O horror sobrenatural na literatura – introdução (H. P. Lovecraft)

11492c6d1ad064d7e58d072c18e5794bHoward Phillips Lovecraft (1890-1937) foi um escritor estadunidense que ficou conhecido por seus contos de horror e de weird fiction publicados em diversas pulp magazines. Apesar de sua vasta produção – que inclui também poemas e ensaios –, Lovecraft nunca teve reconhecimento literário durante a vida. Foi somente a partir da segunda metade do século XX que suas narrativas começaram a ganhar popularidade, sendo apreciadas por diversos nomes do cinema e da literatura de horror, como Guillermo del Toro, Stephen King e Neil Gaiman.

Ainda que tenha sido fortemente influenciado por autores como Edgar Allan Poe, Lorde Dunsany, Robert Chambers e Algernon Blackwood, Lovecraft criou um universo ficcional ímpar. É comum dividir sua obra em três fases: a dos Contos Macabros (1905-1920); a do Ciclo dos Sonhos (1920-1927); e a dos Mitos de Cthulhu (1925-1935). Essa última é responsável por caracterizar o estilo do escritor, pois compreende um conjunto de narrativas em que foi desenvolvida a ideia de horror cósmico, isto é, o horror experimentado quando somos confrontados por fenômenos que estão além de nossa capacidade de compreensão – um sentimento decorrente da percepção da insignificância do ser humano diante da grandiosidade e vastidão do universo.

“O horror sobrenatural na literatura” começou a ser escrito em 1925, foi publicado pela primeira vez em 1927, na revista The Recluse, mas sofreu alterações importantes em 1933 e 1934. O ensaio completo consiste fundamentalmente em uma história crítica da literatura fantástica e da literatura gótica. No excerto por nós selecionado – que correspondente à abertura do texto –, Lovecraft legitima o medo como uma poderosa emoção estética, e apresenta a narrativa de horror cósmico como o tipo superior de weird fiction.

Leia aqui o ensaio completo.

(*) Esse ensaio faz parte da coletânea As Artes do Mal: textos seminais, organizada por Júlio França e Ana Paula Araújo. Adquira o livro aqui.

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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