Introdução à terceira edição de Frankenstein (Mary Shelley)

Ilustración de Júlia Sardà Portabella para Frankenstein, de Mary Shelley“Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851) foi uma contista, romancista e ensaísta inglesa, filha da filósofa e feminista Mary Wollstonecraft e do romancista e ensaísta político William Godwin. Cresceu imersa em um contexto intelectual efervescente, e, em 1816, casou-se com o poeta Percy Bysshe Shelley, após o suicídio de Harriet Westbrook, a primeira mulher do escritor.

A autora publicou diversas obras, que vão desde romances históricos como Valperga (1823) e Perkin Warbeck (1830), a narrativas de ficção científica como o pós-apocalíptico The Last Man (1826), que fala de um mundo arrasado por uma doença devastadora. Ela ainda foi responsável, após a morte de Percy, por editar os textos póstumos e os Poetical Works (1839) do marido, com longas e inestimáveis notas sobre a obra. Mary Shelley ficaria mais conhecida, contudo, por seu célebre romance de estreia, Frankenstein ou o Prometeu Moderno (1818), uma narrativa que, além de fazer parte da tradição gótica, é considerada obra embrionária da ficção científica.

Selecionamos para nossa antologia a introdução à terceira edição de Frankenstein, publicada em 1831. Nela, Mary Shelley narra a famosa e anedótica origem do romance: em 1816, ela e seu futuro marido passaram o verão, à beira do Lago Léman, em companhia dos escritores John Polidori e Lord Byron. Este propôs que cada um dos quatro escrevesse uma história de fantasmas. Dessa empreitada surgiu o esboço do ro- mance sobre a monstruosa criatura engendrada pela hybris do cientista Victor Frankenstein. Neste prefácio, escrito treze anos após a primeira edição da obra, Mary Shelley não apenas respondeu àqueles que ques- tionavam o fato de uma jovem de dezoito anos ter tido a capacidade de escrever um romance tão assombroso, mas também desvelou a origem da história.”

Leia aqui o ensaio completo.

(*) Esse ensaio faz parte da coletânea As Artes do Mal: textos seminais, organizada por Júlio França e Ana Paula Araújo. Adquira o livro aqui.

 

 

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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