Aspectos góticos na constituição do romance-folhetim (Rilmara Lima e Gleice de Alcântara)

740901gbe1hmkgbf“No século XVIII tivemos o nascimento do romance gótico na Europa, mais precisamente na Inglaterra, com O castelo de Otranto (1764), do escritor Horace Walpole. Esse romance é marcado por uma técnica narrativa pautada na presença do sobrenatural, de modo que o castelo é povoado de fantasmas, assassinatos misteriosos, retratos que gemem na surdez mórbida dos corredores obscuros, tudo isso sendo resultante da vingança dos legítimos donos da propriedade que tiveram seus títulos e bens usurpados pelos novos habitantes. José Alcides Ribeiro (1996) afirma que a partir do final do séc. XVIII o romance gótico começou a ser chamado de romance de terror ou romance negro. A despeito das mudanças que acompanharam a alteração da terminologia, segundo alguns estudiosos, o romance de terror preserva algumas características do romance gótico. Essa técnica narrativa foi absorvida na construção do romance-folhetim com a incorporação de seus elementos específicos como: uso do mistério, do suspense, do medo, do terror, empregados com o intuito de prender a atenção do leitor. Pretendemos realizar uma análise do romance O esqueleto – mistério da casa de Bragança (Aluísio Azevedo, 1890), por meio desse gênero de narrativa. Dentre as muitas ramificações do romance, alguns tipos de narrativa deram uma contribuição especialmente significativa para o romance-folhetim. Um deles é o romance de terror ou romance negro. O propósito deste trabalho será identificar o romance dentro da tradição folhetinesca, possibilitando um resgate da gênese e da evolução desse gênero na literatura.”

Leia o ensaio completo

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do CENA IV, v.2. Republicamos aqui, com autorização das próprias autoras, com fins puramente acadêmicos

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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