Fronteira (Cornélio Penna)

“Colchões e travesseiros, enormes, levemente cobertos de poeira, estavam em ordem, com o pano desbotado pelo tempo. Mas pouco a pouco, diante de meus olhos dilatados pela atenção, as suasuntitled_by_swjatoslaw-d74tbnu flores, de um vermelho longínquo, começaram a se mover, aumentaram e espraiaram-se, ora juntando-se em desenhos esquisitos, ora separando-se, em fuga rápida, e se escondiam nos grandes rebordos do espaldar.

Pareciam de sangue seco, restos de crime…

Pareciam de sangue cansado, débil, esbranquiçado…

Pareciam de sangue espumoso, lembrança de ignóbeis volúpias…

Pareciam de sangue!”

Leia Fronteira, de Cornélio Penna

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

3 respostas para “Fronteira (Cornélio Penna)

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