Sobre o Grupo de Estudos

O Grupo de Estudos o Medo como Prazer Estético foi criado em 2009, sob a coordenação de Júlio França, Professor Adjunto de Teoria da Literatura e do Programa de Pós-graduação em Letras da UERJ.

Nosso objetivo é refletir sobre o que chamamos de medo artístico, uma peculiar emoção estética produzida por criações ficcionais. Se as emoções relativas à autopreservação são dolorosas quando estamos expostos às suas causas,  quando experimentamos sensações de perigo sem que estejamos realmente sujeitos aos riscos, isto é, quando a fonte do medo não representa um risco real a quem o experimenta, entramos no campo das emoções estéticas. O exercício de tais sensações parece ser capaz de produzir efeitos peculiares (catarse, sublimidade), sobre os quais os Estudos Literários vêm refletindo há séculos.

Nosso corpus de trabalho primário consiste no que temos chamado de literatura do medo – narrativas ficcionais que o senso comum agrupa sob termos concorrentes e sobrepostos, tais como “de horror”, “góticas”, “dark fantasy”, “sobrenaturais”, “de terror”, “fantásticas”, entre outros, mas que manteriam, como elemento comum, a capacidade e/ou intenção de produzir, como efeito de leitura, a emoção do medo.

Desde 2014, somos o Grupo de Estudos do Gótico No Brasil, focando-nos essencialmente em narrativas góticas e de horror brasileiras. Somos vinculados ao Grupo de Pesquisa Estudos do Gótico, reconhecido pelo CNPq, coordenado por Júlio França (UERJ) e Luciana Colucci (UFTM).

CONTATOS

Júlio França (julfranca@gmail.com)

Professor Adjunto de Teoria da Literatura e do Programa de Pós-graduação em Letras (UERJ). 

Luciano Cabral (lucianocabraldasilva@gmail.com)

Doutorando em Literaturas de Língua Inglesa (UERJ).

Pedro Sasse (pedro_sasse@hotmail.com)

Doutorando em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (UERJ).

Ana Paula A. Santos (ana_ads@hotmail.com)

Mestranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (UERJ-Capes).

Marina Sena (marinafsena@gmail.com)

Mestranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (UERJ).

Daniel Augusto (daniel.augustopsilva@gmail.com)

Graduando em Letras (UERJ), Bolsista de Iniciação Científica (FAPERJ).

Hélder Brinate Castro (helderbrinate@yahoo.com.br)

Graduando em Letras (UERJ), Bolsista de Iniciação Científica (FAPERJ).

João Pedro Bellas (joaolbellas@gmail.com)

Mestrando em Literatura Brasileira e Teoria da Literatura (UFF).

Erica Ingrid Florentino Gaião  (keka_ingrid@yahoo.com.br)

Mestranda em Literatura Brasileira (UERJ).

Mariana Saba Warrak (marianawarrak@yahoo.com.br)

Graduanda em Letras (UERJ), Bolsista de Iniciação Científica (FAPERJ).

Nicole Ayres Luz (nicolealuz@netway.psi.br).

Mestranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (UERJ).

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26 respostas para “Sobre o Grupo de Estudos

  • Carlinda Nuñez

    Parabéns pela iniciativa e pela qualidade das resenhas. É formidável pensar a literatura a partir do prazer de ler, de se intrigar com questões e até sentir certo temor, ao longo da leitura. Afinal, nunca se sabe o que se vai encontrar do outro lado da página…
    Muito bom, Júlio. Que seus alunos perseverem, lendo e escrevendo.
    Carlinda.

  • Alexander Meireles da Silva

    Formado pela UERJ e pela UFRJ estou aqui hoje na Universidade Federal de Goiás como professor adjunto de Língua Inglesa e Literaturas e é muito bom ver que o Fantástico vem ganhando espaço na minha querida e saudosa UERJ. Parabéns ao Júlio e principalmente aos alunos pela iniciativa e pela qualidade apresentada.

    Vida longa ao trabalho de vocês.

    Alex

  • Carlinda Nuñez

    Meus caros,
    Uma dica da ordem do “real”: não percam o documentário “José e Pilar”, sobre os últimos tempos de Saramago. Trata-se de uma homenagem ao Nobel da língua portuguesa, mas também ao amor.
    Abraços da
    Carlinda.

  • Carlinda Nuñez

    “MOER É PENSAR, PENSAR É MOER” – O CINEMA BRASILEIRO “NOIR”
    Fui assistir ao formidável “Reflexões de um liquidificador” (André Klotzel, Brasil, 2010), filme que está com o bonequinho dormindo, no caderno Rio-Show/O Globo. Fui, porque ouvi uma crônica do Jabor há algumas semanas, na CBN, tecendo os maiores elogios ao enredo, à interpretação da atriz principal (Ana Lúcia Torre), à personalidade politicamente incorreta do enredo. Jabor mais uma vez acertou em tudo.
    Mas não disse o que só nós, do ponto de vista da teoria da literatura, podemos dizer. Não falou sobre a arte construída nos limites do possível; nem na verossimilhança da obra centrada num objeto técnico que sente, pensa e fala; nem nas peculiaridades do gênero noir e de sua relação com os protagonistas (a viúva e o liquidificador); na necessidade interna de cada fato do enredo (que Aristóteles prescreve para a obra poética); na aparente, dissimulada, falsamente inocente presença da vizinha boazuda, carnuda, e de sua utilidade imprescindível para a trama principal (contrastante com a protagonista, a enfermeira e… de novo o liquidificador!); na escrachada sabedoria do detetive Fuinha e de seu nariz obsceno, porém inteligência de vampiro, que fareja sangue. Não disse o principal: que o filme é uma reflexão filosófica a partir do ponto de vista de um liquidificador decadente (a frase que se lê no título deste comentário é dele). A fala de abertura do filme, apresentada pelo aparelho falante, é simplesmente genial. E que toda a parte acústica do filme é uma história à parte, contada a partir de sons técnicos, melódicos, ruidosos e de um assovio afi(n)adíssimo, como lâmina, todos variantes temperamentais do barulho ensurdecedor e impertinente do liquidificador tagarela.
    Agora, para ser justa, rendo-me aos magníficos comentários de Jabor quanto à performance vocal de Selton Mello, na magnífica dublagem do liquidificador (ou será a ventriloquia deste que traz Seilton Mello, fantasmal, para a cena?).
    Claro que o filme corresponde a um trabalho de depuração que cineastas brasileiros dedicados ao gênero conheceram após Zé do Caixão. O filme, porém, se liga mais vivamente a outra linhagem, mais antiga e filosófica, nascida na literatura com Hoffmann (autor dos “Autômatos”, “O homem da areia” etc.), que explorou tematicamente o fascínio maldito das máquinas e seus poderes tecnomísticos.
    Deixo aqui a indicação de uma fonte preciosa para iluminar a leitura bruxuleante que vem das máquinas: “TECHNOGNOSIS – Myth, magic + mysticism in the age of information” (New York: Harmony Books,1998) de Erik Davis.
    Para quem puder, vale a pena conferir. Eu era a única espectadora na sala do cinema. Talvez sejamos capazes de reparar minimamente o prejuízo que uma crítica mal feita trará a um bom produto “noir” da indústria cinematográfica nacional.

  • Fernanda Jimenez

    Não posso deixar de recordar a Cortázar, quando penso em literatura fantástica. Seus contos sñao incríveis! Muito bacana o objeto de estudo do grupo, sucesso pra vocês!

    • William Wilson

      Os autores hispano-americanos sempre tiveram destaque na literatura fantástica. E embora fôssemos seus vizinhos, a literatura brasileira parece ter dado mais espaço ao realismo. Muito obrigado pelo comentário, Fernanda. (LC)

  • Mateus André

    A cada dia que passa encontro preciosidades nesse blog, principalmente da nossa Literatura Brasileira, que enriquece com as pesquisas de vcs!
    Parabéns!

  • Leonardo Vieira de Almeida

    Prezados,

    Parabéns pela iniciativa de proporem um grupo de estudos sobre o medo na literatura. No momento, venho estudando com insistência obsessiva o Simbolismo, fonte de tantas pesquisas no campo do medo. Termino de revisitar gravuras de Alfred Kubin e de ler o conto “Um prego, mais outro prego”, de Adelino Magalhães, e encontro, com grande felicidade, pessoas empenhadas neste campo específico de interesse. E, ainda mais, reencontro a Profa. Carlinda em meio às suas discussões, pessoa que tantas sementes fecundas plantou em minha seara literária.

    Atenciosamente,
    Leonardo Vieira de Almeida
    http://www.leonardovdealmeida.wordpress.com

  • Alda

    Quero parabenizá-los pelo excelente trabalho!

  • Claudirene

    Meus parabéns pelo excelente trabalho. Venho acompanhando as postagens do grupo, cada vez melhores!

  • Cecy

    Parabéns pelo site!

  • filostudyalotRoberta Domingues

    Olá, boa tarde!

    Quero dar parabéns ao grupo pelos estudos e gostaria de saber se existe alguma maneira de eu me manter em contato com vocês.
    Meu Nome é Roberta e sou aluna de mestrado pela Universidade São Judas Tadeu em São Paulo e meus estudos tem relação com Literatura e Filosofia, com foco em Edgar Allan Poe.

    Desde já agradeço pela atenção.

  • Taveira

    Fiquei muito feliz ao encontrar este blog que possui tantos membros e seguidores. Sentia-me solitária pesquisando nesta área.

  • Janete de Sousa

    Em primeiro lugar quero parabenizá-los pelo trabalho! Pretendo fazer minha monografia com o tema medo.Penso neste tema: Estudo das relações entre a morte o medo e o horror na obra o monstro e outros contos de Humberto de Campos.Poderia sugerir algumas obras para embasamento teórico que trate do medo como prazer estético?Desde já agradeço!

    • William Wilson

      Olá Janete, indicamos os seguintes artigos:
      – “Espaços tropicais da literatura do medo: traços góticos e decadentistas em narrativas ficcionais brasileiras do início do século XX”
      – “Fontes e Sentidos do Medo como Prazer Estético”
      – “Monstros reais, monstros insólitos: aspectos da Literatura do Medo em Bernardo Guimarães”
      – “Prefácio a uma teoria do ‘medo artístico’ na literatura brasileira”

      Nestes artigos você poderá encontrar nossa bibliografia.

  • ANA CLAUDIA BRIDA

    Olá, estudo o assunto e tenho duas monografias sobre o assunto no site Domínio Público e alguns artigos sobre o gênero publicados no Recanto das Letras e em livros. Gostei do site e se quiserem incorporar meus trabalhos aqui, fico grata.

  • Rodrigo Candido da Silva

    Puxa vida. Que blog bacana. Muitos debates vão ajudar muito na minha tese de Doutorado.
    Trabalho com o horror no cinema hollywoodiano da década de 1980. E um diálogo com a literatura é fundamental para o mapeamento das origens do horror artístico e sua presença no gênero cinematográfico.
    Gostaria de poder iniciar debates com o grupo e trocarmos figurinhas.
    Estou com aquela sensação de “Como não descobri esse blog antes?”

    • William Wilson

      Ficamos satisfeitos com seu interesse e seu diálogo, Rodrigo. Esperamos reencontrá-lo muitas vezes por aqui, e desejamos sucesso à sua tese de Doutorado. Quando ela estiver concluída, não esqueça de nos avisar.

      Abraços

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