Praga (Coelho Neto)

“Afirmavam que, pelas noites escuras, à hora satânica do curupira, Úrsula tomava o caminho do Areal, campo árido onde se enterrava, para profanar as covas, roubando os ossos das crianças mortas sem badon-t-be-afraid-of-the-dark-hd-wallpaper-575632tismo. Guardava-os e, na hora e no dia da noite cabalística de Agosto, quando os ventos de S. Bartolomeu varrem serras e vales, queimava-os para fazer com as cinzas brancas o segredo terrível dos seus filtros. Havia quem jurasse que o cão pelado que a seguia sempre era o diabo. Era ele quem lhe ensinava toda a sinistra magia, velando com ela, até a hora do canto do galo quando se recolhiam aos mesmos panos, juntos, como dois amantes, tanto que, pela madrugada, uivos ferozes acordavam o silêncio como o alarma sensual do conúbio macabro.”

Leia aqui o conto completo

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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