O (des)enterro dos mortos: a jornada do cadáver nas narrativas de Faulkner (André Cechinel)

“A partir dos contos ‘Red Leaves’ e ‘A rose for Emily’ e do romance As I lay dying, datados de 1930, este artigo se propõe a investigar a questão do (des)enterro dos mortos na obra de William Faulkner. Em poucas palavras, apesar da morte física do corpo, os textos mencionados insistem numa jornada do cadáver que, ao assinalar a sua desconfortável presença, seja por meio do odor que emite ou de sua inevitável decomposição, sugere um impasse que não pode ser simplesmente suprimido, enterrado. Há em Faulkner, pois, um convívio prolongado com o corpo morto que indica, senão a incompletude do ciclo de vida e morte, ao menos certo descompasso temporal.”

Leia o ensaio completo

(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Trama, v. 10, no. 9. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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