Os fundamentos da crítica em poesia (John Dennis)

dark academia“John Dennis foi um crítico literário e dramaturgo britânico. Estudou na Harrow School e em Cambridge, onde obteve o título de Mestre pelo Trinity Hall. Dennis viajou pela Europa antes de se instalar definitiva- mente em Londres, onde conviveu com importantes figuras literárias, entre elas, o escritor John Dryden. Apesar de suas odes e peças terem obtido pouco sucesso, Dennis tornou-se um dos principais críticos literários de sua geração, sendo um dos pioneiros na reflexão a respeito do conceito do sublime na Inglaterra. Sua defesa da paixão como um elemento importante para a poesia motivou uma longa polêmica com Alexander Pope.

Entre as principais obras críticas do autor destacam-se The Advancement and Reformation of Modern Poetry (1701) e An Essay on the Genius and Writings of Shakespeare (1712). Dennis defendia que a literatura se aproxima da religião na medida em que seu objetivo seria comover o público. Por esse motivo, privilegiava a emoção e a elevação em detrimento de um discurso polido e ornamentado. Essa postura explica a sua antipatia pela poesia de Pope e sua grande admiração pela obra de John Milton, assim como o seu grande entusiasmo pelo conceito do sublime.

Em The Grounds of Criticism in Poetry (1704), Dennis trata diretamente do sublime, e procura descrever em que consiste a poesia mais elevada e aquilo que compreende por entusiasmo, ou paixão entusiasmada. Em sua defesa da paixão como elemento essencial para a poesia, o crítico incorporou emoções como o terror e o assombro – desprezadas pelos teóricos do Neoclassicismo. Sua preferência pelo terror resulta em uma defesa da presença de ideias religiosas na poesia, pois somente assim um poeta poderia alcançar o mais alto grau de elevação.”

Leia aqui o ensaio completo.

(*) Esse ensaio faz parte da coletânea As Artes do Mal: textos seminais, organizada por Júlio França e Ana Paula Araújo. Adquira o livro aqui.

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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