A representação do medo em A Segunda Vida, de Machado de Assis (Adelaide Cezar)

Em A Segunda Vida (1884) ─ conto de Machado de Assis (1839-1908) publicado pela primeira vez em 1884 na Gazeta Literária e no mesmo ano compilado pelo autor em Histórias sem data – tem-se o registro de duas espécies de medo. O primeiro deles diz respeito ao medo inerente a um homem que vem pela segunda vez à vida com todas as experiências da vida anterior. Trata-se do medo do protagonista-narrador José Maria que vem aconselhar-se com Monsenhor Romualdo de Sousa Caldas em sua igreja a respeito da dificuldade de viver com sua esposa, Clemência. Trata-se de um medo filosófico inerente ao conhecimento de vida. O segundo medo registrado no conto é real, físico. Monsenhor Caldas, vendo-se ante um lunático, cautelosamente lhe pede licença e vai à casa paroquial solicitar ao escravo que chame a polícia. O conto termina com a chegada desta: ‘Pela escada acima ouvia-se um rumor de espadas e de pés’.”

Leia o ensaio completo

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do CENA IV, v.2. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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