A tapera (Coelho Neto)

Considerado por seus contemporâneos como um dos maiores prosadores brasileiros, Henrique Coelho Neto (1864-1934) deixou como legado uma extensa e variada obra. Em boa parte de sua prosa ficcional, atualmente pouco lida ou estudada, percebem-se elementos góticos, como nas narrativas em que descreve o sertão como palco de eventos violentos, aterrorizantes e sobrenaturais.

Seu conto “A tapera”, publicado na Revista Brasileira (1895) e, posteriormente, no seu livro Sertão (1897), narra a história de decadência do senhor de engenho Honório Silveira. Após participar do assassinato de sua esposa adúltera, Leonor, o fazendeiro, atormentado por culpa e saudades, entra em uma espiral de degradação. A mata do sertão vai aos poucos reconquistando o espaço da fazenda, levando Honório à ruína física e psicológica.

A natureza sublime torna-se, por fim, um ser sobrenatural, quando uma árvore é possuída pelo espírito de Leonor. Perseguido e assombrado por aquele “monstro formidável coberto de folhas híspidas”, desespera-se: “É meia-noite. Ela aí vem! Ela aí vem! É a hora! Fuja!”…

Leia aqui o conto “A tapera”.

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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