)

Imagem1“[A] presente pesquisa visa fazer um estudo do período que antecedeu os movimentos da FC brasileira, estabelecendo a relação entre homem e ciência no contexto brasileiro durante o início do século XX, por meio da introspecção do personagem central de Esfinge, o misterioso andrógino James Marian. Para isso, serão pontuados os elementos característicos da visão científica brasileira no início do século XX, presentes na obra, a fim de caracterizar a Ficção Científica no contexto brasileiro durante período a qual se insere, além de analisar o comportamento do personagem central da trama como reflexo do temor da sociedade por criações científicas para que se entenda a relação entre sua reclusão e a visão de ciência que vigorava na época em que a obra foi escrita.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente em Ficção científica brasileira: cultura, identidade e política, EDUFMA, 2015. Republicamos aqui, com autorização das próprias autoras, com fins puramente acadêmicos.


Ossos do ofício: linguagem e violência em Rubem Fonseca (Sarah Diva Ipiranga)

pena-1“Análise da construção da imagem da violência nos contos de Rubem Fonseca por meio de recursos expressivos do código linguístico que criam o estado ‘brutal’ das narrativas. Através da referencialidade, da metonímia e da descrição, o narrador monta uma rede textual em que retrata situações de extrema violência e crueldade, como também personagens que se revelam por um discurso permeado de signos que agenciam o caráter letal de suas ações. O estilo, nomeado de hiper-realista, cria essa impressão de uma realidade ampliada e intensificada pelo impacto que a linguagem deposita nas cenas narrativas. Através da análise detalhada das categorias propostas em diálogo com os contos selecionados, deseja-se mostrar que o excesso referencial não subtrai a simbolização inerente à linguagem.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na revista O Eixo e a Roda, v. 24, n. 1. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Dentro da Noute: Contos Góticos

Dentro-da-Noute-CapaO Grupo de Pesquisa Estudos do Gótico tem a honra de divulgar o lançamento da antologia Dentro da Noute: Contos Góticos, editada pelo Projecto Adamastor e organizada por Ricardo Lourenço. Com um total de vinte e sete textos, treze de autores portugueses, como Alexandre Herculano e Camilo Castelo Branco, e quatorze de autores brasileiros, como Machado de Assis e Inglês de Sousa, Dentro da Noute pretende exibir uma amostra das manifestações da poética gótica nas letras luso-brasileiras.

Dentro da Noute está disponível gratuitamente em formato EPUB e MOBI. Tenha acesso aos links para download aqui.


O espaço gótico e a questão de leitura em Northanger Abbey, de Jane Austen (Priscila Campos)

Nothanger Abbeynothangerabbey é uma paródia da ficção gótica escrita por Jane Austen e publicada, postumamente, em 1818. Austen escreveu esse romance no momento em que a ficção gótica havia alcançado seu clímax de popularidade no final do século XVIII. Austen apresenta, neste romance, um problema de interpretação: a protagonista, Catherine Morland, é incapaz de compreender os limites entre o mundo ficcional e sua realidade. Tal limitação, muitas vezes, é enfatizada através de um aspecto formal da narrativa – o espaço. Catherine constrói sua ilusão através da associação entre o espaço estereotipado do romance gótico e o mundo que a cerca. As dificuldades que Catherine enfrenta não estão apenas ligadas a como Catherine vê o mundo ao seu redor, mas como ela o interpreta. Por esse motivo, este artigo tenciona discutir como o espaço, um aspecto formal da narrativa, é responsável pela ilusão em torno do romance ao qual Catherine está submersa.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Em Tese, v. 22, n. 1Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos


Northanger Abbey (Jane Austen)

il_570xn-346758559“Ninguém que tenha visto Catherine Morland em sua infância poderia supor que ela tivesse nascido para ser uma heroína. Sua situação na vida, o caráter de seu pai e de sua mãe, sua própria pessoa e seu ânimo, tudo se mostrava igualmente contra ela. Seu pai, um clérigo, não era desafortunado ou pobre – um homem muito respeitável, embora seu nome fosse Richard, e nunca fora bonito. Tinha uma considerável autonomia, além de dois salários; e nem de longe era dado a trancafiar suas filhas. Sua mãe, dona de um apropriado senso comum, tinha bom temperamento e – o que era mais notável – uma boa constituição. Teve três filhos antes de Catherine nascer. E, ao invés de morrer ao trazer esta última ao mundo, como seria de se esperar, ela ainda viveu – viveu para ter mais outros seis filhos e vê-los crescer ao seu redor, enquanto gozava de excelente saúde.”

Leia aqui o romance completo, em inglês


“Eu adoro o horror”: abjeção e testemunho no conto “O bebê de tarlatana rosa”, de João do Rio (João Paulo Ayub)

000727_g“Para João do Rio, ‘a alma da rua só é inteiramente sensível a horas tardias’. O artigo trabalha a relação entre a linguagem, o testemunho e abjeção no conto ‘O bebê de tarlatana rosa’. Na análise do conto, a Rua e o Carnaval surgem enquanto dimensão existencial e espaço privilegiado de manifestação de aspectos fundamentais da dinâmica da vida do indivíduo e da coletividade.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revisa Gragoatá, v. 21, n. 41 . Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Romance Gótico e a Obra de Cornélio Penna (Josalba Fabiana dos Santos)

0017b4“O clima de mistério que perpassa a obra de Cornélio Penna (1896-1958) – Fronteira (1935), Dois romances de Nico Horta (1939), Repouso (1948) e A menina morta (1954) – é intrigante. Principalmente porque não existe uma tradição do gênero na literatura brasileira. O que intensifica a curiosidade do leitor e da leitora é o fato de não se tratar do romance gótico tradicional. É verdade que algumas das características dessa estética são encontradas com facilidade: atmosferas penumbrosas e soturnas, narrativas fixadas no passado, ambientes isolados, monstros, fantasmas. Porém, esses elementos por si só não são suficientes para uma classificação rígida. No romance gótico eles têm uma função: dar sustos, deixar o leitor em suspense ou com medo. Na obra corneliana, o mistério encobre com a mesma intensidade que revela: não é um fim, é um meio. Meio que revela dissimulando um estado de violência ocasionado pelo patriarcalismo escravocrata”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XI Congresso Internacional da ABRALIC (2008). Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.