Palestra a horas mortas (Medeiros e Albuquerque)

“(…)  O micróbio! Ninguém sabia que desejo intenso tinha ela de o ver! Era aquele o seu adversário, era aquele o sapador terrível do seu organismo — e ela não o conheceria?!

Figurava-se às vezes, quando em silêncio, na solidão do seu quarto, ver a legião dos animáculos, pululando, formigando, rastejando sobre a massa rubra dos pulmões. E por um grotesco sinistro de imaginação, na  sua ignorância, o que a ideia lhe lembrava era um queijo coberto de bichos.

O pulmão seria como um queijo vermelho e sangrento, roído pelos micróbios… Da primeira hemoptise colheu com cuidado o sangue e apurou debalde a vista, julgando infantilmente que poderia distinguir qualquer coisa. (…)”

Leia aqui o conto “Palestra a horas mortas”

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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