A Menina Morta: um romance gótico? (Gabriela Szabó)

“Cornélio Penna é autor de quatro romances: Fronteira (1935), Dois Romances de Nico Horta (1939), Repouso (1948), Menina Morta (1954), nos quais analisa o mundo dos personagens que habitam a região do Vale do Paraíba, em fazendas de produção de café e antigas mineradoras, durante o Segundo Império. A técnica narrativa de Cornélio Penna consiste em fazer emergir os dramas mais profundos da alma humana a partir de elementos, aparentemente insignificantes. Ambiente e personagens parecem estabelecer uma relação íntima, pois carregam o peso do passado, uma herança de mistério e medo. O objetivo desse trabalho é analisar esse clima de mistério que perpassa a obra A Menina Morta e verificar e se é possível classificá-lo como romance gótico. Sendo assim, um dos poucos representantes desse gênero na literatura brasileira. Cornélio Penna pode ser considerado um romance gótico, ao lado, por exemplo, de Frankenstein (1817) de Mary Shelley? Para responder a essa questão será averiguado se as principais características do romance gótico estão presentes na obra em questão, enfatizando-se, em especial, como é construído o espaço e a trama narrativa.”

Leia o ensaio completo

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na revista Rios Eletrônica. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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