O “monstro” de carne e osso em “Henri”, de Rubem Fonseca (Cristiane Vieira da Graça Cardaretti)

“O sujeito que provoca o horror, que será analisado no presente trabalho, é de carne e ossbloody-scratcho. Diferente dos monstros sobrenaturais, ele é um sujeito comum, desprovido de traços que possam denunciá-lo como um monstro aterrorizador, fato que acaba por velar seu poder letal. O autor escolhido para o presente trabalho é, em minha opinião, o maior criador de monstros de carne e osso de nossa literatura: Rubem Fonseca. Contemporâneos do mineiro Fonseca dizem que, na época em que ele trabalhava como comissário policial, os agentes operavam mais como juízes de paz, apartadores de briga, do que autoridades. Fonseca, portanto, enxergava debaixo das definições legais, as tragédias humanas. E, talvez por esse motivo, com sua vasta experiência, haja trazido para as páginas da ficção crimes de profunda violência e crueldade.”

Leia o ensaio completo

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

3 respostas para “O “monstro” de carne e osso em “Henri”, de Rubem Fonseca (Cristiane Vieira da Graça Cardaretti)

  • Claudia Moreira Franco

    A autora escreve de forma agradável, envolvente, nos despertando o interesse e retendo nossa atenção.
    Rubem Fonseca é, realmente, um grande “criador de monstros de carne e osso de nossa literatura”. Monstros esses, que a cada dia, se mostram mais presentes em nosso cotidiano e a resenhada da autora corrobora com este conceito.
    Muito bom!
    Parabéns aos organizadores do blog. Excelente!

  • Matheus Costa

    Recordo-me do romance de Rubem Fonseca, O Doente Moliéré. E quando me lembro do nome, vem também a famosa resposta do médico de Moliéré quando lhe perguntaram “Por que o ópio faz dormir?”. Ele respondeu: “Porque tem uma propriedade dormitiva.”
    Da mesma forma, perguntarão-me: “Por que esse é um bom ensaio?” E eu responderei: “Porque sim.”
    haha
    Muito bem escrito.
    Visite o meu blog para ver se eu estou no caminho de escrever contos tão bons quanto os de Rubem Fonseca.

  • Cristiane Vieira G. Cardaretti

    Matheus Costa,
    Obrigada pela leitura do ensaio.
    Visitarei seu blog.
    Abraços,
    Cristiane Vieira Cardaretti

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